sábado, 20 de setembro de 2014

1550-Helena Petrovna Blavatsky


Introdução

Em círculos restritos de iniciados, em todo o mundo, sempre se lidou com assuntos espirituais, a vida após a morte e os mistérios divinais. Mas houve um apagão na Idade Média, que coincidiu com o período mais obscuro da humanidade e com todo o fervor dos fanatismos. Até um tribunal para julgar e condenar à morte os hereges (isto é, não alinhados) foi organizado e comandado pela Igreja que pretendia ser a única e verdadeira.

Após o encerramento das atividades do Tribunal de Inquisição ou Santo Ofício, também conhecido apenas por Inquisição, o que ocorreu com variação de data de país para país, podendo-se afirmar que ocorreu entre o final do século XII até cerca de 1840, o mundo ocidental experimentou um espantoso crescimento na divulgação da temática espiritual, que estava engavetada. Antes desse ocaso, qualquer pessoa cristã que fosse acusada de bruxaria e também do que se chamava heresia, era processada pelo Tribunal e poderia vir a ser executada, normalmente queimada em praça pública.

Vêm desse período de, mais ou menos (1840), como dissemos, os trabalhos espirituais mais conhecidos, que são as obras de Allan Kardec e de Helena Petrovna Blavtsky.
Antes desse tempo já nas obras de alguns pensadores orientais e gregos a temática espiritual era de relevante importância e até com certa popularidade. O incêndio da biblioteca de Alexandria (sec. VI d.C.) deve ter consumido muita coisa não só desta área.

A humanidade sempre teve a caminhar ao lado de sua marcha, os chamados gurus. Ora era Zaratustra, ora Confúcio, ora Lao Tsé, ora Pitágoras, ora Gandhi, ora Krishnamurti, ora Raum Sol e todos eles com conteúdos ligados à espiritualidade. As próprias doutrinas de Sidarta Gautama (o Buda) e de Maomé (Islã) são profundamente espirituais. O que hoje acontece com o islã de Maomé – dos muçulmanos – é que ele está muito distante do que ensinou o profeta do povo árabe.  

O Ocidente acabou prejudicado pela dominância da Igreja de Roma, com o veto à espiritualidade ensinada por Jesus, desconhecida dos líderes romanos, que não tinham nenhuma queda por estas coisas. E o materialismo extremo dos especialistas e conquistadores romanos acabou por impregnar a igreja romana, dita cristã, mas não cristã na essência. Os movimentos empreendidos pelos Jesuítas na América, conquistando territórios indígenas, construindo igrejas católicas, ensinando línguas europeias aos índios e os obrigando a viver como se fossem europeus, nada mais foi do que a repetição das incursões dos exércitos romanos sobre os povos conquistados.

Esta série deseja abordar um dos respeitáveis trabalhos espirituais do tempo pós Inquisição, no caso, o trabalho de Helena Blavatsky, para que os leitores tenham a oportunidade, não só de conhecer o trabalho dela, mas também de conhecer a ela própria.

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