quarta-feira, 5 de novembro de 2014

1594-Espiritismo em Santa Catarina


Introdução

Em nada diferente quanto às dificuldades que foram enfrentadas pelos cristãos primaciais nos primeiros séculos da Era Cristã, também em Paris, no Brasil, em outros países e em Santa Catarina, os espíritas pagaram um alto preço por sua inclinação religiosa.

Este blog vem documentando a trajetória cultural da humanidade ocidental e vem registrando as questões de fanatismo, intolerância, preconceito e soberba arraigadas no âmago cultural de uma civilização que matou em nome de Deus e de Jesus Cristo não só em plenas Cruzadas, como em tantas outras barbaridades registradas pela história (e olha que quem escreve é o vencedor), como as que ocorrerem nos séculos XII a XVIII com a Inquisição, matando e queimando em praça pública todos quantos foram delatados como hereges, isto é, não seguidores da religião oficial; em 1894 na Ilha do Anhatomirim, em Desterro (antigo nome da cidade de Florianópolis, SC), quando mais de 200 cidadãos foram fuzilados acusados (sem julgamento) de desobediência civil contra o governo de Floriano Peixoto; em 1896/97, em Canudos-BA, contra a comunidade de fiéis organizada pelo Antônio Conselheiro, em que o exército brasileiro fuzilou, em nome da lei e da religião oficial, civis, crianças e adultos indefesos; em 1912-15 nos sertões do Vale do Rio do Peixe em Santa Catarina, quando o exército brasileiro e a polícia militar de Santa Catarina atacaram com armas pesadas os caboclos rebelados porque perderam suas terras para a Companhia de Trens, estrangeira; em 1939-45, na Alemanha/Itália/Japão, quando houve o que houve inclusive contra os judeus; além de outros episódios que poderiam engordar esta introdução com extremo desconforto para narradores e leitores, o ser humano continua matando e corrompendo para comer, para enriquecer, para ter prazer.

Com os pioneiros do Espiritismo não foi diferente, como nos referimos ao abrir estes textos.

O Brasil, por herança da cultura portuguesa, teve uma religião oficial, sem ser um Estado Religioso como ocorre em Israel e em alguns países muçulmanos. E só retirou isso de sua Constituição com o advento da República, por decreto de 1890, declarando a separação entre o Estado e a Igreja. Até então os religiosos eram pagos com dinheiro público.

Isso ficou na história, como página virada, mas permaneceram os vícios do tempo anterior, como, por exemplo, constar a religião dos pais na certidão de registro civil dos recém nascidos; e a Igreja exigir que essas crianças fossem batizadas católicas. Nessas certidões de nascimentos era praxe constar “religião católica”, no entanto, os pais nem sempre estavam vinculados à religião católica, que assim tinha 100% (ou quase) dos brasileiros como seus fiéis.

Hoje, talvez 50% ainda professem a religião católica (ainda que apenas 10% frequentem as celebrações), mas a outra metade dos brasileiros são espíritas, umbandistas, judeus, pertencem ao candomblé, ao budismo, ao islã, às igrejas pentecostais ou evangélicas ou são ateus...

Você gostaria de conhecer a história da afirmação da filosofia espiritualista em Santa Catarina? Então vem...

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