sábado, 29 de novembro de 2014

1618-Mãos que curam, palavras que saram


E a cura pela fé, o que é?

A cura pela fé em mais de 90% dos casos – dada a cultura que construímos – é percebida como vinda de fora. E geralmente em extremos. É numa extrema dor, numa iminente ameaça de morte, numa situação de emergência, que nossa mente sai do marasmo em que foi colocada e produz aquela centelha energética que muda tudo.

Vou lhes contar mais um caso. A agricultura, mãe do seu primeiro bebê precisou ir para a roça sozinha, enquanto o marido foi à cidade. Estava ela derrubando umas árvores para ampliar a área cultivada e não havia outro jeito se não levar o filho para o roçado, deixá-lo dentro de um cesto, protegido, enquanto a mãe fincava o machado nas árvores que deveriam cair. E uma das árvores, ao cair, girou de mau jeito e foi exatamente pra cima do bebê ameaçadoramente. A mãe entrou em pânico, mas não o pânico paralisante e sim o pânico atuante. Agarrou a árvore caída e a afastou de sobre seu filho, salvando-o.

Quando o marido chegou ela contou o acontecido e foram ambos, em companhia de um vizinho que acabava de chegar, verificar o local desse feito, olha, meu caro leitor, o que se passou: os três tentaram mexer com a árvore e não conseguiram. Bastava olhar para a franzina mulher autora do “milagre” para entender que ali, realmente, ocorrera o que se costuma chamar de impossibilidade possível. Sim aquela mente havia produzido a centelha energética que muda tudo e mudou, de fato, movendo não se sabe ao certo se 1 tonelada ou mais de madeira verde que caíra sobre seu indefeso filhinho.

As benzeduras como são chamadas entre o povo crédulo e humilde do interior, hoje é um fenômeno em estudo científico a começar pelo porquê do nome. Este nome significa vencedura, isto é, vencer a força que está (negativa) e substitui-la por outra maior (positiva).

Quando um católico fervoroso intui que sua presença no santuário de Fátima (ou outro) significará sua cura para uma doença “incurável” (na avaliação da medicina) e de fato acredita, vai e obtém o milagre, o que terá ocorrido? Sua mente terá produzido o que eu estou chamando de centelha energética que muda tudo. O católico teria tido a capacidade de fazer o mesmo sem estar no santuário, mas o santuário, aqui, neste caso, é o indutor. No caso da agricultora, o indutor foi a ameaça de morte ao filho. Na mente de muitos, é o santo que opera o milagre. Na verdade, o milagre se opera no íntimo do beneficiado. A isso se chama fé.

Quando uma pessoa se senta à frente de uma benzedeira acreditando que aquelas palavras e aqueles gestos serão capazes de afastar uma dor ou uma anomalia celular, as mentes dos dois entram em sintonia e a centelha energética produz o efeito.

Para você entender melhor: há dois princípios atuando, um inteligente mandando impulsos e informação e um obediente recebendo informação e impulsos. Isto funciona (na perturbação) para adoecer (ao desarmonizar o sistema celular) e funciona (harmonicamente) para curar, dependendo da qualidade da informação enviada e da fé do receptor. Os átomos são comandados pelo magnetismo da mente, seja de Deus ou de um ser humano (que é a semelhança de Deus).

E não há mistério, nem sequer precisaríamos chamar de milagre. Aliás, sim, porque a palavra milagre significa maravilha. O que ocorre, na verdade, é a maravilha do comando mental sendo obedecido pelos átomos que respondem pelas estruturas biológicas.

Hoje, quando alguns centros científicos de cura estão procurando associar o que chamam de medicina vibracional – com estupendos resultados – é preciso reconhecer que os avanços tecnológicos bateram no teto-limite do que a materialidade pura pode explicar e estão, agora, resgatando o que os pajés faziam há milênios e que os curandeiros ainda fazem hoje.

Assim as benzedeiras e os curandeiros começam voltar, se não para atuar porque ainda existem leis (burras) que os condenam pelo exercício ilegal da medicina, ao menos estão voltando para ensinar os médicos que a cura vai além da cirurgia, além do bisturi, além do remédio.

Que venham as benzedeiras e os curandeiros.

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