quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

1623-A Cura Espiritual e pela Fé


Segunda conversa em tom de prólogo

Nem como ingênuo hóspede das crendices nem como cético radical, mas como alguém que observa, pondera, deduz e admite o fenômeno e vai em busca de novas evidências e provas, é assim que queremos perceber e entender que há no ser humano uma força que provoca e sustenta a vida física. E entender que, todavia, as energias façam mal ao corpo ou lhe façam bem, conforme o tipo de pensamento e emoção que mantemos rotineiramente, isso parece se mostrar como desventura e sua oposta na vida de qualquer exemplar da espécie humana.

Há 50 anos estudando e escrevendo sobre temas espirituais vi muitos adoecerem e sararem, neste último caso, e não só, pela força da sua convicção na própria cura. Aliás, Jesus, há dois milênios, já tinha apresentado a fé como fonte de cura em mais de 30 passagens de Sua Luminosa Existência no planeta. “A tua fé te curou” representa uma certeza da qual os seres humanos ainda não souberam, no geral, lançar mão dela para evitarem a deterioração do próprio corpo físico mais do que o razoável desgaste ocasionado pelo decurso do tempo, como também sua recomposição em caso de prejuízos à estrutura orgânica.

A cura a que se referiu Jesus diz respeito somente ao corpo físico ou abrange a parte moral do ser humano? Um vício, uma inclinação malsã, por exemplo, como pensar a respeito? Teria Jesus operado curas espirituais ou apenas de fundo físico comportamental?

Trata-se de uma questão de suma importância e, todavia, de fácil conclusão, pois a própria individualidade espiritual, convicta da possibilidade de se livrar de qualquer negatividade que esteja na sua área de influência, pode perfeitamente superá-la e passar a ter perfeita saúde física e moral, contanto que, como disse Jesus, sua fé seja, pelo menos, igual “à semente de mostarda”: compacta, firme, induvidosa e de entrega total à Vontade do Autor da Vida.

Quando achamos que temos fé, realmente, na maioria das vezes, apenas gostaríamos de acreditar, mas a dúvida se infiltra na nossa mente e duvidamos e acreditamos ao mesmo tempo. Somos seres duais e a rachadura entre as duas dimensões ficou muito severa nos últimos 30 séculos. Refiro à doutrina zoroastrista que introduziu em nosso meio (e foi aceita e difundida entre nós pelos hebreus) de que o diabo é um ser atuante no nosso dia a dia, causando divergências frente ao Autor da Vida.

Mas, isso tudo está mudado. Tudo está mudando. Tudo é mutante. Os médicos (que não estudaram isso na faculdade) mais sensíveis, mais comprometidos com a cura definitiva de seus pacientes, estão indo além do diagnóstico e do prognóstico, além da cirurgia e da ministração de poções químicas. Estão lendo, estão participando de congressos específicos que tratam sobre a cura espiritual, estão produzindo e realizando conferências para demonstrar suas experiências, estão escrevendo livros sobre o tema e estão conversando com seus pacientes sobre fé, oração, espiritualidade.

A medicina ficou maravilhada quando o Projeto Genoma conseguiu desenhar o DNA. “Oba, agora chegamos ao ponto mais alto do conhecimento da vida”, foi a reação em quase todos os centros científicos interessados no assunto. E não era o ponto mais alto, segundo Francis Collins, o coordenador daquele grupo científico. Foram os próprios operadores do Projeto Genoma que detonaram a informação: o DNA é apenas o mapa, deve haver uma matriz inteligente que organizou isso. E chegaram a esta conclusão porque as células não atuam segundo o mapa chamado DNA e sim porque possuem uma memória estruturada fora do corpo onde servem. Dependendo das circunstâncias elas se revoltam e provocam um motim, desobedecendo completamente o que estava escrito no mapa, chamado DNA. Como explicar isso?

Esta é a proposta desta série: tentar explicar o que é a cura espiritual e pela fé a partir do que acontece com as células que desobedecem e se transformam em câncer ou noutra doença em que elas se multiplicam ou se matam, em completa desorganização. Seriam elas miniaturas de nossos coletivos sociais em que também existe motins e quebra-quebras?

Vamos adiante com esta análise.

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