segunda-feira, 20 de outubro de 2014

1579-Paridos no terror e renascidos no amor


O capitalismo na Europa

O pré-capitalismo ocorreu nos séculos XII ao XV, a produção era distribuída através das relações de troca de produtos, o trabalho assalariado não havia estabilizado, o produto era fruto do trabalho e não da venda da força de trabalho. Os artesãos eram donos dos ofícios (técnicas de trabalho), das ferramentas e da matéria-prima.

O capitalismo comercial ocorreu entre os séculos XVI e XVIII, o artesão possuía autonomia, mas nesse período surgiu uma nova prática comercial. A maior parte do lucro ficava nas mãos dos comerciantes e atravessadores e não nas mãos de quem realmente produzia, essa é conhecida como a fase primitiva da acumulação de capital, e também pode ser considerada como uma fase de “especulação”.

O capitalismo industrial é caracterizado pela aplicação de capital no setor industrial. O trabalho assalariado se fixa, e então fica nítido a separação de classes, à primeira classe pertencem os donos dos meios de produção e à segunda o trabalhador, que tem apenas sua força de trabalho.

O capitalismo industrial iniciou em meados do século XVIII na Inglaterra, se espalhou no século XIX por toda Europa, Estados Unidos e Japão e finalizou sua fase de expansão no século XX, alcançando as outras nações num avassalador sistema de concentração de riquezas e de geração de miséria.

O capitalismo financeiro é chamado também de capitalismo monopolista. Nesta fase o capitalismo ficou marcado pelo poder do capital, das instituições financeiras, fase em que o dinheiro passa a mandar nos destinos das pessoas, empresas, cidades, nações. Os grupos e gigantescas multinacionais detinham os rumos do mercado, concentrando nas mãos um grande poder de decisão até mesmo no campo político. Havia um jargão para isso: “selva de pedra”, lembrando que mesmo habitando as megalópoles o ser humano sentia-se dentro de uma selva com todas as ameaças que ali há. E isso nunca foi tão verdadeiro nos tempos atuais.

Agora já temos pensadores modernos bombardeando este modelo ao afirmarem que não há mais como prosseguir concentrando riquezas em um mundo de crescente interdependência, do mesmo modo que já não há lugar para este modelo industrial que lança no meio ambiente crescentes bilhões de toneladas de lixo, grande parte tóxico. Não há mais como liberar carbono na direção de uma atmosfera que já está acima do que ela própria pode suportar. E acrescentam: as elites do planeta parecem anestesiadas, acometidas de uma letargia chamada contemporização, que ganha reforço com outra chamada resistência. Vamos embarrigando para ver se ainda haverá oxigênio e água na próxima década e se haverá bolsas de valores capazes de dar mais um lucrinho no ano que vem. Infelizmente.

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