domingo, 30 de novembro de 2014

1619-Mãos que curam, palavras que saram


É um poder ou uma capacidade?

O que mais se poderia falar sobre mãos que curam e palavras que saram?

Pode-se dizer que era ou é um trabalho de doação, normalmente uma atividade gratuita e voluntária que difunde-se como uma alternativa à medicina catedrática desde o século XVI entre brasileiros, mas de muitos milênios entre os indígenas de nosso país e de outros cantos do planeta.

Terço ou patuá e folhas de arbustos nas mãos, oração na ponta da língua e muita fé em Deus. Foi assim. As benzedeiras e benzedores que surgiram na América, em contato com os índios, no século XVI, são figuras presentes na cultura popular até os dias de hoje. Mas não eram figuras exclusivas da América. Temos notícias de sua existência na Europa, na Rússia asiática, na África e na Austrália.

A benzeção – como é falado popularmente no interior do Brasil -, assim como várias outras práticas religiosas e médicas populares e também chamada medicina da terra, aflorou-se com intensidade no período Colonial Brasileiro e os fatores que propiciaram o desenvolvimento da prática de benzer, com certeza, remetem à precariedade da vida material, destacada pela raridade de médicos, de cirurgiões, de dentistas, de produtos farmacêuticos, e ao sincretismo dos povos em geral, que também contribuíram, e muito, para que a prática do benzimento (como também se diz) se propagasse ainda mais.

A formação de curandeiros nativos não passa por nenhuma escola. Segundo a estudiosa Maria Luiza Benitez, são normalmente “predestinados e nascidos com uma dádiva especial de poder, um dom, talento ou conhecimento”, que exige muita dedicação. É, por assim dizer, uma missão, uma outorga.

O que Maria Luiza está sinalizando é que sem desenvolver a capacidade de manipular a energia mental, o benzimento não ocorre, ao menos não se faz eficaz. Veja que existem dois estágios: num deles as energias da benzedeira e do paciente (humano) se entrelaçam para produzir o efeito; no outro, a mente do benzedor penetra células de larvas, cobras, etc. para produzir efeito no animal (que não pensa que está sendo curado). No primeiro caso há a interface das inteligências envolvidas. Mas, e no segundo caso?

Já se sabe que a ativação da energia se caracteriza pela potência do ato; o magnetismo se caracteriza pelo transporte da energia; basta acrescentar a informação e o alvo. Decodifica-se assim o que para muitos é coisa do outro mundo.

O estudo do curandeiro difere grandemente dos estudos e práticas da medicina convencional catedrática. Não há livros com preceitos e métodos, nem notas de aprovação ou reprovação. Mas, é preciso vencer todos os testes e provações. E é exclusivamente por meio da dor, do sofrimento, da doença e da própria morte que o curador adquire acesso ao universo das realidades extraordinárias. Extraordinárias para as mentes eclipsadas que temos. Quero lembrar que Jesus chegou a instruir 70 discípulos que saíram pelas comunidades produzindo os “milagres”, como narra a Bíblia. Onde foram parar esses conhecimentos? Acho que nos porões do Vaticano. Por que?

O mundo do além é uma escola onde se pode obter o conhecimento, a experiência, as qualificações e o poder para auxiliar os demais. Acessível, à disposição de quem queira aceitar como ele é. Os milagres dos santos e guias espirituais que ocorrem nas pessoas, são de foro íntimo.

Para se tornar curador xamânico (benzedor ou curandeiro) o escolhido recebe um chamado que costuma vir em sonhos ou por intermédio de um acidente, doença, injúria sofrida, ameaça de morte eminente, da morte e mesmo morte clínica temporária. Ao retornar, sua mente fez a travessia e ele vai e volta à dimensão desse poder com imensa naturalidade. O curador, o xamã, a benzedeira, transitam entre o mundo biológico e espiritual com enorme facilidade de desenvoltura. E isso nada tem a ver com filiação religiosa. Envolve fé e aceitação, mas abomina os preconceitos religiosos.

sábado, 29 de novembro de 2014

1618-Mãos que curam, palavras que saram


E a cura pela fé, o que é?

A cura pela fé em mais de 90% dos casos – dada a cultura que construímos – é percebida como vinda de fora. E geralmente em extremos. É numa extrema dor, numa iminente ameaça de morte, numa situação de emergência, que nossa mente sai do marasmo em que foi colocada e produz aquela centelha energética que muda tudo.

Vou lhes contar mais um caso. A agricultura, mãe do seu primeiro bebê precisou ir para a roça sozinha, enquanto o marido foi à cidade. Estava ela derrubando umas árvores para ampliar a área cultivada e não havia outro jeito se não levar o filho para o roçado, deixá-lo dentro de um cesto, protegido, enquanto a mãe fincava o machado nas árvores que deveriam cair. E uma das árvores, ao cair, girou de mau jeito e foi exatamente pra cima do bebê ameaçadoramente. A mãe entrou em pânico, mas não o pânico paralisante e sim o pânico atuante. Agarrou a árvore caída e a afastou de sobre seu filho, salvando-o.

Quando o marido chegou ela contou o acontecido e foram ambos, em companhia de um vizinho que acabava de chegar, verificar o local desse feito, olha, meu caro leitor, o que se passou: os três tentaram mexer com a árvore e não conseguiram. Bastava olhar para a franzina mulher autora do “milagre” para entender que ali, realmente, ocorrera o que se costuma chamar de impossibilidade possível. Sim aquela mente havia produzido a centelha energética que muda tudo e mudou, de fato, movendo não se sabe ao certo se 1 tonelada ou mais de madeira verde que caíra sobre seu indefeso filhinho.

As benzeduras como são chamadas entre o povo crédulo e humilde do interior, hoje é um fenômeno em estudo científico a começar pelo porquê do nome. Este nome significa vencedura, isto é, vencer a força que está (negativa) e substitui-la por outra maior (positiva).

Quando um católico fervoroso intui que sua presença no santuário de Fátima (ou outro) significará sua cura para uma doença “incurável” (na avaliação da medicina) e de fato acredita, vai e obtém o milagre, o que terá ocorrido? Sua mente terá produzido o que eu estou chamando de centelha energética que muda tudo. O católico teria tido a capacidade de fazer o mesmo sem estar no santuário, mas o santuário, aqui, neste caso, é o indutor. No caso da agricultora, o indutor foi a ameaça de morte ao filho. Na mente de muitos, é o santo que opera o milagre. Na verdade, o milagre se opera no íntimo do beneficiado. A isso se chama fé.

Quando uma pessoa se senta à frente de uma benzedeira acreditando que aquelas palavras e aqueles gestos serão capazes de afastar uma dor ou uma anomalia celular, as mentes dos dois entram em sintonia e a centelha energética produz o efeito.

Para você entender melhor: há dois princípios atuando, um inteligente mandando impulsos e informação e um obediente recebendo informação e impulsos. Isto funciona (na perturbação) para adoecer (ao desarmonizar o sistema celular) e funciona (harmonicamente) para curar, dependendo da qualidade da informação enviada e da fé do receptor. Os átomos são comandados pelo magnetismo da mente, seja de Deus ou de um ser humano (que é a semelhança de Deus).

E não há mistério, nem sequer precisaríamos chamar de milagre. Aliás, sim, porque a palavra milagre significa maravilha. O que ocorre, na verdade, é a maravilha do comando mental sendo obedecido pelos átomos que respondem pelas estruturas biológicas.

