quinta-feira, 25 de setembro de 2014

1555-Helena Petrovna Blavatsky


Uma doutrina nem tão secreta

A DOUTRINA SECRETA se define por seu próprio título. Mas, era um título apropriado para o momento de sua edição. Expõe "não a Doutrina Secreta em sua totalidade, mas um número selecionado de fragmentos dos seus princípios fundamentais".

1) Mostra: que é possível obter uma percepção das verdades universais, mediante o estudo comparativo da Cosmogonia dos antigos;

2) Proporciona o fio que conduz à decifração da verdadeira história das raças humanas;

3) Levanta o véu da alegoria e do simbolismo para revelar a beleza da Verdade; 

4) Apresenta ao intelecto ávido, à intuição e à percepção espiritual os "segredos" científicos (até então desconhecidos da maioria) do Universo, para sua compreensão. Segredos que continuarão como tais enquanto não forem entendidos.

H. P. B. faleceu a 8 de maio de 1891, deixando à posteridade o grande legado de alguns pensamentos dos mais sublimes que o mundo já conheceu. Ela abriu as portas, há tanto tempo cerradas, dos Mistérios; revelou, uma vez mais, a verdade sobre o Homem e a Natureza; deu testemunho da presença, na Terra, da Hierarquia Oculta que vela e guia o mundo. Ela é reverenciada por muitos milhares de pessoas, porque foi e é um farol que ilumina o caminho para as alturas a que todos devem ascender.

Fonte: Do livro: A Doutrina Secreta, Ed. Pensamento, São Paulo 1973, Volume I.

Ela também se relacionou com as lideranças do Espiritismo. Suas relações com o Espiritismo evoluíram de um agudo interesse e envolvimento inicial para uma posterior rejeição. De início considerou essa prática como de grande valor para a comprovação da existência do mundo invisível dos espíritos, como base de sua luta contra o materialismo e ceticismo da Ciência. Como já se viu, ela fundara uma sociedade espírita no Egito, e nos Estados Unidos se envolveu ativamente com vários médiuns, produziu vários fenômenos e gerou acesa polêmica, mas finalmente acabou vendo este método como excessivamente passivo e descontrolado, como um recurso limitado e pouco fiável para a investigação profunda do mundo espiritual, e demasiado sujeito a manipulações, fraudes voluntárias e equívocos involuntários. Preferiu se voltar então para uma disciplina rigorosa, ensinada pelos seus mestres, de treinamento da vontade e das capacidades psíquicas, para que fossem postas sob o completo domínio da pessoa. Assim, declarou que o contato com os espíritos e os fenômenos psíquicos, mesmo sendo um fato, não tinham grande valor em si, e era infinitamente preferível o aperfeiçoamento através do serviço altruísta que levasse finalmente a uma comunhão com os verdadeiros mestres de sabedoria, e não uma prática de psiquismo vulgar de contato com os mortos comuns, que não possuem maior conhecimento ou poder, ou com os vários tipos de espíritos da natureza, cuja principal diversão é enganar com seus poderes ilusionistas e telepáticos os médiuns e sua crédula assistência, entidades que ela disse serem as principais responsáveis pelas manifestações em sessões mediúnicas ordinárias, sendo raros os guias espirituais que mereçam este nome.

Helena desenvolveu uma doutrina intermediária entre o espiritismo, o hinduísmo e o budismo.

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