terça-feira, 23 de setembro de 2014

1553-Helena Petrovna Blavatsky


Um ganho de popularidade

Em 1873, H. P. Blavatsky viajou para os Estados Unidos da América a fim de trabalhar na missão para a qual fora preparada. E assim ganhou projeção.

A alguém de menos coragem a tarefa havia de parecer impossível. Mas ela, uma russa desconhecida, irrompeu no movimento espiritualista, que então empolgava tão profundamente a América e, em menor escala, muitos outros países.

Os espíritos científicos ansiavam por descobrir o significado dos estranhos fenômenos, e se defrontavam com dificuldades para abrir caminho em meio às numerosas fraudes e mistificações. De duas maneiras tentou H. P. B. explicá-los: (1) pela demonstração prática de seus próprios poderes; e (2) afirmando que havia uma ciência antiquíssima das mais profundas leis da vida, estudada e preservada por aqueles que podiam usá-la com segurança e no sentido do bem, seres que em suas mais altas categorias recebiam a denominação de "Mestres", embora outros títulos também lhes fossem conferidos, como os de Adeptos, Chohans, Irmãos Mais Velhos, Hierarquia Oculta, etc.

Para ilustrar suas afirmações, H. P. B. escreveu Isis Unveiled (Isis sem Véu), em 1877, e The Secret Doctrine (A Doutrina Secreta), em 1888, obras ambas "ditadas" a ela pelos Mestres. Em “Isis sem Véu” lançou o peso da evidência colhida em todas as Escrituras do mundo e em outros anais contra a ortodoxia religiosa, o materialismo científico e a fé cega, o ceticismo e a ignorância. Foi recebida com agravos e injúrias, mas não deixou de impressionar e esclarecer o pensamento mundial.

É importante destacar como os médiuns ganham notoriedade, como foi o caso de Helena: o mais comum é pela reação contrária aos seus trabalhos, pelas críticas, pelas denúncias, pelas perseguições sofridas e, obviamente, pela divulgação que essas contrariedades recebem através da mídia. Mas, também é destacável, que a notoriedade alcança, geralmente, médiuns com inserção nas classes sociais mais elevadas. A sociedade está recheada de excelentes médiuns atuando nas camadas mais pobres das populações, sem grande visibilidade midiática e que acabam desencarnando sem merecer as manchetes. Esta também é a razão porque quando se reconhece um personagem reencarnado, este, geralmente, se encontra inserido nas classes mais elevadas da sociedade de onde, do mesmo modo, o assunto ganha notoriedade. No entanto, são aos milhares os reencarnantes anônimos que ocupam corpos de artesãos, pedreiros, professores, motoristas, policiais, pequenos comerciantes, trabalhadores em geral, que nunca serão reconhecidos por suas vidas passadas porque as suas vidas atuais não têm notoriedade.

Se Helena não fosse uma Hahn, casada com um Blavatsky e sim uma operária ou camponesa russa, certamente não seria menos capaz em sua mediunidade, mas certamente também, ninguém teria tomado conhecimento de seus pendores além dos próprios familiares e vizinhos. Ou quem sabe, mal compreendida, seria podada e enrustida para sempre.

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