Hoje, quando alguns centros científicos de cura estão procurando associar o que chamam de medicina vibracional – com estupendos resultados – é preciso reconhecer que os avanços tecnológicos bateram no teto-limite do que a materialidade pura pode explicar e estão, agora, resgatando o que os pajés faziam há milênios e que os curandeiros ainda fazem hoje.

Assim as benzedeiras e os curandeiros começam voltar, se não para atuar porque ainda existem leis (burras) que os condenam pelo exercício ilegal da medicina, ao menos estão voltando para ensinar os médicos que a cura vai além da cirurgia, além do bisturi, além do remédio.

Que venham as benzedeiras e os curandeiros.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

1617-Mãos que curam, palavras que saram


E o biólogo caiu das tamancas

Foi assim, em 1996: o biólogo inglês Rupert Sheldrake foi à Amazônia brasileira em férias. Queria conhecer a riqueza biológica da região. E ouviu falar que os índios Yanomami faziam a dança da chuva, e chovia. Não, não pode ser, pensou Rupert. Pode, sim, contestou o guia turístico. Então quero ver, retrucou. E foi. E viu.

Aqueles duzentos índios em corrente fechada através dos braços trançados pelo antebraço, cantavam, oravam, dançavam, batiam os pés contra o solo e ao cabo de exatos vinte e seis minutos chovia copiosamente sobre a área onde estavam.

Ah! Mas, ali chove todo dia e o pajé já sabe a hora da chuva e então monta o show para impressionar os turistas. É? E quando não tem dança, não tem chuva. Qual é o novo argumento para contradizer?

Entre uma conversa brevemente prejudicada pela distância entre as línguas faladas pelo biólogo e pelo xamã, Rupert entendeu o que viria a ser o tema de suas próximas pesquisas científicas. Escreveu dois livros, já.

Moral da história: muitas mentes em ressonância (energia) uníssona (com endereço magnético certo), produzem um raio laser mental que vai p’ra onde é remetido a produz um campo morfogênico (termos daquele biólogo) com efeito nos átomos de que se compõe a natureza. Explica, em parte as benzeduras? Sim, completamente.

Agora, vamos às novenas. Não é preciso ser índio, nem é preciso haver um xamã, mas sim um dirigente, um condutor, um facilitador, como se diz. As novenas, muito comuns nas comunidades religiosas de várias regiões do Brasil, geralmente, também, para pedir chuva, só não funcionam melhor porque ao invés de enviar as ondas mentais na direção do espaço de onde vem as chuvas, as rezadeiras ficam à espera de que o milagre desça dos céus e se opere entre o povo. Não basta pedir, tem de modificar o campo através das ondas mentais amplificadas pela agrégora (soma das energias mentais).

A equação é simples: a energia mental (força) viaja magneticamente (condução) e se tiver endereço (esse é o trabalho do condutor), ela vai aonde foi mandada e produz o efeito que pode ser gerado.

Queres ler Rupert Sheldrake para aprofundar-se no tema? Vá a uma livraria e escolha, lendo, primeiro, as orelhas dos livros e os prefácios.

Enquanto você vai atrás de robustecer-se pela leitura frente ao que aqui está parecendo lenda, absurdo, conversa fiada, eu continuo a apresentar-lhe outros aspectos desta série.

Acompanhe o próximo tomo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

1616-Mãos que curam, palavras que saram


A energia manipulada

As casas e galpões erigidos no interior do imenso Brasil eram e ainda são frágeis diante de uma ventania mais agressiva. Não se tinha as técnicas que hoje tem para amarrar linhas, caibros, telhas e goivas. Então o que fazer quando o horizonte preteja e os relâmpagos sinalizam tempestade das bravas? Pegava-se as crianças e mandava-as para baixo da mesa, cujas pernas fortes podiam protegê-las em caso de o telhado desabar. Quem possuía porão, enfiava toda a família lá até que o vendaval passasse.

Mas, entre as vovós, sempre havia uma benzedeira, entendida em simpatias, cuja explicação certamente não está na ciência. Ou está? É a vovó que, vendo o temporal a caminho, toma o velho pilão, emborca-o de boca p’ra baixo, toma o machado de cortar lenha, dirige o machado no rumo das nuvens que vêm rangendo e diz algumas palavras quase incompreensíveis e depois de alguns gestos em forma de cruz, crava o machado no fundo do pilão. Vira as costas e vai pra dentro de sua cozinha tratar da água para o café ou mate do entardecer.

O testemunho pessoal é meu, que escrevo p’ra vocês. O temporal se abre ao meio, como se tivesse sido rachado, tal como se racha um pau de lenha. E um breve ventinho com chuva rala é o que se tem daí por diante. Pode isso? O que você acha?

Bem, eu não estou pedindo que você aceite e admita ou creia no que foi narrado como coisa normal. Normal, normal, não é. Não é normal tendo em vista o que conhecemos e como fomos educados religiosamente, paradigmaticamente, segundo os ditames científicos distantes dos ditames místicos.

Mas, as histórias vão além.

Esse fato seguinte, tem nome e endereço. O Dr. Jacob comprou uma fazenda nas cercanias de Porto Belo/SC e quando percorreu a área pensando em instalar ali uma pastagem para criação de gado de raça, o que fez em companhia de seu capataz, descobriu que ali havia uma colônia de cobras venenosas, centenas, milhares delas. Ali não podia haver animais pois eles seriam picados e morreriam envenenados. Que fazer? Sair atrás de uma a uma das cobras e abatê-las a pauladas? Tocar fogo na área e matar além das cobras, os sapos e rãs (na verdade, alimentos das cobras) e toda a fauna ali existente? Não! A solução não poderia ser esta. Qual era, então?

Foi o capataz que sugeriu. “Conheço o seu Salustiano, benzedor, que tem poder de espantar toda essa bicharada peçonhenta”. Chama o Salustiano.

Pois, não há de crer, o homem benzeu três cantos da fazenda e foi embora, pois já sabia o resultado. O dono foi ver o que aconteceu. Olhou de longe meio espichado sobre o lombo do cavalo. Lá estavam desertando um verdadeiro exército de cobras. Pode?

Pois, parece que pode.

Mas, ainda não é tudo. Tem mais.

Noutro endereço e situação, o animal macho tinha sido castrado e no ferimento aberto no escroto se instalara uma colônia de larvas, conhecida por bicheira. Sem nenhum remédio químico, um bruxo colega do Salustiano (aquele das cobras) fez sua mandinga dirigindo-se diretamente para aquela coisa horrível onde milhares de larvas se divertiam no interior do escroto esvaziado do ex-touro. Não demorou cinco minutos e as larvas começaram a despencar aos borbotões saindo todas, sem exceção. Pode?

Tem de poder, não é verdade!

E quando uma pessoa sente uma fisgada no músculo da lombar ou cervical e a dor parece aumentar de minuto a minuto? Estando parado até não dói, mas mexeu, vem a pontada que mais parece um ferro quente penetrando no corpo. Antigamente chamavam isso de rendidura, na verdade, estiramento muscular, o mesmo que atinge os atletas, que são retirados da quadra chorando de dor. Dói muito. E lá no passado não tinha remédio, nem o gelo que hoje se põe sobre o local. Faz o que? Vai à benzedeira! Ela pega um pedaço de pano velho, uma agulha com linha e depois de uma oração começa a perguntar ao paciente: “o que eu costuro?”. A resposta era “nervo rendido”, repetido por três vezes. Pode ir meu filho. A dor passou. E passava, mesmo. Milagre! Sim, as pessoas costumam chamar isso de milagre. Trataremos dessa questão também, mais adiante.

