domingo, 14 de dezembro de 2014

1633-A Cura Espiritual e pela Fé


O que seria a cura ampla?

Gosto muito de começar as coisas pelo começo. Um recém-nascido que não venha ao mundo com anomalias genéticas, é o padrão buscado de saúde, melhor dizendo, é o estágio de cura que quero tomar como parâmetro de marco zero. Tudo ali está “zero quilômetro”, como se costuma falar, não é assim? Esse é o estado de cura que se busca. Porque a criança? Não só ela. É possível encontrar o mesmo estado em outras idades, mas tomando-se por base que começamos a estafar nosso organismo logo aos primeiros dias, meses e anos de vida (e muitas vezes ainda no útero), é de se aceitar que a contaminação possa vir de alimentos, da água, do ar, da radioatividade, do meio como um todo, sem excluir as emoções, sem excluir a contaminação intelectual e por aí vamos, até chegar, com frequência, naqueles autênticos venenos que aspiramos, ingerimos, injetamos e aos quais nos expomos. E aí o quadro está completo. A doença venceu.

A cura ampla não existe com este rigor expressivo. Existe a cura progressiva, buscar a cura progressiva: estar sem dor, sem limitações físicas de qualquer espécie, sem fome, sem sonolência, sem sede, sem frio, sem calor, evacuando, banhando-se, urinando, raciocinando, amando, relacionando-se sexualmente, sendo autor dos pensamentos, memorizando, trabalhando, divertindo-se, lidando normalmente com a tristeza e com as contrariedades, celebrando quando houver o que celebrar e conectando-se ao sagrado com frequência. Parece bastante e talvez não seja tudo. 

Abro um parêntese apropriado aqui para resgatar uma verdade muito antiga: quando energeticamente se procurava derrotar um quadro doentio e se dava a isso o nome “benzedura”, o ato de “benzer”, na verdade era “vencer”, termos que chegaram à língua portuguesa através da cultura árabe na Espanha. Então “benzedura”, e “benzer” pronunciados em espanhol (onde o “v” se faz “b” e onde o “z” se faz “c”, dá no que deu. Vencedura era a prática de ganhar a batalha contra o que estava por derrotar a vida. Vencedura! Vencer o que? A doença, o mal!

A doença é assim chamada porque aparece dói. Poderia ser chamada de doeção. Como não existe a palavra doeção, promover dor ficou entendido como doença. Ela está para a dor assim como a crença está para o ato de crer. Como não existe a palavra creção, se diz crença para o ato de crer. Quando dói, trata-se da manifestação da doença. Quando cremos, trata-se da manifestação da crença. Apesar de existirem doenças sem dor, toda a doença ficou assim chamada quando se trata de um quadro anômalo à saúde.

A partir de quando dói é porque a anomalia passou do plano energético para o plano físico. Enquanto no plano energético ela se manifesta pelo desconforto da ansiedade, do medo, da apatia, da euforia, de uma carência indefinida, de uma insatisfação escondida, da queda da autoestima, da falta de motivação ou da premeditação que se transforma em preocupação. E na maioria dos casos a supressão dos sintomas físicos não significa a cura. Exemplo: um remédio de alto poder contra a dor, traz alívio mas não promove a cura. Aqui estamos diante de um novo paradigma médico. Quantas vezes o diagnóstico está absolutamente correto, o remédio e suas dosagens estão absolutamente corretos. Mas a cura não ocorre. Este é o ponto. A doença está além do biológico.

Logo, a cura é algo mais que a supressão dos sintomas físicos, como a dor, a inflamação, a inchação, a infecção, o tumor... Quando suprime, ok, funcionou. Mas, ainda assim não autoriza entender como cura.

Hoje, com os conhecimentos de que se dispõe, principalmente os ligados aos chakras e à rede neural que se estende por todo o corpo com a função de levar e trazer informações a todas partículas do corpo, tendo o cérebro como central receptor e à mente como central de gestão, e tudo no campo das emanações energéticas, vamos chegando cada pouco mais perto do que significa para a vida a força mental, a vontade, a convicção, a fé. Tudo como energia, até mesmo o remédio, na trajetória do que esta força pode propiciar ao nosso corpo biológico: curando ou provocando doença.

Uma mente perturbada e turbulenta inunda o corpo com más energias. Uma mente equilibrada e harmônica inunda o corpo com boas energias. E já se pode afirmar que a expressão “vai e não peques mais”, utilizada recorrentemente por Jesus sempre que promovia a cura de alguém, era como dizer, “viva e não contamines os teus sistemas mentais”, “viva e não te tornes indigno de ti”, “viva e não inunde suas células com energias de culpa, remorso, ódio, vingança, medo”.

E aí vem a informação científica como comprovação: o sistema límbico (associado à hipófise) é o que responde pela administração hormonal. É uma maravilha no cumprimento de suas funções (uma das quais a imunidade) quando sem interferências causadas por medo, remorso, tristeza, raiva, mágoa...

Começamos a entender o papel da fé como assessora da mente, não é mesmo?

Nenhum comentário:

Postar um comentário