sábado, 20 de dezembro de 2014

1639-A Cura Espiritual e pela Fé


Pontes sobre o abismo

Terminamos o capítulo anterior com uma simples metáfora construída de improviso por um sábio não alfabetizado, que os doutos da ciência e da filosofia começam por compreender e por aceitar que temos de simplificar as razões básicas da existência. No passado e ainda hoje, dos centros de poder (totens, montanhas, árvores, pedras sagradas, locais místicos, imagens, santuários) brotam nas pessoas forças que ainda não têm explicação. Esses centros de força simbolizavam o centro do mundo para o homem não civilizado e simboliza aquilo que não desenvolvemos em nós por conta da repressão religiosa.

Tomemos como verdade que o centro do mundo começa no meio do peito humano, porque é dali que também sai o fio prateado, que se estuda com Kardec, e é por esta conexão que o homem chega a Deus ou traz Deus para dentro de sua alma, como pede o pajé. Ao assim proceder, acaba-se a separatividade, a fragmentação, ou seja, dá-se a religação, a recola, o remendo, a reemenda, faz-se o remédio, o meio (de ligação) é refeito. Sem delongas: a alma volta pra casa. Ao voltar para casa o aparelho biológico que a serve é reparado, retorna do caminho da degradação representado pela doença. A ciência ainda não aceita isso porque no currículo das faculdades de biociências este conteúdo ainda não figura. Mas, figura o efeito placebo, muito mal interpretado. Digamos que seja o primeiro degrau.

O homem é aceito no laboratório do Deus Cientista; é o homem que se nega a aceitar Deus no laboratório dos homens. Se nega, não, os financiadores da universidade interessados na química como único caminho da cura, restringem financiamentos para estudos sobre a cura energética.

O leitor percebe uma preparação que, capítulo por capítulo, vem sendo feita para que possamos dar um salto e começar a trazer a baila a questão da Consciência propriamente dita, o “Self” (maiúsculo, segundo Rhoden) que é visto pela ciência como Inconsciente. Mas, ainda há uma informação relevante antes do passo ao degrau de cima. Esta informação tenta decodificar para você os memes. Há autores que preferem grafar com maiúsculas: MEMES. O que seriam os memes ou MEMES?  Radicalmente, entenda-os como vírus. Se os sistemas de crenças e valores meu e seu não estiverem fortalecidos, blindados por uma boa higiene mental, por uma elevação de propósitos, por intenções abertas, sem necessidade de esconder sentimentos, e calcadas na verdade real, corremos sérios riscos de os memes ou MEMES virem se alojar e morar e fazer história em nossa mente humana e espiritual. Contaminados vemos como “isso é normal”, “tudo mundo faz assim”, “não há outro jeito”, “agora é moda” ou “como sei é que é certo". Entendeu o que é um vírus cultural, intelectual, comportamental, reacional, paradigmático?  Aqui entra o poder da indústria química dentro dos processos universitários.

Pois, eles existem, se chocam com nossas blindagens toda hora via mídia e vira “cultura”, através de “sugestões” vindas de formadores de opiniões como, por exemplo, por influência das leis, daquilo que aprendemos na escola, da deturpação de valores velhos e da insinuação de valores novos, porém sem compromisso com a vida; o compromisso é com o lucro. E quando nós os absorvemos como valor-MEME, céus! Haja “antibiótico” espiritual para matar o vírus!

Então, leitor, cuidado com os memes/MEMES sejam eles grafados em minúsculas ou maiúsculas, não importa. Contaminam e inviabilizam a evolução de uma alma. Os radicais religiosos e os radicais cientistas que se negam a subir um degrau para ver a ciência de Deus manifesta para além das rígidas regras do passado, precisam eliminar memes/MEMES.

Fim desta série.

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