quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

1629-A Cura Espiritual e pela Fé


As possessões e obsessões

Boa parte das curas espirituais se dá pelo afastamento de inteligências interferentes (deste mesmo plano e de outro plano), como explico: quando se trata deste mesmo plano estamos nos referindo aos pensamentos negativos recorrentes centrados em medo, raiva, ódio, remorso etc. e quando se trata de outro plano, são inteligências que criam o que chamamos de possessão e obsessão. Nem mesmo se poderia chamar isso de inteligência, mas quero que você entenda isso por mente e a mente pode ser inteligente quando bem acionada.

Em muitas sociedades de todo o mundo, loucura, epilepsia, esquizofrenia, transtornos compulsivos obsessivos, êxtase religioso, profecia, inspiração poética e artística, frenesi sexual ou embriaguez contumaz, estados de transe e outros estados físicos e mentais, inclusive o suicídio, classificados de excêntricos e fora do comum, têm sido explicados em termos da invasão da personalidade humana por um poder sobre-humano, um deus, um espírito ou demônio, que se apodera da vítima, movimenta seus membros como se ela fosse uma marionete, fala por sua boca, escreve com sua mão, olha com os seus olhos e pensa com o seu cérebro. São vistos como casos tão perversos e profundos que a psiquiatria apenas com suas medicações jamais poderá resolver. Mas, esta interpretação está muito distante da verdade. Pode ser válida apenas em alguns casos mais perversos.

Há sutil diferença entre possessão e obsessão, na maioria das vezes não identificadas por quem não tenha experiência para lidar com o fenômeno. Possessão é um processo mais intenso anulatório da mente quando é invadida como se o invasor a controlasse de dentro (da mente). Quem viu o filme “O Exorcista” sabe do que falamos. E a obsessão é mais indutiva com alternâncias de profundidade como se controlasse de fora da mente, monitorando-a.

O Evangelho de Jesus está cheio de narrativas em que o Messias ordena o afastamento do possessor, chamando-o de demônio. Foi a palavra encontrada pelos tradutores do aramaico para o grego: “daemon”, e que os tradutores do grego para o latim e do latim para as línguas vivas atuais simplesmente associaram ao diabo. Nada mais absurdo. Daemon, na língua grega, quer dizer divindade, espírito, é um tipo de ser que muito se assemelha aos gênios da mitologia árabe, que se conhece por “jinn” ou “djinn”, criaturas sobrenaturais, à cuja estirpe também pertence o Aladin, gênio da lâmpada maravilhosa, possivelmente grafado originalmente como “Al djinn”.

Um “daemon” (assim classificando espíritos que se apoderam ou são convidados a chegar nas pessoas), dificilmente invade por invadir, ele é cooptado energeticamente, seja para produzir horrores ou seja para produzir benesses. Sempre com alguma participação do possuído ou obsedado. Ninguém é abduzido à toa sem ter participação na aproximação.  

Uma obsessão ou possessão pode se dar por amor, como já nos referimos em capítulo pregresso. Exemplo: o grande amor de uma mulher perde a vida em acidente, os dois se anulam, ela aqui e ele no espaço, se lamentam, se procuram, não se desligam. Caminho aberto para o espírito se encostar e tirar boa parte da autoria da mulher em termos mentais e comportamentais. Ou pode ser por vingança. Lembra do filme “Ghost”? É algo assim, apesar de que, nesse caso, o espírito do mocinho não esteve diretamente atuando como obsessor do assassino, mas o certo é que não desgrudou dele até provar sua culpa.

Já afirmamos que essas entidades espirituais não podem ser invariavelmente consideradas más, pois muitas delas são médicos que retornam para completar um trabalho inacabado. Em outros casos, são verdadeiros anjos de guarda, benévolos, entendidos nos meios espirituais como uma das coisas mais sublimes a ser alcançada. Não vamos buscar quaisquer exemplos simples, vamos aos mais categorizados deles: os profetas judaicos. Todos eles que escreveram ouvindo a “voz de Deus” eram médiuns e toda a história sagrada judaica está pontuada pelas comunicações dos espíritos assistentes dos hebreus. E se querem mais um, dou-lhes Chico Xavier e sua imensa parceria com os espíritos André Luiz e Emmanuel, este agora já reencarnado no interior do Estado de São Paulo.

Do cristianismo primitivo também nos vem uma passagem que deixa margem para pensar e associá-la ao Espiritismo dos tempos atuais. No primeiro dia de Pentecostes, logo após a morte e ressurreição de Jesus, seus seguidores reunidos no Monte das Oliveiras se sentiram possuídos pelo que a Bíblia chama de Espírito Santo (não importa o nome), que tomou a palavra e falava pelos que ali estavam e “falava em línguas” (Atos II, 4). Era um sinal da presença divina e uma demonstração de que não havia fraude, pois os apóstolos incorporados por aquelas inteligências eram quase todos analfabetos, jamais conheceram línguas estrangeiras.

Esta também parece ter sido uma característica dos trabalhos a campo quando estes apóstolos e discípulos saiam para promover a doutrina e fazer curas. A entrada do Espírito (Santo ou outros) nos fiéis seguidores de Cristo também se manifestava no dom de curar e nos “demais dons do Espírito”, como relata São Paulo em I Cor XII, 4-II, que foi uma importantíssima ferramenta de convencimento aos descrentes, fazendo conversões para a nova religião.

Nos tempos atuais em milhares de casas especializadas pelo Brasil a fora e além fronteiras temos rotineiramente trabalhos de cura espiritual e desobsessão em andamento. Nada absurdo.

Esta postagem foi dedicada à possessão e à obsessão. Então cabe dizer, esclarecendo, que são mais raros casos de possessão e obsessão e muito frequentes casos de canalizações em que os espíritos induzem pensamentos nas pessoas. Digo para explicar casos de êxtase religioso, profecia, inspiração poética e artística, mediunidade aplicada a dezenas de casos e nunca coisa ruim. Na maioria dos casos são fenômenos creditados à ignorância, como veremos na próxima postagem.

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