sábado, 23 de agosto de 2014

1522-História da humanidade


Império e Igreja romanos e modelo atual

O modelo de vida greco-romano, a cultura herdada dos tempos narrados até agora avançou para dentro da Era Cristã europeia.

Toda a vida europeia desde os pontos de vistas social, econômico, político, jurídico, religioso e artístico sofreu a influência do Império Romano. Quando, em 476 d.C., o Império Romano faliu, a Igreja de Roma assumiu este papel que, simbolicamente, só foi interrompido com a Revolução Francesa.

É preciso resgatar aquela onda de mudanças, de renascimento, de renascença ou renascentismo, isso mesmo, com esses nomes, usados para identificar o período da História da Europa (com reflexo nas Américas) aproximadamente entre fins do século XIV e inicio do século XVII proporcioando uma virada intelectual e religiosa, política e econômica, artística e filosófica.

Este período foi marcado por transformações em muitas áreas da vida humana, que assinalam o final da Idade Média e boa parte da Idade Moderna. Apesar destas transformações serem bem evidentes na cultura, na sociedade, na economia, na política e na religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma ruptura com as estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências. Isto porque o capitalismo se caracteriza por duas grandes variantes em nada modernizador daquilo que havia no feudalismo: o proprietário (do bem físico ou do bem monetário) explorando o trabalho de quem produz e transforma.

Aquele momento lá atrás chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antiguidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista, no que a sociedade não se equiparou em se tratando de política e economia.

O Renascimento cultural manifestou-se primeiro na região italiana da Toscana, tendo como principais centros as cidades de Florença e Siena, de onde se difundiu para o resto da península itálica e depois para praticamente todos os países da Europa Ocidental (mais uma vez Roma gerando influência), impulsionada pelo desenvolvimento da imprensa com a invenção da gráfica por Gutenberg.

A Itália permaneceu sempre como o local onde o movimento apresentou maior expressão, porém manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na Inglaterra, Alemanha, Países Baixos e muito pouco em Portugal e Espanha, que foram mais influentes em relação à América do Sul e Central.

Alguns críticos, porém, consideram, por várias razões, que o termo "Renascimento" deve ficar circunscrito à cultura italiana desse período, e que a difusão europeia dos ideais clássicos italianos pertence com mais propriedade à esfera das artes e da religião, pois desde então os artistas abandonaram a arte sacra e a religião enfrentou a reforma protestante.

Em paralelo, o Iluminismo Filosófico se encarregaria de mexer no modo de pensar dos intelectuais com reflexos no povo europeu e americano (de alguns países).

Tudo isso exerceu enorme influência sobre a população europeia que, como se sabe, colonizou as três Américas. Nós os americanos somos criaturas moldadas pelas influencias que recebemos de nossos patriarcas culturais. Esse período vem desde o século IV a.C. até a Revolução Francesa, em 1789. Mas, a Revolução Francesa teve enorme dificuldade de influenciar a América Ibérica por conta do domínio da religião católica.

Se você voltar os olhos para muito do que foi escrito nestes doze capítulos perceberá que o Império Romano e a Igreja de Roma adotaram muita coisa dos estilos dos regimes muito antigos que governaram bons pedaços do planeta.

A única cultura que não influenciou a América foi a oriental até cerca de 1970 d.C., quando houve uma invasão do budismo notadamente nos Estados Unidos.

 Hoje o mundo se moderniza em quase tudo e, na América Ibérica, muito pouco em se tratando de pensamento religioso. Atrelados a uma cultura religiosa retrógrada também o sistema político se arrasta. Nem mais ideologia existe e sim o fisiologismo, parecido com a salvação oferecida pela igreja: eu me salvo e ponto final. Nisso fica para trás o coletivismo, a ecologia e aumenta o fosso entre os que tudo tem (minoria) e os que nada tem (maioria), gerando, por exemplo, o caos social e a violência, do mesmo modo que abre espaço para os partidos populistas que distribuem benefícios em troca de voto.

Quanto tempo vai demorar isso para que Brasil, Argentina, Bolívia, Venezuela, Uruguai, Paraguai e outros saiam do atoleiro cultural, não se sabe.
 
Fim desta série. 

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