quinta-feira, 11 de setembro de 2014

1541-Religiões, fanatismo e espiritualidade


As maiores causas de fanatismo

As Universidades como centros irradiadores de conhecimento têm se negado a incluir a espiritualidade em seus conteúdos e o resultado disso é a progressiva entrega à sociedade de profissionais e cientistas ateus ou simplesmente materialistas ou agnósticos, que não são culpados pelo que pensam e fazem, pois não tiveram a oportunidade de lidar com os temas espirituais em nenhuma das fases de sua formação e muito menos no seio da família.

Quando toda uma sociedade caminha apontando-se mutuamente o dedo acusador, dividida entre os que estão certos e os que estão errados a partir de conceitos absurdamente materialistas, chegamos aonde chegamos: matar por dinheiro, roubar para ter dinheiro, enriquecer-se de qualquer modo, como maior meta. Nosso deus é o dinheiro. Diga-me por que as pessoas se levantam da cama todos os dias e eu te direi qual o objetivo maior de suas vidas. Onde você põe o seu coração, aí é a morada de sua alma.

Dizer mais o que? Pior ainda quando uma parcela da humanidade se anuncia eleita do deus único tirando de todos os demais o direito de serem olhados e velados pelo mesmo deus. Que deus é esse que não pode absorver a todos aqueles que (salvo melhor juízo) são também criaturas suas?

Não há margem para dúvida, o fanatismo mais acentuado entre nós passa pelo semitismo e pelo antissemitismo, também chamado de antissionismo, na verdade, aversão aos judeus e/ou defesa dos judeus.

Como é que se chega a uma profunda causa de fanatismo como esta?

Vamos olhar primeiro os antecendentes.

A Questão Línguística sempre determinou a origem ou nação de um povo. Perdurou por milênios. Em segundo lugar estava a genética. Mas as nações passaram a dominar nações e a impor ali a sua língua e, claro, algo tembém de genética. Mas esse não é o foco. Um índio guarani, brasileiro, era guarani até que a civilização chegou e registrou-o como brasileiro. Ele é guarani puro, fala a língua guarani, mas como não existe um país guarani, o índio é brasileiro, como poderia ser argentino ou paraguaio. Hoje, por exemplo, uma pessoa nascida na África do Sul, fala inglês, mas não é inglês. Um judeu pode ter nascido em qualquer parte do mundo e falar qualquer idioma; continua sendo judeu. Dá para notar as diferenças?

Não é a língua que determina sua nação ou nacionalidade; o território onde ocorreu o nascimento sempre será o referencial para fins de passaporte, a menos que haja a interveniência da embaixada, que é o recurso usado para o registro dos filhos de embaixadores e de funcionários estrangeiros em missão no exterior. Já temos alguns países europeus que reconhecem a cidadania de seus emigrantes e descendentes radicados no exterior. Resumo: língua não é atributo de nacionalidade.

Mas, em nenhum caso a nação se mistura com religião e com língua como nos casos de judeus e muçulmanos. Tudo parece ancorar no Estado Religioso. É a razão básica de um dos mais graves fanatismos, que é objeto de interpretação nesta série. 

Vamos aos casos. O termo semita tem como principal designação o conjunto linguístico composto por uma família de vários povos, entre os quais se destacam os árabes e hebreus, que compartilham as mesmas origens culturais. A origem da palavra semita vem de uma expressão na Gênesis Bíblica (Gen V, 32) que se refere à linhagem de descendentes de Sem, filho de Noé e irmão de Kam e Jafet. Modernamente, as línguas semíticas estão incluídas na família camito-semítica. Historicamente, esses povos exerceram grande influência cultural, pois as três grandes religiões monoteístas do mundo – judaísmo, cristianismo e islamismo – possuem raízes semitas.

Quando se diz que alguém é antissemita, é porque é adversário do judaismo, do cristianismo e do islamismo. Mas, na prática, não é isso que vemos. Os judeus chamam para si com exclusividade a adversidade ao credo ou etnia da linhagem de Sem.

Devido a diversas migrações não podemos falar de um grupo étnico homogêneo. Portanto, muitas línguas compõem a família semítica, onde certamente poderíamos encontrar razões para estar a favor ou contra o semitismo. Falam línguas com raízes semíticas aqueles que falam o acadiano, o ugarítico, o fenício, o hebraico, o aramaico, o árabe, o etíope, o egípcio, o copta gala, o afar-saho, o assírio e o caldeu. Não são poucos. Mas nenhum se queixa de preconceito, só os judeus que, de origem, falam o hebraico e o aramaico. Caso semelhante se dá com a língua espanhola, que é falada por uma imensidão de gente de nações que não se designam espanholas.

Entre os antigos povos semitas estão os fenícios, os hebreus, os amoritas, os cananeus, os sírios, os arameus, os árabes, e os hicsos. Mas só os hebreus se proclamam vítimas do antissemitismo.

Semítico é um adjetivo que se refere aos povos que tradicionalmente falaram línguas semíticas ou a coisas que lhes pertencem. A análise genética sugere que os povos semíticos partilham uma significativa ancestralidade comum, apesar de diferenças importantes e de contribuições de outros grupos espalhados pelo planeta.

Mas, foram os judeus que deram causa a dois principais eventos geradores de desconfiança e chamaram para si o papel de vítimas do preconceito: eles se anunciaram o povo escolhido de Deus e quando (no entender de todo mundo) Deus mandou-nos um messias, eles não o aceitaram e não o reconheceram. Segue a análise.

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