Os curandeiros são pessoas dotadas de capacidade para manipular energias. Energias que a maioria das pessoas não conhece e, por isso, não usa. É assim que se descreve: mãos (ou mentes) que curam, palavras que saram. E o que dizer da dança da chuva? Ou das novenas em favor de algo? Serão temas das próximas postagens.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

1615-Mãos de curam, palavras que saram


Introdução

Nesta série vamos falar de Brasil, Terra de Santa Cruz, Vera Cruz, Pindorama ou seja lá o nome que tenha tido, tenha ou venha a ter. O indígena que estava aqui quando chegaram os estrangeiros, tinha seus curandeiros e benzedores, chamados de pajés ou feiticeiros (e mais recentemente de xamãs), que respondiam pela tarefa espiritual-biológica de curar os doentes de seus clãs.

Para algumas regiões do Brasil, como o litoral de Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, vieram os açorianos, resgatando entre eles práticas místicas da benzedura e simpatias como únicas alternativas de tratamento de saúde, pois foram praticamente abandonados à própria sorte pelo poder público. Na Ilha de Santa Catarina, através de um trabalho de pesquisa de Franklin Cascaes (1908-1983), tornaram-se conhecidas e famosas as bruxas ilhoas, mulheres que sabiam tudo de simpatias, patuás, breves, escapulários, benzeduras, chás curativos, emplastros, etc.

Mas, não foram só os índios e os açorianos que desenvolveram práticas de benzimentos. Entre os alemães e poloneses imigrantes também estão os práticos desses pendores espirituais e de receituário de ervas e raízes. Muito especialmente deve-se destacar o trabalho das parteiras, só dispensado quando surgiram os primeiros hospitais quase 200 anos depois do povoamento e há menos de 80 anos de nosso tempo atual. Quem tenha mais 60 anos, hoje, certamente veio ao mundo pelas mãos de uma parteira.     

Com suas ervas, ritos, preces e palavras de conforto, os “médicos do povo” ou “médicos da terra” foram (ou são?) um importante elemento da cultura popular e do sincretismo religioso brasileiro. Os curandeiros tradicionais são encontrados em todo o país, mas assumem um papel especial principalmente em regiões remotas, onde médicos profissionais são escassos e remédios alopatas ou homeopatas (químicos e orgânicos) são inacessíveis.

É incrível, pois, se não haviam médicos (doutores) e quase nada de remédios industriais, também eram poucas as doenças. Mais severas, talvez, pois se morria muito cedo, mas muito sabidamente conhecidas: ataque do coração, derrame cerebral, icterícia, barriga d’água, mordida de cobra, furo de bala, ossos quebrados (principalmente em se tratando de coluna vertebral), entre algumas outras e poucas. As doenças não fatais eram tratadas com benzedura, chás, emplastros, banhos.

Os remédios fornecidos pelas vendas ocupando parcialmente o papel posterior das farmácias, chamadas de boticas (boticário o seu dono), eram vermífugos, alguns raros comprimidos contra dores, algumas pomadas e um famoso bálsamo alemão (de gosto e cheiro muito fortes) que se tomava em gotas pingadas sobre pedras de açúcar (nesse tempo o açúcar não era refinado e empedrava dentro da embalagem).

À medida que as pessoas foram se concentrando em vilas, povoados, cidades, foi aumentando o número de doenças, inclusive as epidemias que passaram a exigir a prevenção através de vacinas. Nos sertões ermos do passado sul-americano não se conheciam vacinas, médicos, cirurgias, os ossos quebrados de membros do corpo eram cuidadosamente alinhados e enfaixados pelo arrumador de osso, outra especialidade do tipo curandeiro. E o fazia com grande maestria.  

Vamos falar destes temas nesta série. Vens conosco? Bem-vindo(a)!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

1614-As profecias e o Brasil


Dilma Rousseff e a profecia de Neila Alkmin

Quem leu o livro “Brasil: O Lírio das Américas” (José Maria Alencastro), sabe que ali é falado sobre os dois caminhos (o mais brando e o mais árduo) e sobre o terceiro nível (quem tem o livro vai saber) que seria executado caso o caminho mais árduo fosse escolhido.

É provável que tenhamos as mudanças, que deveriam ter ocorrido já no pleito de 2014, ainda no período entre 2014 e 2018. Para exemplificar a questão, eu trago a profecia feita pela Neila Alckmin, agora mais facilmente interpretada (reparem que essa profecia já circula na internet desde antes das eleições de 2010):

“A filha distante de vermelho e sem amor pela nossa terra se elegerá graças aos votos de Minas Gerais. Tomará posse usando vermelho, mesmo diante da enorme tragédia que acontecerá pouco antes no Brasil, ofendendo aqueles que prezam o luto. Haverá apenas um lenço branco. Um governo triste e sombrio, porém breve, se iniciará sob o signo da tragédia das pedras. Governará até o dia da grande festa dos soldados, de onde sairá para o hospital. A doença invisível que lhe corrói as entranhas mostrará sua força como nunca antes visto. Lutará e receberá medicação dos americanos, que despreza. Sua agonia será forte e intensa. O Turco Branco tentará inutilmente se mostrar contrito e respeitoso, mas conspirará na grande casa branca perto do lago, ajudado pelo homem dos cabelos negros que foi falso amigo de Tancredo. Serão dias e noites de traição e disputas espúrias e de agonia no grande hospital dos patrícios. O Brasil sofrerá com os conchavos e a incerteza. Virão dias de medo e ameaças. Nunca foi amada e o povo acompanhará sua agonia distante. Não terá povo no seu funeral próximo ao carnaval”.

Vamos à interpretação:

“A filha distante (descendente de búlgaros) de vermelho e sem amor pela nossa terra se elegerá graças aos votos de Minas Gerais (para muitos a vitória apertada aconteceu pelos votos em MG): Dilma Rousseff.

“Tomará posse usando vermelho, mesmo diante da enorme tragédia que acontecerá pouco antes no Brasil, ofendendo aqueles que prezam o luto” (saberemos em breve caso aconteça uma tragédia no Brasil um pouco antes da posse).

“Haverá apenas um lenço branco. Um governo triste e sombrio, porém breve, se iniciará sob o signo da tragédia das pedras” (a profecia fala em uma tragédia com pedras, provavelmente ao final de dezembro de 2014, perto da posse).

Observação complementar postada em 10 de novembro: "iniciará sob o signo da tragédia das pedras" pode ser uma referência não a um acidente ou desastre com pedras, mas sim ao próprio escândalo da Petrobrás, o petrolão (petro = pedra).

“Governará até o dia da grande festa dos soldados (7 de setembro, provavelmente de 2015 ou mais tardar 2016 pois a profecia fala em um governo breve), de onde sairá para o hospital. A doença invisível (câncer; tratou de um linfoma em 2009) que lhe corrói as entranhas mostrará sua força como nunca antes visto. Lutará e receberá medicação dos americanos, que despreza. Sua agonia será forte e intensa”.

