segunda-feira, 6 de outubro de 2014

1566-Allan Kardec


Os últimos anos de Kardec

Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e a defendê-lo dos opositores através da Revista Espírita ou do Jornal de Estudos Psicológicos.

Já com cerca de oito milhões de seguidores de sua doutrina, veio a falecer, melhor dizendo como seria mais justo, veio a desencarnar do corpo, em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos de idade, em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho.

Está sepultado no Cemitério de Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmens druídicos, pois foi através da espiritualidade que Rivail descobriu algumas de suas encarnações anteriores, uma das quais entre os druidas, o seu reconhecimento a um clã humano-religioso de extraordinária importância para o mundo. Acima de sua tumba, seu lema, escrito em francês: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei". Certamente ainda quererá retornar, se já não o fez, para levar adiante sua messe.

Nos meios espiritualistas do planeta costuma-se tomar o espiritismo como a Terceira Revelação de Deus aos homens. A primeira se deu com Moisés: o conhecimento da morte; a segunda se deu com Jesus: o conhecimento do amor e a vitória sobre a morte; a terceira com o espiritismo: o conhecimento da eternidade do espírito e seu retorno à carne para aprimoramento. É tido o espiritismo, também, como o Consolador prometido por Jesus no capítulo XVI do Evangelho de João.   

Em seu sepultamento, seu amigo, o astrônomo francês Camille Flamarion proferiu o seguinte discurso, ressaltando a sua admiração por aquele que ali baixava ao túmulo:

“Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra… Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. (…) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!”

Sobre Kardec, o engenheiro francês Gabriel Delanne escreveu:

“Substituindo a fé cega numa vida futura, pela inquebrantável certeza, resultante de constatações científicas, tal é o inestimável serviço prestado por Allan Kardec à humanidade”.

As obras espíritas publicadas por Allan Kardec são cinco.

As cinco obras fundamentais que versam sobre o Espiritismo, sob o pseudônimo Allan Kardec, são:

O Livro dos Espíritos, Princípios da Doutrina Espírita, publicado em 18 de abril de 1857;

O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores, publicado em janeiro de 1861;

O Evangelho Segundo o Espiritismo, de abril de 1864;

O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, de agosto de 1865;

A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo, de janeiro de 1868.

Além dessas, como Kardec, publicou mais cinco obras complementares:

Revista Espírita (periódico de estudos psicológicos), publicada mensalmente de 1858 a 1869;

O que é o Espiritismo (resumo sob a forma de perguntas e respostas), de 1859;

Instrução prática sobre as manifestações espíritas (substituída pelo Livro dos Médiuns; publicada no Brasil pela editora O Pensamento)

O Espiritismo em sua expressão mais simples, de 1862;

Viagem Espírita de 1862 (publicada no Brasil pela editora O Clarim).

Após o seu falecimento, viriam à luz:

Obras Póstumas, em 1890.

Outras obras menos conhecidas foram também publicadas no Brasil:

O Principiante Espírita (pela editora O Pensamento)

A Obsessão (pela editora O Clarim).

Nenhum comentário:

Postar um comentário