quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

1630-A Cura Espiritual e pela Fé


Nada absurdo, apenas ignorância

Sempre que se fala em possessão, obsessão, incorporação, mediunidade, cura espiritual, as pessoas (desinformadas) logo associam o tema aos centros espíritas ou algo assim. Não é verdade? Sim, é verdade. Nós somos perfeitos ignorantes em se tratando de assuntos divinos, divinos, sim, pois Deus é Espirito e, para falar sobre Deus temos, naturalmente, que falar do Espírito.

Até mesmo aqueles que se proclamam grandes aliados de Deus, como são os segmentos Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus e Testemunhas de Jeová, hoje, no Brasil, se colocam visceralmente contra os temas espirituais. Então leiamos o que segue, relacionado com a Igreja Assembleia de Deus, no início do século XX, nos Estados Unidos. Num culto para milhares de crentes, em Topeka, Kansas, no primeiro dia de janeiro de 1901, foi repetida ali a cena acontecida com os apóstolos de Jesus no Monte das Oliveiras (relatado aqui no blog com o nº 1629 (a postagem anterior). Houve a possessão pelo Espírito (Santo ou outros) e todos falavam em línguas que agora era o inglês. Foi assim que esta instituição religiosa ganhou o nome de Igreja Pentecostal Assembleia de Deus, sim, com este nome, assembleia, lugar onde os eleitos de Deus vêm ensinar as leis divinas. As demais igrejas, também chamadas pentecostais, notadamente no Brasil, e não se sabe por que, detestam falar e atuar nos campos espirituais completamente associados aos acontecimentos de pentecostes.

As chamadas missas carismáticas da Igreja Católica têm esse nome porque a palavra carisma lá no passado das pregações cristãs também se referiam ao dom de intuir espíritos. Mas, no geral, os dogmas católicos proíbem e condenam qualquer católico que venha a praticar espiritismo.

O grande mestre da área da consciência, chamado John White (professor universitário e escritor de Connecticut, EUA) organizador do livro “O Mais Elevado Estado da Consciência” (Cultrix 1972) disseca a questão das relações dos espíritos com a mente humana. Ele trata de forma acadêmica e chama de “iluminação cerebral”. Explica que tudo acontece quando nossos múltiplos cérebros tornam-se um único cérebro, uma ruptura que resulta numa integração das trilhas nervosas pelas quais pensamos e sentimos. O neocórtex (que é a parte do pensamento-intelecto), o sistema límbico e o tálamo (que é a parte da sensação-emoção) e o bulbo raquiano (que é a parte da intuição-inconsciente) atingem um modo de comunicação intercelular anteriormente inexistente, mas sempre possível (elas não vêm acontecendo porque nós nos distanciamos dessa prática), são estimulados a transpor o limiar através de estímulos eletroquímicos.

Veja, toda a decodificação acadêmica se deu no campo que chamaríamos de hardware (falou-se em cérebros e esses cérebros são instrumentos da mente). Agora, a mente (software) foi atendida no que diz respeito às funções antes atrofiadas e agora ela já pode responder por tarefas mais qualificadas. Já podemos, então, falar de telepatia, mediunidade, comunicação entre mentes inteligentes sem os recursos tecnológicos da eletrônica humana. Vamos usar a tecnologia dos espíritos. Daria para afirmar de forma simples que os espíritos vêm auxiliar as mentes incapazes de fazer a ponte direta com o mundo espiritual e que o mundo espiritual é um segmento do nosso universo em que a inteligência se torna ampla porque não está aprisionada às barreiras do saber terreno.
E quando este portal se abre, se faz acessível, os relatos são estonteantes, como narra White no livro citado. Uma pessoa dirá que encontro a resposta para todo o mistério da vida, mas não tem palavras que possam descrevê-la. Outra suscitará, impávida, que não houve nenhum mistério e, portanto, não há nenhuma necessidade de resposta, dado que a experiência deixou clara a irrelevância e o artificialismo de todas as questões que nos atormentavam. Uma terceira pessoa declarar-se-á absolutamente convencida de que a morte não existe e de que o seu verdadeiro é eterno como o universo. E haverá ainda aquela pessoa que proclamará que a morte simplesmente deixou de constituir motivo de preocupação pois o momento é presente e tão completo que não existe futuro. Para completar, uma outra pessoa sentir-se-á possuída e ligada a uma vida infinitamente diferente da sua própria. Mas, assim como as batidas do coração podem ser vistas como algo que acontece conosco ou com alguma coisa que fazemos, dependendo do ponto de vista, um indivíduo sentirá que experimentou não a transcendência de um Deus, mas a sua própria natureza íntima. Um sentirá como se o seu ego ou seu eu se expandisse a ponto de conter em si todo o universo, enquanto outro sentirá que se perdeu a si mesmo, inteiro, e que o que considerava o seu ego nunca passara de uma abstração. Um outro contará entusiasmado de que forma se enriqueceu, infinitamente, enquanto mais outro se lamentará de ter sido reduzido a tão extrema miséria, que não possui nem mesmo a sua mente e o seu corpo, e não tem mais ninguém no mundo que se preocupe com a sua desgraça.

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