sexta-feira, 10 de outubro de 2014

1570-Paridos no terror e renascidos no amor


Comecemos por onde seja possível começar

Os habitantes das Américas que não tenham sangue nativo (indígena), são, com muita margem de certeza, de origem europeia, asiática ou africana, em maioria. Estão de fora destas listas os descendentes das etnias do Oriente Médio, às quais dedicarei uma atenção à parte.
Vamos a um enfoque do ponto de vista de que a maioria das pessoas nascidas nas Américas são almas provindas da Europa, da Ásia, da África e, uma minoria provinda do Oriente Médio.
Para começar, dentro desse milênio a que se restringe a pesquisa, temos de ir à formação do Sacro Império Romano-Germânico. A denominação de Sacro Império Romano-Germânico foi adotada no século XIII, mas ele existiu de 962 a 1806. Embora suas fronteiras tenham se ampliado de forma notável ao longo de sua história, os estados germânicos foram sempre seu núcleo principal de poder. Desde o século X, seus governantes eram eleitos reis da Germânia e, geralmente, pretendiam que os papas os coroasse em Roma como imperadores, embora nem sempre o conseguissem.

O Sacro Império Romano foi, na realidade, uma tentativa de reativar o Império Romano do Ocidente, cuja estrutura política e legal sucumbiu durante os séculos V e VI para ser substituída por reinos independentes governados por nobres germânicos. O trono imperial de Roma ficou vago depois que Rômulo Augustus foi deposto em 476 d.C.
Durante o turbulento início da Idade Média, o conceito tradicional de um reino temporal convivendo com o reino espiritual da Igreja foi encorajado pelo Papado romano.
O império bizantino, com capital em Constantinopla (hoje Istambul, Turquia), que controlava as províncias do Império Romano do Oriente, conservava nominalmente a soberania sobre os territórios que anteriormente eram possessões do Império do Ocidente.
Muitas tribos germânicas que haviam conquistado esses territórios reconheceram formalmente o imperador de Bizâncio como seu senhor. Devido em parte a essa situação e também a outras razões, entre as quais se incluem a dependência derivada da proteção bizantina contra os lombardos, os papas reconheceram a  autoridade do Império do Oriente durante um grande período de tempo depois da abdicação forçada de Rômulo Augustus.

Depois da fusão das tribos germânicas, motivo da criação de uma série de estados cristãos independentes nos séculos VI e VII, a autoridade política dos imperadores bizantinos praticamente desapareceu no ocidente. Ao mesmo tempo, foram sentidas as consequências religiosas da divisão da Igreja ocidental, de modo particular durante o pontificado (590-604) de Gregório I. Conforme o prestígio político do império bizantino declinava, o Papado romano se mostrava cada vez mais ressentido pela ingerência das autoridades civis e eclesiásticas de Constantinopla nos assuntos e atividades da Igreja ocidental. A consequente inimizade entre as ramificações da Igreja alcançou seu ponto crítico durante o reinado do imperador bizantino Leão III o Isauro (717-741), que tentou abolir o uso de imagens nas cerimônias cristãs.

A resistência do Papado romano ao decreto de Leão culminou (730-732) com a ruptura com Constantinopla. Definitivamente ficaram separadas e opostas as igrejas católicas de Oriente e do Ocidente. O Papado romano alimentou então o sonho de ressuscitar o Império do Ocidente. Alguns papas estudaram a possibilidade de embarcar no projeto e assumir a liderança desse futuro estado. Sem força militar alguma nem administração de fato, e em uma situação de grande perigo pela hostilidade dos lombardos na Itália, a hierarquia eclesiástica abandonou a ideia de um reino temporal unido ao reino espiritual e decidiu outorgar o título imperial às potências políticas dominantes na Europa Ocidental, que no momento era o reino dos francos. Alguns dos governantes francos já haviam provado sua fidelidade à Igreja; Carlos Magno, que ascendeu ao trono franco em 768, havia demonstrado uma grande capacidade para tão elevado cargo, especialmente pela conquista da Lombardia (eliminando assim as ameaças à Roma) em 773 e pela ampliação de seus domínios até alcançar proporções imperiais.

Em 25 de dezembro do ano 800, o papa Leão III coroou Carlos Magno como imperador. Esse ato originou um precedente e criou uma estrutura política que estava destinada a representar um papel decisivo nos assuntos da Europa Central. O precedente estabeleceu a pretensão papal de eleger, coroar e também depor os imperadores, direito que fez valer, pelo menos em teoria, durante quase 700 anos. A Igreja do Ocidente voltava ao poder, mesmo que indiretamente e, de certa forma, acendia o interesse de Roma mandar no mundo. E, de fato, mandou. Com maior ou com menor influência, mas mandou.

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