sábado, 13 de dezembro de 2014

1632-A Cura Espiritual e pela Fé


Um pouquinho ainda de história

A Medicina é, praticamente, como se sabe, quase tão antiga quanto a existência dos seres humanos, embora figure no interior das universidades há menos de mil anos. Tanto no Egito antigo, quanto na Grécia e outras nações do passado, a figura do médico (ou seu equivalente) sempre representou um sinal de progresso, pois que as pessoas leigas normalmente sabem muito pouco para evitar danos ao próprio organismo e quase nada sabem para curarem-se quando doentes ou lesionadas.

Foram de uma imensa importância os pajés e xamãs primitivos nas épocas em que nós éramos uma humanidade perdida nas imensidões das florestas, campos e savanas deste planeta, sem estradas, sem pontes, sem escrita, sem nenhum meio de comunicação, e, claro, sem calçados, sem roupas, sem remédios, a não ser, como sabemos, mais tardiamente, as primeiras infusões de ervas e os primeiros unguentos de fabricação manual.

Ainda no século XIX quando a maior parte da população da América era rural e enfrentando muitas das dificuldades, veja que recorrências, como a ausência de estradas asfaltadas e pontes, de energia elétrica e de telefones, os médicos e hospitais sempre a muitos quilômetros de distância, deu curso ao tempo das parteiras, benzedeiras, curandeiros, arrumadores de ossos quebrados e entendidos em poções naturais a partir de ervas, frutas, resinas e flores. Estamos falando de coisas muito recentes, menos de 100 anos. E percebemos que boa parte da população das nações mais jovens ainda repetia fazeres dos tempos dos xamãs.

Aqueles novos velhos curandeiros, como também eram chamados, promoviam curas mesmo sem conhecer o diagnóstico. E assim já vamos adentrando no tema da fé e da cura inexplicável, que aconteciam, que aconteceram com nossos avós, graças ao que eles existiram para nos transmitirem seus genes. E ainda acontecem nos dias atuais.

Essas criaturas faziam (fazem) o seu trabalho sem nada cobrar e tinham (têm) em torno de si uma aura sagrada, eram (são) vistos como milagreiros, respeitados, adorados.

Veja leitor(a) que as coisas vêm de longe. Já era assim com os pajés e xamãs, onde se destaca o aspecto sagrado, a espiritualidade, a crença, a fé, a confiança, a entrega sem reservas.

Perdemos enormes pedaços desse modo de lidar com a cura quando as universidades se afastaram da religião e colocaram no mercado levas e levas de céticos, para não dizer ateus, profissionais sem mesmo nenhuma informação de como atuavam seus colegas ancestrais, acreditando exclusivamente na força dos bisturis e da química. E, por isso, através de seus conselhos regionais de fiscalização das profissões foram perseguir e punir os seus colegas diplomados pela escola sagrada.

Com o tempo, principalmente quando em inúmeros casos patológicos, os diplomados pela escola profana, acadêmica, viram-se obrigados a dar a batalha por perdida, desenganando seus pacientes, aconteceu o extraordinário, o inesperado, o absurdo, segundo sua “doutrina”. Os seus desenganados foram romper com o engano e num tempo muito curto viraram o jogo e inverteram a situação. É que entre os desenganados estavam pacientes ex-rurais que ainda possuíam alguns resquícios de fé na força “sobrenatural” da imposição de mãos, das benzeduras, dos passes magnéticos e das cirurgias espirituais e, de fato, foram em busca desses sagrados recursos para tentarem curar-se; e curaram-se. Apareceram diante de seus estupefatos médicos e contaram suas histórias.

Assim é que esta série continuará a narrar como isso se dá. E o faremos sem nenhuma intenção de desmerecer a ciência. Mas, sim, na esperança de que a ciência admita e acolha esses conhecimentos não como coisas de crendices, mas também como coisas da ciência, a ciência do futuro.   

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