“O Turco Branco (a família de Temer veio do norte do Líbano) tentará inutilmente se mostrar contrito e respeitoso, mas conspirará na grande casa branca perto do lago (Palácio do Planalto), ajudado pelo homem dos cabelos negros que foi falso amigo de Tancredo” (difícil dizer quem seria esse homem profetizado pela vidente, atualmente que eu lembre temos apenas dois remanescentes vivos da época de Tancredo que tinham aproximação ideológica com ele e exercem funções de destaque no Congresso: Sarney e Aloysio Nunes, sendo que o mandato do primeiro vai até início de 2015 e do segundo até 2018)”.

“Serão dias e noites de traição e disputas espúrias e de agonia no grande hospital dos patrícios” (patrício segundo o dicionário significa “conterrâneo”, ou seja, o hospital dos patrícios de Temer é exatamente o Sírio Libanês, onde os políticos gostam de se tratar).

“O Brasil sofrerá com os conchavos e a incerteza. Virão dias de medo e ameaças. Nunca foi amada e o povo acompanhará sua agonia distante. Não terá povo no seu funeral próximo ao carnaval” (a profecia prenuncia a morte em fevereiro ou março, época próxima ao carnaval).

Voltando o olhar para os primeiros meses do segundo mandato de Dilma Rousseff, é forçoso reconhecer que ela sofrerá ataques sistemáticos enquanto não chegar ao fim o episódio Pasadena que a envolve diretamente.

Um outro revés poderá vir do envolvimento de Lula, seu mentor, com os fatos envolvendo o mensalão e o petróleo. As revistas e jornais começaram a mostrar a fortuna acumulada pelo operário e líder sindical que passou por mandatos parlamentares e chegou à presidência da República nestes últimos 25 anos. Do anonimato e classe média baixa ao estrelato e presidência de um dos seis mais importantes países do mundo, Lula é apontado, hoje, como uma das maiores fortunas brasileiras. Tem explicação? Tem de ter. Se houver justiça.

Dilma, em meio às crises e sem serenidade para cuidar de si, permitirá a investida do câncer (basicamente uma doença do desequilíbrio psicológico). Resta aguardar os acontecimentos para conferir. Não só os acontecimentos sobre a presidente, mas todos os outros elencados nesta série.

Fim.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

1613-As profecias e o Brasil


Para rememorar: profecias e fatos

Vamos a um pouco de história mesclada com o que a espiritualidade nos adianta sobre o Brasil.

A Queda de Collor.

Estávamos a nos referir em postagens anteriores desta mesma série que uma profecia pode sofrer mudanças quando há interferências ou manipulações sobre a população e sobre os fatos.

A passagem de Collor pelo poder é um belíssimo exemplo disso. Três candidatos na época causavam calafrios à Rede Globo: Silvio Santos (que teve a candidatura impugnada por ser dono de TV), Afif e Lula: Afif porque se subisse à presidência poderia cassar a concessão pública da Globo (que como se sabe burla a lei das concessões de tevê) e Lula pelo discurso reacionário de esquerda. 

A chance de evitar a vitória de todos os três nomes seria apoiar o "caçador de marajás" com pinta de galã. E assim foi feito, com amplo apoio da mídia (por isso que desde essa época um dos sonhos do atual governo é controlar a mídia e tirar poder da Globo). Collor foi eleito e logo no início do seu mandato fez a escolha que decidiu o seu futuro: cortar a propaganda estatal para economizar dinheiro, o que obviamente não agradou a emissora que ganhava milhões em anúncios estatais a cada mês e ainda passou a dar cobertura ao nascimento de uma nova rede de tevê, a OM, Organizações Martinez, em acordo com o empresário paranaense José Carlos Martinez, falecido em 2003. 

Começou a partir daí a "desconstrução" da imagem construída meses antes, chegando, inclusive, ao explícito apoio ao líder dos caras-pintadas, na época conhecido como "Lindinho", no show da Xuxa, para motivar os jovens a sair às ruas bradando impeachment.

Na sessão legislativa que condenou o ex-presidente, transmitida ao vivo, parecia narração de jogo de futebol: cada voto favorável à condenação era comemorado como um gol. Vale lembrar que na época não havia qualquer condenação sobre ele pelo STF, tanto que anos depois ele foi absolvido de todas as acusações de prevaricação pelo próprio STF e voltou à política com os votos de Alagoas, seu estado.

Para alguns espíritas, a explicação kármica para tudo isso, é de que Collor seria a reencarnação do Marechal Deodoro da Fonseca, também alagoano e que foi o primeiro presidente da República (1890), mas renunciou após desentendimentos com o Congresso e com a população, diante de uma intensa crise econômica. Marechal Deodoro governou 2 anos, sendo que os 2 anos restantes do seu mandato seriam cumpridos exatamente entre 1990 e 1992, 100 anos após a primeira experiência.

E há mais um fato nesta trama profética: Rui Barbosa (o maior brasileiro da história e maior baiano de todos os tempos), candidato a presidente em 1894 e em 1914 (perdeu em ambas), ao que se diz, está reencarnado e poderá vir concorrer pela honra de presidir (agora com vitória) a República que ajudou a fundar em 1889/90. Hoje ele tem o mesmo sobrenome do Rui, é um famoso juiz do nosso tribunal mais elevado (aposentado) e tem a pele negra.

Ainda sobre a profecia de Emmanuel através de Chico Xavier (postagens 1611 e 1612) que fala da ocupação do Brasil por levas migrantes vindas do norte: em proporções menores, o terremoto que assolou o Haiti desencadeia uma intensa migração de flagelados que chegam ao Brasil a procura de espaço para viver distante da miséria. Seria só essa a visão profética de Emmanuel?

domingo, 23 de novembro de 2014

1612-As profecias e o Brasil


A profecia de Emmanuel para o mundo e para o Brasil (III)

Estamos reproduzindo a entrevista concedida por Geraldo (Geraldino) Lopes Neto ao jornal Folha Espírita em continuação aos trechos já publicados nas postagens nº 1610 e 1611.

FE – Segundo Chico Xavier, esses fluxos migratórios seriam pacíficos?

Geraldinho - Infelizmente não. Segundo Chico me revelou, o que restasse da ONU acabaria por decidir a invasão das nações do Hemisfério Sul, incluindo-se aí obviamente o Brasil e o restante da América do Sul, a Austrália e o sul da África, a fim de que nossas nações fossem ocupadas militarmente e divididas entre os sobreviventes do holocausto no Hemisfério Norte. Aí é que nós, brasileiros, iríamos ser chamados a exemplificar a verdadeira fraternidade cristã, entendendo que nossos irmãos do Norte, embora invasores a “mano militare”, não deixariam de estar sobrecarregados e aflitos com as consequências nefastas da guerra e das hecatombes telúricas, e, portanto, ainda assim, devendo ser considerados nossos irmãos do caminho, necessitados de apoio e arrimo, compreensão e amor.

