segunda-feira, 3 de novembro de 2014

1592-O Espiritismo no Brasil


Enfim a mídia: cinema, tevê etc.

A partir de 1970 o Espiritismo viria ganhar visibilidade através da grande imprensa e do cinema, culminando, a nível internacional, com o filme “Ghost”, mostrando a ação do espírito junto às pessoas a ponto de esclarecer os motivos de um bárbaro assassinato nos Estados Unidos.

No Brasil, na década de 1970, duas entrevistas históricas de Chico Xavier, veiculadas pela extinta TV Tupy, de SP, no programa “Pinga-Fogo” obtiveram os maiores índices de audiência da época e serviram para mostrar que o Espiritismo não é show e nem brincadeira destinada a divertir desocupados. A primeira entrevista foi a 28 de julho de 1970 e a segunda a 21 de dezembro de 1971, que também foi um grande sucesso de audiência.

No Rio de Janeiro, foi fundada a Rádio Rio de Janeiro (1971), a primeira emissora de rádio espírita do país.

No início dos anos 70, houve também o começo do movimento Pedagogia Espírita, tendo o filósofo José Herculano Pires como pioneiro.

Em 1975 foi ao ar pela Tv Tupi a primeira telenovela brasileira com temática central espírita, “A Viagem”.

No cinema também chegou às telas o filme “Joelma 23º Andar” (1979), dirigido por Clery Cunha e protagonizado por Beth Goulart, baseado na obra "Somos Seis”, psicografada por Chico Xavier. Este é o primeiro filme brasileiro com temática central espírita e o único que retratou o incêndio do Edifício Joelma, que deixou 179 mortos e mais de 300 feridos em 1974. Também em 1979 houve um dos mais famosos casos envolvendo Chico Xavier, e que teve repercussão mundial: o caso em que José Divino Nunes, acusado de matar seu melhor amigo, Maurício Henriques, foi inocentado pelo juiz, que aceitou como prova válida (entre outras que também foram apresentadas pela defesa) um depoimento da própria vítima, já falecida, através de texto psicografado por Chico Xavier.

A década de 1980 foi marcada pela campanha de proposição, no país, de Chico Xavier para receber o Prêmio Nobel da Paz (1981) e pelo lançamento, pela FEB, do Estudo Sistematização da Doutrina Espírita (1983), uma campanha institucional permanente visando divulgar o aprofundamento coletivo nos estudos da Doutrina Espírita.

A jornalista Elsie Dubugras traz a público o que que se tornaria um fenômeno de mídia no País, com projeção no exterior: a psicografia de Luiz Antônio Gasparetto, reproduzindo ao vivo pinturas dos mais famosos artistas plásticos já falecidos.

Em meados da década (1980) registrou-se o ressurgimento do fenômeno do Dr. Fritz, através do médium pernambucano Edson Cavalcante Queiroz, que viria a ser assassinado em 1991.

Em 1989 teve lugar em Brasília o Congresso Internacional do Espiritismo com a apresentação de dezenas de trabalhos científicos associados ao fenômeno dos espíritos.

Nestes anos 1990 a 2010 foram publicados mais de 500 títulos sobre a obra dos espíritos e não só. Foi durante o Congresso Espírita Mundial que foi fundada a Associação Médico-Espírita do Brasil e a Associação Brasileira dos Psicólogos Espíritas.

Hoje também já existe a Associação Brasileira de Magistrados Espíritas.

E o cinema não perdeu a oportunidade e apresentou “Bezerra de Menezes – o Diário de um Espírito”, dirigido por Glauber Rocha e Joe Pimentel, narrando a história de Bezerra de Menezes; “Chico Xavier” estrelado por Nelson Xavier e Ângelo Antônio, sobre a vida do médium; “Nosso Lar” dirigido por Wagner de Assis sobre a obra de Chico Xavier, do mesmo nome, envolvendo a vida de um médico carioca (se diz ser Osvaldo Cruz) nos dois planos da vida; “As Cartas Psicografadas por Chico Xavier”, tipo documentário mostrando quantas vezes Chico interpretou a mente dos mortos perante seus parentes; “O Último Romance de Balzac”, dirigido por Geraldo Sarno baseado na obra de Waldo Vieira intitulada “Cristo Espera por Ti” e na obra o “Avesso de um Balzac Contemporâneo”, de Osmar Ramos Filho; “As Mães de Chico Xavier”, dirigido por Glauber Rocha e Halder Gomes, baseado no livro “Por Trás do Véu de Isis” de Marcel Souto Maior; “O Filme dos Espíritos” dirigido por André Marouço e Michel Dubret, com roteiro livremente baseado em “O Livro dos Espíritos”.

Deixamos de citar por ser extremamente extensa a lista de livros publicados nestes últimos 20 anos versando sobre assuntos espirituais. Contudo, por sua abertura e por sua tessitura incluindo o espírito nos estudos de todas as disciplinas da mente e do comportamento, merece ser citado “Espiritualidade Integral”, de Ken Wilber, ed. Aleph, 2007.

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