quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

1622-A Cura Espiritual e pela Fé


Primeira conversa introdutória

Existe cura espiritual? E pela fé, também? Não me venha com conversa fiada. Eu acredito somente naquilo que posso comprovar de algum modo. Essas são expressões corriqueiras de, pelo menos, metade da gente que habita sobre a geografia do Brasil.

Pois a cura espiritual e a cura pela fé (seriam distintas?) já podem ser comprovadas sobejamente. Não se trata de “ouvi dizer”, de “me contaram” ou algo como “parece que foi”. Houve um tempo em que, sim, uma cura espiritual percorria o conhecimento popular de boca em boca e, como não havia um raio-X, uma tomografia ou uma ressonância magnética para documentar, ficava no “disse me disse” anterior e posterior ao diagnóstico e capaz de comprovar ou desmistificar. Hoje há.

Antigamente, entre os homens brancos, as curas espirituais ou pela fé se davam no âmbito dos benzedores, curandeiros ou coisa que o valha e, não raro, mereciam o deboche das pessoas ditas melhor esclarecidas e mais ainda do clero. Mas, o clero tinha contra si os milagres que acabavam (e ainda acabam) por dar causa às canonizações. Mas, até com certa hipocrisia, o clero aceitava os milagres ocorridos com padres, freiras e beatos de ambos os sexos, e negava os mesmos milagres ocorridos com pessoas do povo, geralmente benzedeiras, curandeiros, algo assim como os pajés e xamãs.

A questão da saúde, o ato de estar bem, é uma das questões mais antigas na existência da humanidade. Muito antes das primeiras aldeias onde apareceram os primeiros pajés a serviço da comuna, o homem precisou curar ferimentos causados por quedas, brigas, ataque de animais, mordidas de cobras, indigestão ou qualquer outro sintoma. E como se fazia isso?

Esta série vai procurar fazer uma média entre o que existe exclusivamente no ato de acreditar, a fé, a superstição, a sugestão e aquilo que falam os pesquisadores com base na ciência.

Até que começassem a ser reconhecidos como autoridades em tudo que dissesse respeito à cura, vital para a sobrevivência humana na condição de seres em trânsito pela matéria, os anciãos (que eram os curadores) nativos passaram por muitas experiências, tais como observar o que faziam os animais, quais as plantas ou frutos tóxicos e, ao mesmo tempo, aprofundarem as relações humanas com o mundo espiritual. Iam além, procuravam interagir energeticamente com as plantas em busca de conhecer seus princípios ativos. O homem branco aprendeu tudo que sabe sobre as plantas e suas aplicações com os pajés. Só depois da química fina é que as essências puderam ser separadas em laboratório.

As informações puramente espirituais de cura que serão aqui aproveitadas fomos buscar em muitas fontes mas, principalmente, na mente de dois queridos espíritos que trabalham em prol da saúde da humanidade: (1) Irmão José, espírito que se comunica através do médium Carlos A. Baccelli, em Minas Gerais, cujo trabalho tem um extraordinário destaque naquela região; (2) Irmão Savas, espírito que se comunica através do médium José Álvaro Farias, em Santa Catarina, onde realiza cirurgias espirituais e escreve importantes páginas de orientação espiritual. E quando se tratar de informação científica daremos os créditos pertinentes no corpo mesmo do texto.

“Curar-se pela fé”: o que significa essa expressão? Jesus proferiu este ensinamento: “A tua fé te curou”, que nos primeiros séculos da Era Cristã se tornou pedra de toque da cultura religiosa, mas, depois, por conta da condução dos dogmas católicos, por muito tempo, foi desconsiderada pela classe médica, até que a Ciência, menos materialista, passou a reconhecer que havia alguma coisa no ser humano que influenciava decisivamente tanto na causação de doenças quanto na sua cura.

Que elemento seria esse, que os bisturis não alcançam e que os equipamentos tradicionais da Arte Médica não conseguem localizar, mas que verificamos que é o motor que dá vida à “máquina” orgânica?

Não há como negar a existência de fatos. Quanto à causa primária da doença e da cura cada um pode optar pela definição que mais lhe convier. É assim que se dividem os especialistas da Medicina, desde os crentes mais convictos até os negadores mais radicais.

O que não dá para adiar é a abordagem séria deste tema sob a desfaçatez dos preconceitos. Quero entrar neste tema com a alma aberta e com a mente acesa.

Você tem o mesmo propósito? Então vamos estudar isso conjuntamente. Vem!

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