segunda-feira, 29 de setembro de 2014

1559-Allan Kardec


Introdução

A humanidade ocidental dedicada aos estudos espirituais ou carente de informações relativas à espiritualidade deve a um cidadão francês o grande trabalho desta área, o maior dos trabalhos, semelhante ou superior ao que produziu Helena Blavatsky. Refiro-me a Allan Kardec, um dedicado professor que ofereceu os melhores anos de sua vida à pesquisa com espíritos e médiuns capaz de esclarecer o que para muitos não passava de um embuste, enquanto que, para outros, era objeto de show com objetivo financeiro.

Vamos dedicar esta série à vida e obra de Allan Kardec, mais ainda porque, se vivo fosse, neste mês de outubro de 2014, estaria ele completando110 anos de vida.

Muito se tem escrito, falado, novelizado, filmado sobre espíritos e vida espiritual, mas ninguém, tanto quanto Allan Kardec, foi a fundo, chamou equipes de médiuns, as fez trabalharem simultaneamente em locais distintos recebendo comunicações dos mesmos mentores espirituais, tudo com o objetivo de testar, efetivamente, se as mensagens eram as mesmas ou muito próximas umas das outras, criando, assim, o que se chama em pesquisa, de testemunha ou contraprova.

Uma das grandes mágoas ou decepção da comunidade espírita ao redor do planeta é quanto a Universidade, cujos recursos são imensos não só humanos como também materiais, metodológicos, e que ainda não se dignou realizar um trabalho em profundidade para corroborar com Kardec ou para desmenti-lo, frente à estonteante realidade de que a vida que conhecemos está ancorada noutra dimensão, totalmente energética. E quando se trata de energia, trata-se de conteúdos não religiosos e, portanto, do interesse acadêmico.

Hoje temos alguns trabalhos isolados, sem muito apoio financeiro e técnico, buscando sofregamente levar adiante o trabalho de Kardec, como é o caso do delegado paranaense de polícia, que vem demonstrando sistematicamente que ao reencarnar os espíritos levam consigo a mesma impressão digital que tinham na encarnação anterior. Veja, o leitor, este trabalho derruba todo e qualquer argumento contra a reencarnação. Comprova cientificamente a possibilidade de os espíritos retornarem a outro corpo algum tempo depois da morte do corpo anterior. Derruba o argumento que vem sendo repetidamente apresentado por aqueles que se opõem a esta ideia alegando que não existem provas convincentes disso. Mas, diante da clareza de um sistema datiloscópico o que resta para argumentar?

Nos anos passados, quando o sistema de identificação oficial não tomava as impressões digitais na identificação das pessoas, era impossível realizar uma pesquisa como esta. Agora, não. Os sistemas estão operando aproximadamente há um século e neste período muitos espíritos puderam ganhar uma nova chance de vida biológica. É o que tenta fazer e consegue o delegado João Alberto Fiorini, do Serviço de Identificação do Paraná. Ele vem sendo chamado a proferir palestras em seminários espiritualistas e à medida que o assunto se torna conhecido mais e mais casos vêm para a coleção do pesquisador.

O espiritismo não começou com Kardec e/ou Blavatsky, recebeu destes dois novos paladinos enormes contribuições. O espiritismo com este ou com qualquer outro nome é tema de muita gente há muitos milênios. Pitágoras, cinco séculos antes de Cristo, já tratava deste tema entre os pioneiros da filosofia grega.

Vamos conhecer o codificador e organizador do conhecimento espírita da modernidade?

Você vem conosco? Seja bem-vindo(a).

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