sexta-feira, 24 de outubro de 2014

1582-O Espiritismo no Brasil


Antecedentes

Com a eclosão dos (para a época) modernos fenômenos espíritas em Hydesville, nos Estados Unidos, pela mediunidade das irmãs Fox (1848)), em pouco tempo a novidade (para a época) se propagou pela Europa onde, na França, as chamadas “mesas girantes” também se tornavam um modismo popular. Entre os franceses esse tipo de fenômeno, em 1855, despertou a atenção do pedagogo Hippolyte Léon Denizard Rivail (que escolheu para seu pseudônimo Allan Kardec), conforme já divulgamos na série sobre sua biografia.

No Brasil, as ideias que darão origem ao espiritismo remontam às primeiras experiências com o chamado "fluido vital" (magnetismo animal aplicado à cura de doenças ou mesmerismo – referindo-se às experiências do médico Franz Anton Mesmer) por parte dos praticantes da homeopatia, nomeadamente os médicos Benoît Jules Mure, natural de França, e João Vicente Martins, de Portugal, que chegaram ao país em 1840 e aplicavam estes métodos em seus clientes.

Entre as personalidades que se interessaram pelo estudo do "fluido vital" destacam-se José Bonifácio de Andrada e Silva, o patriarca da Independência, também cultor da homeopatia, e Mariano José Pereira da Fonseca, marquês de Maricá, homem influente no Império que, em 1844, publicou uma obra com ensinamentos de fundo espírita (este nome ainda não existia de fato).

O grupo mais antigo desses estudiosos e praticantes constituiu-se no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, em torno da figura do médico e historiador Alexandre José de Mello Moraes, sendo integrado por Pedro de Araújo Lima (Marquês de Olinda), Bernardo José da Gama, visconde de Goiana, José Cesário de Miranda Ribeiro (visconde de Uberaba) e outros vultos do segundo reinado brasileiro. Bem como depois se consolidou, o espiritismo chegou antes nas camadas mais nobres e ricas, certamente, mais intelectualizadas e não tanto frequentadoras das igrejas.

A história do espiritismo no Brasil pode ser dividida em três grandes etapas: o pioneirismo na Bahia; o desenvolvimento posterior no Rio de Janeiro; e a contribuição de Chico Xavier, como detalharemos.

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