Neste ponto da conversa, Chico fez uma pausa na narrativa e completou: “Nosso Brasil como o conhecemos hoje será então desfigurado e dividido em quatro nações distintas. Somente uma quarta parte de nosso território permanecerá conosco e aos brasileiros restarão apenas os Estados do Sudeste somados a Goiás e ao Distrito Federal. Os norte-americanos, canadenses e mexicanos ocuparão os Estados da Região Norte do País, em sintonia com a Colômbia e a Venezuela. Os europeus virão ocupar os Estados da Região Sul do Brasil unindo-os ao Uruguai, à Argentina e ao Chile. Os asiáticos, notadamente chineses, japoneses e coreanos, virão ocupar o nosso Centro-Oeste, em conexão com o Paraguai, a Bolívia e o Peru. E, por fim, os Estados do Nordeste brasileiro serão ocupados pelos russos e povos eslavos. Nós não podemos nos esquecer de que todo esse intrincado processo tem a sua ascendência espiritual e somos forçados a reconhecer que temos muito que aprender com os povos invasores. Vejamos, por exemplo: os norte-americanos podem nos ensinar o respeito às leis, o amor ao direito, à ciência e ao trabalho.

Os europeus, de uma forma geral, poderão nos trazer o amor à filosofia, à música erudita, à educação, à história e à cultura. Os asiáticos poderão incorporar à nossa gente suas mais altas noções de respeito ao dever, à disciplina, à honra, aos anciãos e às tradições milenares. E, então, por fim, nós brasileiros, ofertaremos a eles, nossos irmãos na carne, os mais altos valores de espiritualidade que, mercê de Deus, entesouramos no coração fraterno e amigo de nossa gente simples e humilde, essa gente boa que reencarnou na grande nação brasileira para dar cumprimento aos desígnios de Deus e demonstrar a todos os povos do planeta a fé na Vida Superior, testemunhando a continuidade da vida além-túmulo e o exercício sereno e nobre da mediunidade com Jesus.”

FE – O Brasil, embora sofrendo o impacto moral dessa ocupação estrangeira, estaria imune aos movimentos telúricos da Terra?

Geraldinho – Infelizmente, não. Segundo Chico Xavier, o Brasil não terá privilégios e sofrerá também os efeitos de terremotos e tsunamis, notadamente nas zonas costeiras. Acontece que, de acordo com o médium, o impacto por aqui será bem menor se comparado com o que sobrevirá no Hemisfério Norte do planeta.

FE – Por tudo que se depreende da fala de Chico Xavier, você também crê que a ida do homem à Lua, em julho de 1969, tenha precipitado de certa forma a preocupação com as conquistas científicas dos humanos, que poderiam colocar em risco o equilíbrio do Sistema Solar?

Geraldinho – Sim, creio que a revelação de Chico Xavier a respeito traz, nas entrelinhas, essa preocupação celeste quanto às possíveis interferências dos humanos terráqueos nos destinos do equilíbrio planetário em nosso Sistema Solar. Pelo que Chico Xavier falou, alguns dos seres angélicos de outros orbes planetários não estariam dispostos a nos dar mais este prazo de 50 anos, que vencerá imediatamente, temerosos talvez de nossas nefastas e perniciosas influências.

Essa última hora bem que poderia ser por nós considerada como a última bênção misericordiosa de Jesus Cristo em nosso favor, uma vez que, pela explicação de Chico Xavier, foi ele, Nosso Senhor, quem advogou em favor de nossa causa, ainda uma vez mais.

FE – A reunião da comunidade celeste teria decidido algo mais, segundo a exposição de Chico Xavier?

Geraldinho – Sim. Outra decisão dos benfeitores espirituais da Vida Maior foi a que determinou que, após o alvorecer do ano 2000 da Era Cristã, os espíritos empedernidos no mal e na ignorância não mais receberiam a permissão para reencarnar na face da Terra. Reencarnar aqui, a partir dessa data, equivaleria a um valioso prêmio justo, destinado apenas aos espíritos mais fortes e preparados, que souberam amealhar, no transcurso de múltiplas reencarnações, conquistas espirituais relevantes como a mansidão, a brandura, o amor à paz e à concórdia fraternal entre povos e nações. Insere-se dentro dessa programação de ordem superior a própria reencarnação do mentor espiritual de Chico Xavier, o espírito Emmanuel, que, de fato, veio a renascer, segundo Chico informou a variados amigos mais próximos, exatamente no ano 2000. Certamente, Emmanuel, reencarnado aqui no coração do Brasil, haverá de desempenhar significativo papel na evolução espiritual de nosso orbe.
Todos os demais espíritos, recalcitrantes no mal, seriam então, a partir de 2000, encaminhados forçosamente à reencarnação em mundos mais atrasados, de expiações e de provas aspérrimas, ou mesmo em mundos primitivos, vivenciando ainda o estágio do homem das cavernas, para poderem purgar os seus desmandos e a sua insubmissão aos desígnios superiores. Chico Xavier tinha conhecimento desses mundos para onde os espíritos renitentes estariam sendo degredados. Segundo ele, o maior desses planetas se chamaria Kírom ou Quírom.

sábado, 22 de novembro de 2014

1611-As profecias e o Brasil


A profecia de Emmanuel para o mundo e para o Brasil (II)

Estamos reproduzindo a entrevista concedida por Geraldo (Geraldino) Lopes Neto ao jornal Folha Espírita em continuação aos trechos já publicados na postagem nº 1610.

FE – Quais são os acontecimentos que podemos prever com essas revelações para a Terra?

Geraldinho – Perguntei, então, ao Chico a que avanços ele se referia e ele me respondeu: “Nós alcançaremos a solução para todos os problemas de ordem social, como a solução para a pobreza e a fome que estarão extintas; teremos a descoberta da cura de todas as doenças do corpo físico pela manipulação genética nos avanços da Medicina; o homem terrestre terá amplo e total acesso à informação e à cultura, que se fará mais generalizada; também os nossos irmãos de outros planetas mais evoluídos terão a permissão expressa de Jesus para se nos apresentarem abertamente, colaborando conosco e oferecendo-nos tecnologias novas, até então inimagináveis ao nosso atual estágio de desenvolvimento científico; haveremos de fabricar aparelhos que nos facilitarão o contato com as esferas desencarnadas, possibilitando a nossa saudosa conversa com os entes queridos que já partiram para o além-túmulo; enfim estaríamos diante de um mundo novo, uma nova Terra, uma gloriosa fase de espiritualização e beleza para os destinos de nosso planeta.

Foi então que, fazendo as vezes de advogado do diabo, perguntei a ele: Chico, até agora você tem me falado apenas da melhor hipótese, que é esta em que a humanidade terrestre permaneceria em paz até o fim daquele período de 50 anos. Mas, e se acontecer o caso das nações terrestres se lançarem a uma guerra nuclear? “Ah! Geraldinho, caso a humanidade encarnada decida seguir o infeliz caminho da III Guerra mundial, uma guerra nuclear de consequências imprevisíveis e desastrosas, aí então a própria mãe Terra, sob os auspícios da Vida Maior, reagirá com violência imprevista pelos nossos homens de ciência. O homem começaria a III Guerra, mas quem iria terminá-la seriam as forças telúricas da natureza, da própria Terra, cansada dos desmandos humanos, e seríamos defrontados então com terremotos gigantescos; maremotos e ondas (tsunamis) consequentes; veríamos a explosão de vulcões há muito extintos; enfrentaríamos degelos arrasadores que avassalariam os polos do globo com trágicos resultados para as zonas costeiras, devido à elevação dos mares; e, neste caso, as cinzas vulcânicas associadas às irradiações nucleares nefastas acabariam por tornar totalmente inabitável todo o Hemisfério Norte de nosso globo terrestre.”

FE - O que aconteceria especificamente com o Brasil?

