segunda-feira, 22 de setembro de 2014

1552-Helena Petrovna Blavatsky


Agora a senhora Blavatsky                                 

 
A natureza de Helena estava fortemente impregnada de uma inata capacidade psíquica, de tal modo que constituía sua característica predominante. Ela se dizia (e o demonstrava) dotada da faculdade de comunicar-se com os habitantes de outras esferas ou mundos invisíveis e sutis, e com os entes humanos que consideramos "mortos". Essa potencialidade natural foi posteriormente disciplinada e desenvolvida. Sua educação recebeu a influência da posição social da família e dos fatores culturais então imperantes. Assim, ela era hábil poliglota e tinha excelentes conhecimentos musicais; de sua erudita avó herdou o senso científico e a experiência; e partilhava dos pendores literários que pareciam correr nas veias da família.

Em 1848, com a idade de 17 anos, Helena contraiu matrimônio com o general Nicephoro V. Blavatsky, governador da província de Erivan, que era um homem já entrado em anos. Existem muitas versões sobre a razão desse casamento; que não foi do seu agrado, ela o demonstrou desde o primeiro momento. Após três meses, abandonou o marido e fugiu para a casa da família, que a encaminhou ao pai. Receando ser obrigada a voltar para o general Blavatsky, tornou a fugir; e durante vários anos correu o mundo em viagens cheias de aventuras. O pai conseguiu comunicar-se com ela e fez-lhe remessa de dinheiro. Ao que parece, manteve-se ela ausente da Rússia o tempo suficiente para poder legalizar a sua separação do marido.

Em 1851 Helena, enquanto senhora Blavatsky ou H. P. B., teve o seu primeiro encontro físico com o Mestre, o Irmão Mais Velho ou Adepto, que fora sempre o seu protetor e a havia preservado de sérios perigos em suas irrequietas travessuras da infância. Pouco se sabe sobre ele, mas é dado como um Mestre Oriental de Rajput, de nome Morya. A partir desse momento, passou ela a ser a sua fiel discípula, obedecendo-lhe inteiramente à influência e diretiva.

Sob a orientação do Mestre Morya, aprendeu a controlar e dirigir as forças a que estava submetida em razão de sua natureza excepcional. Essa orientação conduziu-a através de várias e extraordinárias experiências nos domínios da "magia" e do ocultismo. Aprendeu a receber mensagens dos Mestres e a transmiti-Ias aos seus destinatários, bem como a enfrentar valentemente todos os riscos e incompreensões no seu caminho.

Seguir o rastro de suas peregrinações durante o período desse aprendizado é vê-Ia em constante atividade pelo mundo inteiro. Parte do tempo ela passou nas regiões do Himalaia, estudando em mosteiros onde se conservam os ensinamentos de alguns dos Mestres mais esclarecidos e espirituais do passado. Estudou a Vida e as Leis dos mundos ocultos, assim corno as regras que devem ser cumpridas para o acesso a eles. Como testemunho desse estágio de sua educação esotérica, deixou-nos uma primorosa versão de axiomas espirituais em seu livro The Voice of Silence (A Voz do Silêncio).

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