domingo, 28 de dezembro de 2014

1647-Xamanismo, a Arte do Êxtase


Introdução

O enigma da vida e da morte sempre fascina. Viver é sinônimo de criatividade e essa qualidade caminha ao lado das ideias, das artes e das ciências. São temas que mexem com o inconsciente de todos, ao menos daquelas pessoas que costumam questionar e questionar-se. Qual é a relação entre talento e ato criativo, entre criatividade e morte? Quais foram as primeiras ideias criativas do ser humano? Com que recurso ou técnica contou o nosso antepassado? Com a palavra do Divino? Como os nossos antepassados entraram em contato com o Divino, segundo indicações de seus textos, que o afirmam com tanta segurança? O Divino veio numa nave do céu? Ou foi no céu de sua mente? As perguntas, que são muitas perguntas, e as desconfianças, que são naturais, prosseguirão. Graças a isso o espírito pesquisador irá buscar respostas mais precisas, pois foram as crenças imobilizadas que levaram as instituições a matar e a torturar durante milênios, afirmando o que “Deus disse”.

E estamos de volta às perguntas: disse para quem, como e em que circunstâncias? Os livros não possuem as respostas que procuramos. Quanta gente abandonou a religião de seus pais porque ali não havia respostas, só perguntas?

Estamos no alvorecer de uma nova era, em que a tecnologia nos permite ir à Lua, enviar foguetes teleguiados a Júpiter, instalar telescópios e sondas lá nas alturas imensas e anuncia a medicina das clonagens e das interferências no DNA, dos genomas, dos transplantes, dos alimentos geneticamente modificados, das células tronco, indicando que estamos transcendendo limites nunca antes pensados aqui e ali com relação à matéria. Então deveríamos estar aptos a avançar por limites nunca antes pensados quanto às perguntas não respondidas que continuam sendo tema de decepção nos campos religiosos? Sim ou não?


O SER HUMANO criando novos humanos – cremos que da mesma forma como fomos criados um dia – é a maturidade da raça humana mostrando sua capacidade fecunda, a de CRIAR raças? Ao chamarmos DEUS de Criador, será o Deus conhecido ou Deus é mais que isso, transcende a criação humana, sendo causa primeira de algo que nem sonhamos?

Uma coisa é certa. A Humanidade está em vésperas de repensar as suas crenças, que envelheceram e já não servem mais ao discurso mofado dos pregadores que assumem a intermediação religiosa.

A FÉ não é abstrata. Ninguém acredita quando recebe um convite para acreditar. A fé é sentida, vivenciada e, portanto, calcada em evidências, se possível em provas concretas. Mentiram tanto a tantas pessoas, que hoje quase toda a humanidade está buscando a FÉ que foi perdida em algum lugar de nosso passado. É pena que, para a maioria dos procuradores da FÉ, o caminho acaba outra vez na mentira ou simplesmente o caminho acaba. Seria isso uma necessidade humana? A descoberta não vem pela via do ensino? Vem pela revelação? É por isso que poucos são fecundados?

Repete-se aqui a realidade das sementes que a natureza esparge e apenas uma minoria fecunda? Fecundar para ser a resposta. E a resposta requer um retorno.

Perdemos o elo da ligação com o conhecimento de RAIZ, onde tudo pode ter começado. Achar o elo perdido há quem conceitue como religar, de onde advém o termo religião e parece fazer sentido. Mas é possível religar sem, necessariamente pertencer a uma religião, onde, em geral, iremos encontrar interesses, facções, conveniências, posses?

A pior coisa do mundo, que pode acontecer a uma pessoa, é ser enganada em sua crença no Divino. A isso já houve quem dissesse tratar-se da PERDA DA ALMA. No geral, toda a perda de RAIZ implica em perda da ALMA. A árvore sem raiz seca, morre, não é árvore, é madeiro.

Aqui não iremos fazer uma defesa do xamanismo, até porque ele não carece de defesa, não é uma religião, não tem filiados, não elege dirigentes, nada recebe, nada paga, não edifica templos e não tem necessidade de prestar contas ou ser julgado. O que acontecerá nas linhas seguintes, é a tentativa de análise, abstração, síntese, com o objetivo da compreensão. É a busca da VERDADE. De uma parte dela.

Se esse trabalho acrescentar conhecimento útil, ótimo, que o conhecimento seja utilizado e contribua para o crescimento evolutivo da raça humana. Caso contrário, continuemos a senda de aperfeiçoamento através de outros meios e outros caminhos.

A informação liberta. Quando é verdadeira. Você vem?

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