sexta-feira, 28 de novembro de 2014

1617-Mãos que curam, palavras que saram


E o biólogo caiu das tamancas

Foi assim, em 1996: o biólogo inglês Rupert Sheldrake foi à Amazônia brasileira em férias. Queria conhecer a riqueza biológica da região. E ouviu falar que os índios Yanomami faziam a dança da chuva, e chovia. Não, não pode ser, pensou Rupert. Pode, sim, contestou o guia turístico. Então quero ver, retrucou. E foi. E viu.

Aqueles duzentos índios em corrente fechada através dos braços trançados pelo antebraço, cantavam, oravam, dançavam, batiam os pés contra o solo e ao cabo de exatos vinte e seis minutos chovia copiosamente sobre a área onde estavam.

Ah! Mas, ali chove todo dia e o pajé já sabe a hora da chuva e então monta o show para impressionar os turistas. É? E quando não tem dança, não tem chuva. Qual é o novo argumento para contradizer?

Entre uma conversa brevemente prejudicada pela distância entre as línguas faladas pelo biólogo e pelo xamã, Rupert entendeu o que viria a ser o tema de suas próximas pesquisas científicas. Escreveu dois livros, já.

Moral da história: muitas mentes em ressonância (energia) uníssona (com endereço magnético certo), produzem um raio laser mental que vai p’ra onde é remetido a produz um campo morfogênico (termos daquele biólogo) com efeito nos átomos de que se compõe a natureza. Explica, em parte as benzeduras? Sim, completamente.

Agora, vamos às novenas. Não é preciso ser índio, nem é preciso haver um xamã, mas sim um dirigente, um condutor, um facilitador, como se diz. As novenas, muito comuns nas comunidades religiosas de várias regiões do Brasil, geralmente, também, para pedir chuva, só não funcionam melhor porque ao invés de enviar as ondas mentais na direção do espaço de onde vem as chuvas, as rezadeiras ficam à espera de que o milagre desça dos céus e se opere entre o povo. Não basta pedir, tem de modificar o campo através das ondas mentais amplificadas pela agrégora (soma das energias mentais).

A equação é simples: a energia mental (força) viaja magneticamente (condução) e se tiver endereço (esse é o trabalho do condutor), ela vai aonde foi mandada e produz o efeito que pode ser gerado.

Queres ler Rupert Sheldrake para aprofundar-se no tema? Vá a uma livraria e escolha, lendo, primeiro, as orelhas dos livros e os prefácios.

Enquanto você vai atrás de robustecer-se pela leitura frente ao que aqui está parecendo lenda, absurdo, conversa fiada, eu continuo a apresentar-lhe outros aspectos desta série.

Acompanhe o próximo tomo.

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