sexta-feira, 19 de setembro de 2014

1549-Religiões, fanatismo e espiritualidade


Um povo escolhido espiritualmente

Um Grande Plano Espiritual para a conversão da Terra precisava ser elaborado e posto em prática no momento certo, em situação ideal. Este plano esperou que os filósofos gregos acabassem suas propostas e que Alexandria marcasse com tanto impacto os últimos duzentos anos que antecederam o fato central e optou pelos judeus, cuja história é um rosário de acertos, erros, derrotas, vitórias, porém com espiritualismo, fé, persistência e determinação. Havia chegado o momento. Este povo escolhido para exemplo, para espelho, para testemunha e não como eleito por Deus como povo exclusivo desse mesmo Deus, como equivocadamente entenderam os patriarcas hebreus. Esta foi a errônea interpretação das lideranças religiosas judaicas ocorrida, já, desde antes da passagem de Cristo pelo corpo de Jesus. Ser escolhido para uma experiência, uma demonstração, não dá direito a outorgar-se como único povo escolhido.

Olhemos para trás e vejamos o quanto de maldade, mortandade, falsidade, desamor, traição, ambição, orgulho, fanatismo estão registrados na história humana, que nem poderia ser chamada de humana e muito menos de animal, pois o animal não chega a tanto e nem o homem deveria chegar. O planeta abrigou e ainda abriga os últimos (são muitos, porém) exemplares perversos da raça humana de víboras, como denunciou Cristo.

A escolha divina para o choque de humanidade na Terra poderia ter recaído em outro território e outra cultura, num chinês, num coreano, num indiano ou africano, russo ou japonês, mas a repercussão teria sido pífia. A escolha centrou-se no povo judeu e tendo um judeu no centro dos acontecimentos.

De outra forma, mais da metade dos habitantes do planeta não teriam conhecimento do que se passou: a cultura dessas outras nações mencionadas era fechada e fechada permaneceu até que se abrisse o processo de globalização da economia, vindo com ela a globalização cultural. Isso, já, em torno de 1980 de nossa era. Mas, quase 100% da população universal tomou e toma conhecimento da existência dos judeus e de Jesus. Judeus que também foram bárbaros nas suas relações com outros povos e que, em contrapartida, enfrentaram as barbaridades de outros povos contra sua nação. A sua escolha não foi, propriamente por seu bom comportamento, mas pelo alcance de suas relações com os povos do planeta.

Ali teria de nascer o homem portador do Espírito Superior de Cristo, o grande comandante da revolução terrena. E nem podia ele declarar-se adversário da cultura judaica, pois geneticamente era um judeu. Mas, disse: “não vim revogar as leis e os profetas, mas sim dar-lhes cumprimento”.

O restante desta história é conhecido de todos. O Cristo foi negado pelos judeus, temido pelos romanos e combatidos foram os seus seguidores, tudo dentro de um plano de mais longo prazo, que apenas estava começando. A ira que se volta hoje entre judeus e palestinos e os desvios da Igreja de Roma em relação à proposta de Cristo, tudo anda na mesma marcha para colimar-se, se não pelo bom exemplo de trégua e entendimento, com certeza pelo mau exemplo de como não devem ser as relações entre povos da mesma origem e tradição.

O impacto de Cristo tinha de ser com uma política de choque. Esses povos que ainda brigam ali no Oriente Médio têm de reconhecer a Proposta de Cristo e enquanto não a fizerem estarão se matando com base na lei do talião: “olho por olho dente por dente”. No momento em que judeus e muçulmanos entenderem que sua fé pode andar sem a guerra e que o amor entre primos precisa ser resgatado, a guerra acabará, o ódio cessará e a região dará um gigantesco exemplo de reconciliação para o mundo, como queria Cristo. Vocês já perceberam que 90% dos conflitos mais recentes tiveram a participação ou de judeus, ou de muçulmanos, ou dos dois?

Quando estes se derem as mãos, a missão dos judeus terá acabado quanto ao Plano de Deus para eles. Será uma conquista suada, marcada pelo sangue derramado, mas é, justamente, esse tipo de conquista que não tem recuo. Cristo não quer maquiagem, quer a reforma por inteiro. Ele mesmo disse: “não vim trazer a paz, vim trazer a espada”. Entenda-se por espada, a justiça.

E não pensem que Jesus esteja pedindo a judeus e muçulmanos sua filiação ao cristianismo. Não, nunca, principalmente não a este cristianismo mascarado que temos. Mas, sim ao Amor. Filiação à Lei do Amor. A religião não serve para nada. O fanatismo só leva à guerra. A espiritualidade através do Caminho do Amor é que marcará a passagem da Terra do estágio velho para o estágio novo.

Quando o ser humano se descobre como ser espiritual, sujeito a retornar numa reencarnação como filho ou pai de seu desafeto atual – acertos que são costurados nos planos astrais – vai pensar mil vezes antes de jogar bombas ou pedras no adversário ou concorrente. Pelo contrário, vai compor com ele um pacto de coexistência enquanto caminham sob o Sol.

Os chamados foram todos, escolhidos foram os judeus. Não entenderam ainda o chamado. Mas, estamos a um passo disso. Todos os judeus que já não estão mais no Oriente Médio e não comandam organizações que se beneficiam com as guerras, já se encontram de mãos dadas com outros povos, inclusive de descendência árabe e de fé muçulmana. A conversão aguardada está inteiramente nas mãos dos israelenses.

E ela virá. Mais breve do que se pode imaginar.

Fim da série.

Nenhum comentário:

Postar um comentário