terça-feira, 30 de dezembro de 2014

1649-Xamanismo, a Arte do Êxtase


Quem é o que faz o Xamã?


O XAMÃ é aquele ser humano que consegue entrar, manter-se, e sair dos estados alterados de consciência, trazendo ensinamentos e curas para si e para os outros, com técnicas exclusivas, tendo à sua disposição espíritos, seres ou entidades, que quando chamados o atendem prontamente. Conhece a Lei do Som, das vogais comuns a toda a humanidade, como força criadora de tudo o que existe na Terra. Reconhece a evolução da linguagem como meio de comunicação, levando à compreensão da realidade, ampliando os limites das fronteiras da mente.

Não se nasce Xamã – torna-se um deles, pois não é uma profissão, como ser médico, em que se pode desistir quando queira. Depois que se é Xamã, nunca mais se deixa de ser Xamã. Não se é xamã por indicação, convite ou oportunismo. Na realidade não se decide ser xamã. Se chega a Xamã mediante um despertar, uma descoberta, uma revelação.

Existem algumas referências naturais como justificativas que o confirmem Xamã:
1 – Ter antepassados com este dom (entendo que deva o revelado ter maior probabilidade pela força da genética), que no decorrer da vida deverá se manifestar, confirmando-o como herdeiro do DOM;

2 – É considerado como sinal quando o revelado se auto cure ao passar por uma doença grave ou uma prova moral muito forte;

3 – Ser aceito como discípulo de um pajé ou xamã mais velho, que irá lhe ensinar algumas técnicas para desenvolver seu dom.

Ser um xamã não é, como em nossa sociedade urbana, ser um professor, terapeuta, um médico especialista que faz diagnósticos e receita ervas, indo depois da consulta para casa ou clube do bairro, ou ainda um bom ouvinte dando palpites ao que escuta. O XAMÃ CURA algo específico com um dom (paranormal), tem uma arte e a domina.

Na nossa cultura o que mais se aproxima dele é o médium, o paranormal, mas mesmo assim é diferente, pois o xamã não depende somente dos espíritos ou elementais, ele os interioriza tornando-os parte de seu ser, como qualidades SUAS em circunstâncias tais que dispõe delas permanentemente.

Convém citar que numa aldeia existem, além do xamã ou pajé, os raizeiros, e também os aprendizes de raizeiros e amigos do xamã, assim como existem os muito velhos que somente trabalham se quiserem e são consultados em alguma dificuldade. Interessante que quando morrem nenhum nativo diz que morreram, mas que viajaram e vão demorar a voltar.

Hoje, dada a urbanização dos seres humanos, passaram a existir os Xamãs de asfalto atuando não propriamente em salas fechadas, mas em ambientes naturais com boa interação com a natureza. Eles serão enfocados mais adiante nesta série.

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