quarta-feira, 8 de outubro de 2014

1568-Allan Kardec


O futuro do espiritismo

Antes, vamos retornar um século e resgatar o que se dizia do espiritismo. O dicionário Larousse, de 1876, tratava o tema trazido por Kardec como doença mental e o seu autor como alguém que espalhou pelo mundo uma perigosa epidemia. Durante o Império Brasileiro, um jornal de nome “O Apóstolo”, considerava o espiritismo uma simbiose de panteísmo e ignorância, destinado a derrotar o catolicismo e deificar o diabo.

O grande Machado de Assis assinalou que o espiritismo era uma fábrica de idiotas e alienados. Os médicos do passado também tratavam o espiritismo como alienação e doença mental: compromete a saúde das pessoas e causa alienação psíquica.

Na atualidade, no Brasil, os vários capítulos estaduais e regionais da Associação Médica Espírita congregam mais de 20 mil médicos das mais diferentes especialidades. Mais de uma dúzia de hospitais espíritas atendem a milhares de pacientes inteiramente de forma gratuita.

Esqueça este nome “espiritismo”. Ele tende a desaparecer para dar lugar a um termo que já foi cunhado mas demorará um pouco para ser divulgado. A mente das pessoas, notadamente dos líderes, precisa ser tocada. As coisas não vêm de fora. Quando vêm de fora não convence, entra como crença, aprendizado. Quando aflora de dentro para fora se torna objeto de fé, convicção, sem contestação.

Quando a Igreja de Roma admitir que as aparições de Nossa Senhora em tantos sítios sagrados como se entende Lourdes, Fátima e outros, foram aparições do espírito de Maria, mãe de Jesus, diante de médiuns com capacidade vidente, todo o trabalho de Allan Kardec estará admitido como descrição da realidade universal.

Nada há para contestar, só para admitir quando se tenha boa vontade para fazer a paz. O mundo que vemos é apenas o mundo que vemos, mas o mundo que vemos tem uma matriz energética que não vemos a olho nu e nem temos, por enquanto, aparelhos tecnológicos capazes de descrevê-lo com a exatidão como queremos quando se trata de dogma.

Quando o grupo Genoma chegou à decifração do DNA explodiram foguetes em muitos centros avançados do conhecimento científico. Foi um feito e tanto, com certeza. Mas, de repente, o coordenador da equipe coçou a cabeça e concluiu: “Sim, isto aqui é o mapa da vida! Mas, quem o fez?” Reuniu seus coordenados e chegaram todos à conclusão de que a planta havia sido resgatada, mas não estava claro quem era o seu autor. E o Autor da Vida foi, enfim, admitido por uma equipe de ponta das ciências do Universo. Onde está o Autor da Vida? Que jeito ele tem? Como chegou a existir? Quem somos nós, tão carinhosamente desenhados por ele? Com que finalidade?

O futuro dessa ciência que irá pesquisar o Espírito, a caminho de encontrar Deus, pertence aos sensatos (não estúpidos) e prudentes (não soberbos). Graças ao Autor da Vida as maiores descobertas científicas dos últimos 50 anos têm sido realizadas por grupos de pesquisadores, retirando da pesquisa a possibilidade de uma só mente perturbada meter os pés pelas mãos, como já ocorreu em dezenas de vezes.

E quando essa nova disciplina dos centros científicos puder estudar colegiadamente o que é a vida, seu inventor estará sendo paulatinamente descoberto. Afinal, a minúscula célula entre as milhões que nosso corpo já está a avisar: aqui tem mais coisas funcionando que apenas as funções inerentes à biologia. Esse componente energético que ali se manifesta e já está comprovado, é a ponta da meada. Vamos por ela e chegaremos a lugares que espantosamente não imaginávamos existir.

Esse é o futuro do espiritismo, com outro nome, naturalmente.

Fim da série.

Um comentário:

  1. Prezado Homero,
    Envio-lhe meu sincero muito obrigada pela possibilidade de ler seus escritos e aprender de você e com você.
    Tenho lido muitos e, embora não assídua, venho me encantando com seu texto assertivo e sem afetação.
    Vibro, portanto, para que siga lúcido e dedicado na nobre tarefa de se colocar a serviço da LUZ.
    Um forte abraço.
    Karla Menezes

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