Em certa ocasião, Geraldo Lemos Neto, fundador da Casa de Chico Xavier, de Pedro Leopoldo (MG), fez essa mesma pergunta a Chico Xavier. Segundo o médium, “em todas as duas situações, o Brasil cumprirá o seu papel no grande processo de espiritualização planetária. Na melhor das hipóteses, nossa nação crescerá em importância sociocultural, política e econômica perante a comunidade das nações. Não só seremos o celeiro alimentício e de matérias-primas para o mundo, como também a grande fonte energética com o descobrimento de enormes reservas petrolíferas que farão da Petrobras uma das maiores empresas do mundo.”

E prosseguiu Chico: “O Brasil crescerá a passos largos e ocupará importante papel no cenário global, isso terá como consequência a elevação da cultura brasileira ao cenário internacional e, a reboque, os livros do Espiritismo Cristão, que aqui tiveram solo fértil no seu desenvolvimento, atingirão o interesse das outras nações também. Agora, caso ocorra a pior hipótese, com o Hemisfério Norte do planeta tornando-se inabitável, grandes fluxos migratórios se formariam então para o Hemisfério Sul, onde se situa o Brasil, que então seria chamado mais diretamente a desempenhar o seu papel de Pátria do Evangelho, exemplificando o amor e a renúncia, o perdão e a compreensão espiritual perante os povos migrantes. A Nova Era da Terra, neste caso, demoraria mais tempo para chegar com todo seu esplendor de conquistas científicas e morais, porque seria necessário mais um longo período de reconstrução de nossas nações e sociedades, forçadas a se reorganizarem em seus fundamentos mais básicos.”

Continua na próxima postagem.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

1619-Mãos que curam, palavras que saram


É um poder ou uma capacidade?

O que mais se poderia falar sobre mãos que curam e palavras que saram?

Pode-se dizer que era ou é um trabalho de doação, normalmente uma atividade gratuita e voluntária que difunde-se como uma alternativa à medicina catedrática desde o século XVI entre brasileiros, mas de muitos milênios entre os indígenas de nosso país e de outros cantos do planeta.

Terço ou patuá e folhas de arbustos nas mãos, oração na ponta da língua e muita fé em Deus. Foi assim. As benzedeiras e benzedores que surgiram na América, em contato com os índios, no século XVI, são figuras presentes na cultura popular até os dias de hoje. Mas não eram figuras exclusivas da América. Temos notícias de sua existência na Europa, na Rússia asiática, na África e na Austrália.


A benzeção – como é falado popularmente no interior do Brasil -, assim como várias outras práticas religiosas e médicas populares e também chamada medicina da terra, aflorou-se com intensidade no período Colonial Brasileiro e os fatores que propiciaram o desenvolvimento da prática de benzer, com certeza, remetem à precariedade da vida material, destacada pela raridade de médicos, de cirurgiões, de dentistas, de produtos farmacêuticos, e ao sincretismo dos povos em geral, que também contribuíram, e muito, para que a prática do benzimento (como também se diz) se propagasse ainda mais.

A formação de curandeiros nativos não passa por nenhuma escola. Segundo a estudiosa Maria Luiza Benitez, são normalmente “predestinados e nascidos com uma dádiva especial de poder, um dom, talento ou conhecimento”, que exige muita dedicação. É, por assim dizer, uma missão, uma outorga.

O que Maria Luiza está sinalizando é que sem desenvolver a capacidade de manipular a energia mental, o benzimento não ocorre, ao menos não se faz eficaz. Veja que existem dois estágios: num deles as energias da benzedeira e do paciente (humano) se entrelaçam para produzir o efeito; no outro, a mente do benzedor penetra células de larvas, cobras, etc. para produzir efeito no animal (que não pensa que está sendo curado). No primeiro caso há a interface das inteligências envolvidas. Mas, e no segundo caso?

Já se sabe que a ativação da energia se caracteriza pela potência do ato; o magnetismo se caracteriza pelo transporte da energia; basta acrescentar a informação e o alvo. Decodifica-se assim o que para muitos é coisa do outro mundo.

O estudo do curandeiro difere grandemente dos estudos e práticas da medicina convencional catedrática. Não há livros com preceitos e métodos, nem notas de aprovação ou reprovação. Mas, é preciso vencer todos os testes e provações. E é exclusivamente por meio da dor, do sofrimento, da doença e da própria morte que o curador adquire acesso ao universo das realidades extraordinárias. Extraordinárias para as mentes eclipsadas que temos. Quero lembrar que Jesus chegou a instruir 70 discípulos que saíram pelas comunidades produzindo os “milagres”, como narra a Bíblia. Onde foram parar esses conhecimentos? Acho que nos porões do Vaticano. Por que?

O mundo do além é uma escola onde se pode obter o conhecimento, a experiência, as qualificações e o poder para auxiliar os demais. Acessível, à disposição de quem queira aceitar como ele é. Os milagres dos santos e guias espirituais que ocorrem nas pessoas, são de foro íntimo.

Para se tornar curador xamânico (benzedor ou curandeiro) o escolhido recebe um chamado que costuma vir em sonhos ou por intermédio de um acidente, doença, injúria sofrida, ameaça de morte eminente, da morte e mesmo morte clínica temporária. Ao retornar, sua mente fez a travessia e ele vai e volta à dimensão desse poder com imensa naturalidade. O curador, o xamã, a benzedeira, transitam entre o mundo biológico e espiritual com enorme facilidade de desenvoltura. E isso nada tem a ver com filiação religiosa. Envolve fé e aceitação, mas abomina os preconceitos religiosos.

1610-As profecias e o Brasil


 
A profecia de Emmanuel para o mundo e para o Brasil (I)

Os termos desta profecia chegaram ao conhecimento da sociedade através de uma entrevista concedida por Geraldo (Geraldino) Lemos Neto ao jornal Folha Espírita, que transcrevemos.

Pergunta de Folha Espírita – No livro A Caminho da Luz, nosso benfeitor Emmanuel já havia previsto que no século XX haveria mais uma reunião dos Espíritos Puros e Eleitos do Senhor, a fim de decidirem quanto aos destinos da Terra. A reunião aconteceu e a ela compareceram Chico e Emmanuel – os missionários que trabalham abnegadamente, por séculos a fio, em favor da renovação humana. Quais os resultados dessa reunião?

Resposta de Geraldo (Geraldino) Lemos Neto – Na sequência da nossa conversa, perguntei ao Chico o que ele queria exatamente dizer a respeito do sacrifício do Brasil. Estaria ele a prever o futuro de nossa nação e do mundo? Chico pensou um pouco, como se estivesse vislumbrando cenas distantes e, depois de algum tempo, retornou para dizer-nos: “Você se lembra, Geraldinho, do livro de Emmanuel, A Caminho da Luz? Nas páginas finais da narrativa de nosso benfeitor, no capítulo XXIV, cujo título é “O Espiritismo e as Grandes Transições”? Nele, Emmanuel afirmara que os espíritos abnegados e esclarecidos falavam de uma nova reunião da comunidade das potências angélicas do Sistema Solar, da qual é Jesus um dos membros divinos, e que a sociedade celeste se reuniria pela terceira vez na atmosfera terrestre, desde que o Cristo recebeu a sagrada missão de redimir a nossa humanidade para, enfim, decidir novamente sobre os destinos do nosso mundo.

