segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

1634-A Cura Espiritual e pela Fé


O que seria a fé?
Fé compacta – como já foi apresentada -, é aquela melhor demonstrada por Jesus como demonstrou em toda a Sua passagem pela matéria, inclusive quando do instante da sua crucificação, atestando confiar integralmente no Pai, a Ele entregando seu espírito na hora extrema. O seu exemplo ficaria como um marco pelo resto da eternidade para os Espíritos que dependem da direção deste Mestre para enxergarem a Luz.
Fé é também o que ocorre com o passarinho cuja mãe (no instante certo) empurra-o para fora do ninho e ele, simplesmente, tem fé no ar, abre as asas pela primeira vez e sai a voar.
Fé também é o que ocorre com o neném no ventre da mamãe que, sinalizado pelos hormônios presentes percebe que chegou a hora de nascer e coloca todas as suas pequenas forças a serviço do parto. E, de fato, parte. Não é à toa que o ato de nascer ou parir leva o nome de “parto”, trata-se, mesmo, de uma partida no rumo da vida biológica independente, embora comece sob extrema dependência da mãe ou de quem faça as suas vezes.
Já vimos de tudo em meio século de jornada estudiosa dos fenômenos ligados à fé e aos espíritos, desde pessoas que sempre se mostram inundadas pela fé até pessoas que dela não se valem porque não acreditam e até zombam. No fundo não creem nem mesmo em si próprias. No ponto intermediário entre os dois extremos iremos encontrar aquelas pessoas sem fé que diante da ameaça de um diagnóstico de alta periculosidade se rendem, admitem e pedem ajuda. Esta também é uma volta para a vida, como tratamos na postagem nº 1631.
Sobre a fé, de um lado, falam os religiosos, as Bênçãos Divinas nunca falham para quem crê e é ela que clareia os caminhos e remove montanhas de obstáculos porque, segundo creem, é de lei que tudo conspire no Universo em favor dos tarefeiros de boa vontade, a fim de que se concretize no nosso mundo o Reino de Deus ou Reino dos Céus prometido por Jesus. Note que estamos falando do mesmo reino porque ele recebeu dois nomes nos próprios discursos de Jesus ou decorre da forma de escrever dos evangelistas. Quero crer que nos Céus (inundando o Universo) está o Reino verdadeiro de Deus, inteiramente energético. E aí o discurso de Jesus fica completamente claro. É o Reino de Deus e está nos Céus, mas abrange tudo e também o que chamamos de terra.
Ainda sobre a fé, por outro lado, dizem os aliados da ciência que as minúsculas células de tudo o que é orgânico são conjuntos programados para atuar dentro do seu sistema. Os estudiosos do Genoma conheceram o mapa, mas ainda não conhecem a inteligência que construiu a obra que foi mapeada. O homem consegue mapear a folha de uma árvore e até mesmo destruí-la, mas não consegue criar uma nova folha. Quem sabe, um dia, como aliados do Autor da Vida consigamos até mais do isso, mas nunca do modo atual, como substitutos ou adversários do Autor da Vida.
Sobre a fé quero dar um testemunho pessoal recolhido nos idos de 1950. Um casal jovem havia tido seu primeiro filho e eram agricultores desbravando terras cobertas por florestas, o que faziam derrubando as árvores, encaminhando a madeira para as serrarias e aproveitando muita coisa como lenha. Nesse dia, o marido saíra justamente para receber parte das tábuas que iriam compor sua nova casa de moradia e a mulher foi para o roçado levando o filho, uma caixa onde ele ficaria dormindo ou brincando enquanto ela iria derrubar mais algumas árvores. Tudo corria bem até que um pé de vento desviou o rumo de queda da árvore e ela foi se abater exatamente sobre a caixa onde estava o bebê. Esta mulher possuída pela fé de que poderia salvar seu filho, agarrou a árvore com a força de um trator e a afastou de sobre a criaturinha.
Claro, ela ainda em estado de choque tremia muito, perdeu as forças, precisou sentar-se, mas estava feliz. A tragédia havia sido apenas parcial, o bebê estava íntegro, apesar da caixa ter-se quebrado toda.
No dia seguinte três homens foram necessários para mexer com a árvore do lugar. O que pensar? O que dizer?
Como levar o feito dessa mulher para o interior do corpo humano onde um grupo de células entram em desarmonia e produzem um tumor?
Tome-se o programa energético que determina a ação de uma ou de muitas células e procure imaginar que a mente humana, em situações especiais, pode criar interfaces com este programa e acelerar ou retardar metabolismos e aí começamos a ter a resposta para a força incomum da mãe no roçado ou para explicar porque uma benzedura, mesmo sem conhecer o diagnóstico, afasta a doença.
Sem querer criar um novo conceito para a fé, seria ela a convicção de que, sim, eu posso. E aí vem Jesus e arremata: “a tua fé te curou”. “Vai e não peques mais”, também ouvimos muito de sua boca, onde o pecado entra como gerador de falsidade e perda de poder, indignidade, impotência. Nesse caso, o doente entrega os pontos e o futuro de seu quadro é, mesmo, a sepultura porque nem mesmo a química funciona em suas células. Tornar-se um desenganado dos médicos é exatamente isso: as células não respondem aos impulsos da química. Mas, talvez respondam aos impulsos da energia, pois que tudo é energia, antes de ser matéria. Podemos ir por aí?

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