terça-feira, 18 de novembro de 2014

1607-As profecias e o Brasil


Falta olhar o Brasil com os olhos de quem não é cego, nem idiota

O profeta desta postagem não se comunica com espíritos do além, nem bota as cartas, búzios, runas, tarô... Também não se desdobra, não biloca.  O profeta profetiza de olhos bem abertos e de mente bem consciente, centrada no aqui e no agora. Basta olhar sem faciosismo, basta não estar confortável por ocupar funções a serviço do ou contra o governo. Basta ler os jornais, revistas, assistir os programas de tevê bem tarde da noite.

Estamos numa crise de governabilidade. O país enveredou para áreas nada democráticas como os acordos e intercâmbios internacionais com Cuba, Venezuela, Bolívia, etc., demonstra simpatias pelo Estado Islâmico Terrorista, morre de amores pelo Irã submetido aos aiatolás e outros centros de poder distantes das tradições democráticas, como a tolerância aos atos ilegais que ocorrem no desvio de dinheiro público, nas invasões de propriedade legítima, no sucateamento de empresas e instituições que representam marcos de estabilidade e sustentação. A democracia não é uma sensação, é uma instituição regulada pelo limite das leis, com o cumprimento das leis, com a punição dos faltosos.

Nossas ligações com o mundo não podem ser ideológicas. O povo brasileiro não tem uma ideologia. Nossas relações com o mundo têm de ser pragmáticas. Somos uma nação com raízes na Europa, na Ásia e na África e temos de ter como principais parceiros de nossos negócios exatamente os consumidores e fornecedores dessas regiões do planeta. Na América do Sul nossos vizinhos nos dão cocaína, maconha, armas contrabandeadas e, na melhor das hipóteses gás natural, trigo, e umas garrafas de vinho.

Onde deveriam centrar-se as nossas prioridades externas com reflexo interno?  Na redução/extinção da criminalidade que se origina no tráfico de drogas e já chega na formação de milícias guerrilheiras (por um lado e isso passa por acordos com os países de onde chegam as drogas e armas) e, de outro lado, na expansão de nossos negócios atuais mais rentáveis, que são as commodities de grãos e carnes (justamente com quem seja maiores compradores). Nada disso é levado a sério e praticado.

Por um terceiro ponto de vista, o Brasil não pode ser adversário estratégico dos Estados Unidos e nem seu caudatário incondicional. Nossa hegemonia na América do Sul virá com grandeza de alma para entender os conflitos comunizantes e o imperialismo capitalista.

Quero dizer que se pudermos nos controlar, manter a calma e retomar a credibilidade para que os investimentos retornem de fora para dentro e de dentro para fora, o País será um país de primeiro mundo, na medida que os EUA forem cansando com seu modelo insustentável.

A política do “nós e eles” não funcionará aqui dentro entre brasileiros e nem lá fora perante os demais países e blocos, apesar de ser este o discurso de lavagem cerebral nos centros de formação ativista do PT, do MST, da CUT e dos outros braços da esquerda comunista.

Já se perguntou um monte de vezes: o Brasil pode se tornar comunista?

A resposta é simples: NUNCA. Populista, infelizmente, sim, já somos isso desde muitas décadas com Getúlio Vargas, Ademar de Barros, Jânio Quadros, Jango Goulart, Paulo Maluf, Fernando Collor, Lula, Dilma.

Aqueles coronéis nordestinos que empobreceram os sertões e bairros da imensa região mais abandonada pelo poder, eram populistas e escravagistas. Perderam a corrida para o Bolsa Família, aliás, se tornaram aliados dos esquemas populistas, pois o dinheiro do Bolsa Família acaba no caixa do mercadinho, da farmácia, do padre, do pastor, do boteco, cujos donos continuam os mesmos de antes. Ficou bom pra todos, menos para o povo que era mendigo do coronel e se tornou mendigo das estruturas aparelhadas do Estado sob o comando da militância do PT. Se realmente quisessem libertar o povo nordestino e de outras regiões onde o Bolsa Família faz sucesso, terão de associar um grande programa de educação e formação escalonando a redução do Bolsa Família até o seu cancelamento quando o beneficiado desejará libertar-se da indignidade da mendicância.

Do jeito que está, o governo comunista manipula esse povo e diz para o mundo que o Brasil prefere esse regime.

A cultura de raiz do povo brasileiro vem dos feudos, onde apesar de tudo, o vassalo podia escolher o que fazer, mesmo que tivesse de dividir com o senhorio o produto de seu trabalho. Ali ele tinha uma religião, sua casa, suas ferramentas, sua colheita, suas reservas para consumo e para venda. Não há o menor traço comunista. Cooperativo, sim. Por isso, o cooperativismo teve grande aceitação no Brasil.

Outra coisa que não pega aqui, é a incitação à baderna, ao quebra-quebra, à invasão de propriedades. As bandeiras de luta do brasileiro são de centro até a direita com socialdemocracia no tempero. Afastado o populismo e adquirida a consciência política, não haverá outro regime em expansão que não passe pela propriedade privada, pela família, pelo respeito às instituições, pela fé em Deus. O resto é conversa de botequim depois do terceiro gole.

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