Pois então, Emmanuel escreveu isso nos idos de 1938 e estou informado que essa reunião de fato já ocorreu. Ela se deu quando o homem finalmente ingressou na comunidade planetária, deixando o solo do mundo terrestre para pisar pela primeira vez o solo lunar. O homem, por seu próprio esforço, conquistou o direito e a possibilidade de viajar até a Lua, fato que se materializou em 20 de julho de 1969.

Naquela ocasião, o Governador Espiritual da Terra, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, ouvindo o apelo de outros seres angelicais de nosso Sistema Solar, convocara uma reunião destinada a deliberar sobre o futuro de nosso planeta. O que posso lhe dizer, Geraldinho, é que depois de muitos diálogos e debates entre eles foram dadas diversas sugestões e, ao final do celeste conclave, a bondade de Jesus decidiu conceder uma última chance à comunidade terráquea, uma última moratória para a atual civilização no planeta Terra. Todas as injunções cármicas previstas para acontecerem ao final do século XX foram então suspensas pela Misericórdia dos Céus, para que o nosso mundo tivesse uma última chance de progresso moral.

O curioso é que nós vamos reconhecer nos Evangelhos e no Apocalipse exatamente este período atual, em que estamos vivendo, como a undécima hora ou a hora derradeira, ou mesmo a chamada última hora.

FE – Como você reagiu diante da descrição do que acontecera nessa reunião nas Altas Esferas?

Geraldinho – Extremamente curioso com o desenrolar do relato de Chico Xavier, perguntei-lhe sobre qual foram então as deliberações de Jesus, e ele me respondeu: “Nosso Senhor deliberou conceder uma moratória de 50 anos à sociedade terrena, a iniciar-se em 20 de julho de 1969, e, portanto, a findar-se em julho de 2019. Ordenou Jesus, então, que seus emissários celestes se empenhassem mais diretamente na manutenção da paz entre os povos e as nações terrestres, com a finalidade de colaborar para que nós ingressássemos mais rapidamente na comunidade planetária do Sistema Solar, como um mundo mais regenerado, ao final desse período.

Algumas potências angélicas de outros orbes de nosso Sistema Solar recearam a dilação do prazo extra, e foi então que Jesus, em sua sabedoria, resolveu estabelecer uma condição para os homens e as nações da vanguarda terrestre. Segundo a imposição do Cristo, as nações mais desenvolvidas e responsáveis da Terra deveriam aprender a se suportarem umas às outras, respeitando as diferenças entre si, abstendo-se de se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. A face da Terra deveria evitar a todo custo a chamada III Guerra Mundial. Segundo a deliberação do Cristo, e somente se as nações terrenas, durante este período de 50 anos, aprendessem a arte do bom convívio e da fraternidade, evitando uma guerra de destruição nuclear, o mundo terrestre estaria enfim admitido na comunidade planetária do Sistema Solar como um mundo em regeneração. Nenhum de nós pode prever, Geraldinho, os avanços que se darão a partir dessa data de julho de 2019, se apenas soubermos defender a paz entre nossas nações mais desenvolvidas e cultas!

Continua na próxima postagem.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

1609-As profecias e o Brasil


Há outra profecia para cumprir-se em 2019

Esta outra profecia muito menos gente conhece. E vem do além túmulo mesmo daqueles que receberam e anotaram.

Uma profecia dita em 1986 a Geraldo Lemos Neto, o Geraldinho, por Chico Xavier, revela a este que o mundo acabará em 2019. Geraldinho guarda um segredo desses, a pedido de Chico por 25 anos e sente um “dever de consciência” juntamente com Marlene Nobre (da AME Brasil), decide transformar a “profecia” numa entrevista, publicada na Revista FOLHA ESPÍRITA de maio de 2011, da qual selecionamos alguns trechos mais significativos.

Havia em 2011 a celeuma de que 2012 marcava o fim do mundo, segundo os Maia. E o fim, para os Maia, significava matar o costume velho para que pudesse nascer o costume novo. Nesse mesmo ano de 2011 foi publicado o livro “NÃO SERÁ EM 2012”, que possui na capa a foto de ninguém menos que Chico Xavier e a inscrição “Chico Xavier revela a data-limite do Velho Mundo". Essa data é 2019.

Então vamos aos fatos.

Geraldino, em entrevista a Alex Sandro Guimarães, diz no blog deste, que: “Neste livro sou o coautor, porque na realidade a autoria é da Dra. Marlene Nobre (presidente da Associação Médica Espírita do Brasil). A minha parte diz respeito à entrevista que dei à Folha Espírita em que revelo o teor da conversa que mantive com Chico Xavier numa noite de 1986, na qual o amado amigo me revelou detalhes sobre as decisões do Cristo e de sua falange angelical a respeito do futuro da humanidade terrestre. Desde há muito tempo conversávamos com Marlene Nobre e outros amigos sobre o que Chico havia me revelado até que, no final do ano de seu centenário em 2010, chegamos à conclusão de que a hora para revelar ao público o seu conteúdo havia chegado. Tanto Marlene Nobre quanto eu mesmo sentimos a urgência em nos desincumbir deste compromisso de consciência. Assim nossa estimada Marlene passou a publicar vários artigos na Folha Espírita neste ano de 2011 incluindo no mês de maio a entrevista que lhe dei. Logo após consolidou-se na Folha Espírita estas informações transformadas então no livro “NÃO SERÁ 2012” e no DVD correspondente que gravamos para a TV Aberta de São Paulo.

Estamos, na verdade, lidando com um grande chamado pessoal e coletivo à nossa própria responsabilidade de viver estes tempos de transição.

Em parte se entende que alguém vem na esteira do Chico Xavier procurando ocupar a cena na lacuna deixada por ele.

Há, porém uma imensa responsabilidade de parte das pessoas que se candidatam a suceder, ao menos em parte, a obra Chico Xavier. Se nada der certo, o que haverá? Há uma legião de pessoas que acreditam em Chico Xavier, em Nosso Lar, em Umbral e chegam até mesmo a incensá-lo. Se nada ou pouco do que foi predito por Chico para 2019 ocorrer, restará duas saídas para os adoradores de Chico: - reconhecer que ele errou ou não foi ele quem disse aquilo e sim Geraldinho; - usarão a desculpa de que a espiritualidade resolveu dar mais uma moratória para a Terra (surgirá outra psicografia por algum médium amigo do Chico dizendo isso).

Enfim o que diz a profecia Emmanuel ditada a Chico Xavier?

É o tema da próxima postagem.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

1608-As profecias e o Brasil


A profecia via Chico Xavier

Quem tenha acompanhado a trajetória mediúnica de Chico Xavier saberá que ele teve inúmeras facetas, esteve a serviço de vários mentores e escreveu praticamente sobre tudo. Mas, na área das profecias envolvendo acontecimentos futuros quase ninguém sabe quase nada. No entanto, existe uma mensagem de André Luiz passada no Natal de 1952, psicografada por Francisco Cândido Xavier, no Centro Espírita Jesus Nazareno, em Congonhas, Minas Gerais, no dia 23 de dezembro daquele ano, que vale a pena conhecer.

"O mundo caminha para grandes conquistas e também para grandes catástrofes. O engenho de guerra que assombrou o mundo com a destruição moral e material de Hiroshima e Nagasaki será a causa de desentendimento no mundo inteiro.

"No Brasil, um líder operário terá morte violenta, pois as forças espirituais que vivem no Cosmos pedem ao Supremo Criador justiça por tudo que foi feito de bárbaro em nome do Supremo Criador e da Pátria. (referia-se a Getúlio Vargas e ao episódio de seu suicídio em 1954).

“Com o desaparecimento deste, o Brasil vai passar por momentos difíceis.

“Diversos movimentos armados vão abalar a estrutura nacional. No meio a isto virá um homem da terra do Mártir Tiradentes e, apesar das pressões, muito fará pelo Brasil, inclusive que será o criador de uma cidade Jardim, tal qual o Éden, diferente de todas as cidades. (referia-se a Juscelino Kubitschek e seu governo).

“Mas será substituído por outro que muita confusão irá criar e, na sua saída injustificada, (diz respeito a Jânio Quadros e sua renúncia vai deixar a nação abalada; e deste abalo vai começar o período crítico, até que o homem de patriotismo, vindo também da terra de Tiradentes, irá cercar-se de outros e vão derrubar a viga mestra da confusão. E então muita coisa nova vai acontecer. (referia-se às Diretas Já e a Tancredo Neves).

"Homens, mulheres e crianças vão sofrer consequências justas e injustas, provocadas por erros anteriores. O regime será combatido e até abalado, mas muitas nações passarão a dar crédito e respeito ao Brasil.

"Com a mudança dos homens, muitos dos que foram o esteio da situação serão chamados a prestar contas a Deus. Então o sol, as enchentes e o frio vão criar fome e desespero, não só no Brasil, mas também no mundo (esta parte ainda está por acontecer).

"Mas, no fim de tudo, vai aparecer um homem franco, sincero e leal, que, montado em seu cavalo branco e com sua poderosa espada, dará uma nova dimensão e personalidade nos destinos do Brasil, corrigindo injustiças e fazendo voltar a confiança e esperança no futuro do Brasil (também está por acontecer).

"Será combatido e criticado por seu temperamento e atitudes, mas ele contará com a proteção das Forças Supremas que habitam o Cosmos, e o Brasil será verdadeiramente o coração do mundo e, apesar de crises e ameaças, internas e externas, que irão aparecer, ele será sempre o fiel da balança pela sua fé e a esperança no destino do Brasil a ele confiado". (André Luís)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

1607-As profecias e o Brasil


Falta olhar o Brasil com os olhos de quem não é cego, nem idiota

O profeta desta postagem não se comunica com espíritos do além, nem bota as cartas, búzios, runas, tarô... Também não se desdobra, não biloca.  O profeta profetiza de olhos bem abertos e de mente bem consciente, centrada no aqui e no agora. Basta olhar sem faciosismo, basta não estar confortável por ocupar funções a serviço do ou contra o governo. Basta ler os jornais, revistas, assistir os programas de tevê bem tarde da noite.

Estamos numa crise de governabilidade. O país enveredou para áreas nada democráticas como os acordos e intercâmbios internacionais com Cuba, Venezuela, Bolívia, etc., demonstra simpatias pelo Estado Islâmico Terrorista, morre de amores pelo Irã submetido aos aiatolás e outros centros de poder distantes das tradições democráticas, como a tolerância aos atos ilegais que ocorrem no desvio de dinheiro público, nas invasões de propriedade legítima, no sucateamento de empresas e instituições que representam marcos de estabilidade e sustentação. A democracia não é uma sensação, é uma instituição regulada pelo limite das leis, com o cumprimento das leis, com a punição dos faltosos.

Nossas ligações com o mundo não podem ser ideológicas. O povo brasileiro não tem uma ideologia. Nossas relações com o mundo têm de ser pragmáticas. Somos uma nação com raízes na Europa, na Ásia e na África e temos de ter como principais parceiros de nossos negócios exatamente os consumidores e fornecedores dessas regiões do planeta. Na América do Sul nossos vizinhos nos dão cocaína, maconha, armas contrabandeadas e, na melhor das hipóteses gás natural, trigo, e umas garrafas de vinho.

Onde deveriam centrar-se as nossas prioridades externas com reflexo interno?  Na redução/extinção da criminalidade que se origina no tráfico de drogas e já chega na formação de milícias guerrilheiras (por um lado e isso passa por acordos com os países de onde chegam as drogas e armas) e, de outro lado, na expansão de nossos negócios atuais mais rentáveis, que são as commodities de grãos e carnes (justamente com quem seja maiores compradores). Nada disso é levado a sério e praticado.

Por um terceiro ponto de vista, o Brasil não pode ser adversário estratégico dos Estados Unidos e nem seu caudatário incondicional. Nossa hegemonia na América do Sul virá com grandeza de alma para entender os conflitos comunizantes e o imperialismo capitalista.

Quero dizer que se pudermos nos controlar, manter a calma e retomar a credibilidade para que os investimentos retornem de fora para dentro e de dentro para fora, o País será um país de primeiro mundo, na medida que os EUA forem cansando com seu modelo insustentável.

A política do “nós e eles” não funcionará aqui dentro entre brasileiros e nem lá fora perante os demais países e blocos, apesar de ser este o discurso de lavagem cerebral nos centros de formação ativista do PT, do MST, da CUT e dos outros braços da esquerda comunista.

Já se perguntou um monte de vezes: o Brasil pode se tornar comunista?

A resposta é simples: NUNCA. Populista, infelizmente, sim, já somos isso desde muitas décadas com Getúlio Vargas, Ademar de Barros, Jânio Quadros, Jango Goulart, Paulo Maluf, Fernando Collor, Lula, Dilma.

Aqueles coronéis nordestinos que empobreceram os sertões e bairros da imensa região mais abandonada pelo poder, eram populistas e escravagistas. Perderam a corrida para o Bolsa Família, aliás, se tornaram aliados dos esquemas populistas, pois o dinheiro do Bolsa Família acaba no caixa do mercadinho, da farmácia, do padre, do pastor, do boteco, cujos donos continuam os mesmos de antes. Ficou bom pra todos, menos para o povo que era mendigo do coronel e se tornou mendigo das estruturas aparelhadas do Estado sob o comando da militância do PT. Se realmente quisessem libertar o povo nordestino e de outras regiões onde o Bolsa Família faz sucesso, terão de associar um grande programa de educação e formação escalonando a redução do Bolsa Família até o seu cancelamento quando o beneficiado desejará libertar-se da indignidade da mendicância.

Do jeito que está, o governo comunista manipula esse povo e diz para o mundo que o Brasil prefere esse regime.

A cultura de raiz do povo brasileiro vem dos feudos, onde apesar de tudo, o vassalo podia escolher o que fazer, mesmo que tivesse de dividir com o senhorio o produto de seu trabalho. Ali ele tinha uma religião, sua casa, suas ferramentas, sua colheita, suas reservas para consumo e para venda. Não há o menor traço comunista. Cooperativo, sim. Por isso, o cooperativismo teve grande aceitação no Brasil.

Outra coisa que não pega aqui, é a incitação à baderna, ao quebra-quebra, à invasão de propriedades. As bandeiras de luta do brasileiro são de centro até a direita com socialdemocracia no tempero. Afastado o populismo e adquirida a consciência política, não haverá outro regime em expansão que não passe pela propriedade privada, pela família, pelo respeito às instituições, pela fé em Deus. O resto é conversa de botequim depois do terceiro gole.