terça-feira, 11 de novembro de 2014

1600-Espiritismo em Santa Catarina


A instituição reflete o ambiente

Para que não fique sombra de dúvida ao leitor: o Espiritismo não é o Centro Espírita, nem a sua Federação. As instituições surgem da necessidade de aglutinar, orientar, apoiar, organizar, regulamentar, fiscalizar até, eis que até nas profissões existe a necessidade (Conselhos Regionais) de se coibir charlatanismo, abusos, falta de ética.

Os espíritos sempre estiveram entre nós, porém ignorados dada a forma como foram ensinadas as nossas relações com a divindade. À medida que puderem ser notados o que se deu com o desenvolvimento mediúnico das pessoas, os espíritos começaram a fazer seu trabalho. Uns com as melhores das intenções humanísticas, outros por desejo de vingança e outros por ambições egoísticas. Assim, entre os muitos médiuns e os muitos espíritos, as Casas Espíritas sugiram como agências reguladoras, colocadoras de ordem objetivando qualidade.

Para consolidar o Movimento em Santa Catarina, Osvaldo Melo sentiu a necessidade de permanecer no cargo por vários anos (até 1968), não que desejasse perpetuar-se, pois os próprios associados à Federação e membros da equipe insistiam na sua permanência, visto não se visualizar, inicialmente, outro nome que tivesse o mesmo carisma e o mesmo empenho pela unificação, como ele o tinha. Ele preparou o solo e iniciou a semeadura. Foi líder incontestável do Movimento Unificador. Quando, porém, o registrou-se o momento apropriado, a convocação para esse trabalho de abnegação e devotamento foi atendida. E surgiram – e se seguiram – os nomes de incansáveis companheiros que procuraram dar-lhe continuidade, dentro dos mesmos propósitos, como desejava o valoroso fundador da Federação. Foram eles, pela ordem de mandato (embora alguns permanecessem por várias gestões): José Antônio S. Thiago, Hélio Abreu, Avelino Alves, Ary Kardec de Melo, Givaldo de Assunção Tavares, Telmo Souto Maior e Gerson Luiz Tavares, sem citarmos, aqui, um número grandioso de pessoas que participaram das diversas e sucessivas diretorias ou das atividades atinentes a esta organização federativa.
Poucos anos após a sua fundação, com a aquisição de um terreno na Avenida Mauro Ramos e o precioso auxílio material prestado pelo irmão Lins de Vasconcelos, é finalmente erguido o primeiro edifício sede. No ato inaugural, ocorrido em 15 de fevereiro de 1952, estando presentes os Presidentes e outros dirigentes das Federações Espíritas do Paraná e do Rio Grande do Sul, Lins de Vasconcelos, em sua fala, prenuncia a Osvaldo Melo que essa seria uma sede provisória – pois antevia o progresso e o desenvolvimento da cidade naquela direção e as dificuldades futuras para a manutenção da administração federativa naquele local.

No ano 2007, uma transação imobiliária autorizada pelo Conselho Federativo Estadual, atendendo à proposta do então Presidente, Gerson Luiz Tavares, redundou em mudança dessa sede para região mais tranquila, com maiores espaços para as suas atividades, e tendo à volta comunidades sequiosas de vibrações espirituais mais próximas: o bairro Monte Cristo, que conta, há muitos anos, com a estrutura do Lar Fabiano de Cristo, entidade assistencial respeitável, com organização abrangente em vários Estados do Brasil.
E a nova sede foi inaugurada em 12 de fevereiro de 2011, contando com a presença de presidentes e representantes de todas as Uniões Regionais Espíritas do Estado, que são órgãos descentralizados da Federação; de grande parcela de trabalhadores espíritas de Florianópolis; e, ainda, do Sr. Antônio Cesar Perri de Carvalho, atual presidente da Federação Espírita Brasileira e, na época, Secretário Geral do Conselho Federativo Nacional.

Nos dias atuais, o trabalho de União e Unificação prossegue. União dos Espíritas e Unificação do Movimento, gerando a real fraternidade. Segundo o IBGE, em seu Censo realizado em 2010, são cerca de 100.000 (cem mil) indivíduos que se declararam espíritas em SC, embora se reconheça que o número dos que aceitam os princípios da Doutrina é bem maior.

São filiadas à Federação, até o final de 2013, 150 (cento e cinquenta) entidades, situadas nos mais diversos recantos do Estado, e a cada momento outras mais vêm aderindo à grande família espírita catarinense. As 16 (dezesseis) Uniões Regionais Espíritas – os órgãos descentralizados da FEC – permanecem atentas aos anseios dessas Casas, intermediando diretrizes e orientações e, no sentido inverso, recebendo sugestões e propostas que são levadas ao Conselho Federativo Estadual, órgão máximo da Federação, para análise, deliberação e divulgação.

Mas, com certeza, outras tantas devem existir sem estarem filiadas fazendo um gigantesco trabalho social, filantrópico, curativo. Entre elas estão o Núcleo Espírita Nosso e o Centro de Apoio ao Paciente com Câncer, que veremos na próxima postagem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário