terça-feira, 7 de outubro de 2014

1567-Allan Kardec


Como entender o espiritismo

A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém, o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa da física, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação.

Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as consequências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem do perispírito, nem da reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subsequentemente explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato, dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas.

Na questão do períspirito nada mais ocorreu que a confirmação das teorias hinduístas sobre os campos energéticos que envolvem nosso corpo material e as demais camadas astrais e também a questão dos chakras. Como tudo é ou se transforma em energia, os sons, as cores, os toques, os alimentos, a luz, também o nosso corpo foi dotado de uma carapaça energética com a qual se relaciona com as demais energias do Universo.

O Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na criação e nas suas relações com tudo mais, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais o orgulho fundou castas e os estúpidos preconceitos de cor e sexo. O Espiritismo, alargando o círculo da família pela pluralidade das existências, estabelece entre os homens uma fraternidade mais racional do que aquela que não tem por base senão os frágeis laços sanguíneos da matéria, porque esses laços são perecíveis, ao passo que os do Espírito são eternos. Esses laços, uma vez bem compreendidos, influirão pela força das coisas, sobre as relações sociais, e mais tarde sobre a Legislação social, que tomará por base as leis imutáveis do amor e da caridade; então ver-se-á desaparecerem essas anomalias que chocam os homens de bom senso, como as leis da Idade Média chocam os homens de hoje. E como as birras humanas da atualidade entre árabes e judeus chocam os demais homens.

No 4º Congresso Mundial em Paris (2004), o médium brasileiro Divaldo Pereira Franco psicografou uma mensagem atribuída ao espírito de Léon Denis (amigo e sucessor de Kardec) declarando que Allan Kardec fora a reencarnação de Jan Hus, um reformador religioso do século XV. Esta informação já foi dada em diversas fontes diferentes o que está de acordo com o Controle Universal do Ensino dos Espíritos, que Kardec definiu da seguinte forma: "uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos - a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares”.

No livro Cartas e Crônicas, de Irmão X, pseudônimo do espírito Humberto de Campos, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, em 1966, no capítulo intitulado Kardec e Napoleão, relata-se o episódio em que estes dois ícones da humanidade são apresentados pelo Espírito da Verdade, na noite de 31 de dezembro de 1799, no plano espiritual. O desencarnado que reencarnará como Allan Kardec é um espírito superior, apresentado como o apóstolo da fé, que, sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento, enquanto Napoleão Bonaparte, reencarnado e em desdobramento, durante o sono físico, é informado que renasceu para garantir o ministério espiritual do discípulo de Jesus que regressa à experiência terrestre.

É especialmente através do espiritismo que podem ser explicadas as missões de tantos homens importantes sobre a face do planeta. É assim que se conhece por que Cristóvão Colombo fez o que fez, que Hitler fez o que fez, que Juscelino Kubitschek chegou ao poder no Brasil com uma missão espiritual, que Obama chegou ao poder na nação mais importante da atualidade: para que pudessem dar alguns passos adiante nos contextos em que se alicerçavam as culturas de cada território e época.

É pelo espiritismo que cada um de nós toma ciência do porquê recebemos um corpo e exercemos uma atividade. Nada é acaso.

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