sábado, 26 de dezembro de 2015

1826-Se fôssemos máquinas


Os sete centros da máquina humana

Introdução

Deslumbrados com o desempenho das máquinas inventadas ou descobertas por eles, os homens insistem em chamar o coração, os rins, os pulmões, enfim os sistemas humanos, de máquinas. Maquinismo, mecanicismo, materialismo, conhecimento cartesiano ou newtoniano, são muitos os rótulos que se dão, inclusive para o Universo, para o Sistema Solar.

Tudo bem, as crianças também olham para suas mães como máquinas capazes de lhes servir, entre outras coisas, o leite que emana de seus seios, coisa que os adultos também fazem diante de uma bomba (máquina) de chope, de gasolina, de sorvete... Uns e outros se satisfazem com o líquido que brota, na maior parte das vezes sem mesmo perguntar como é que o leite, o chope, a gasolina e o sorvete chegam ali na “torneira”.

As máquinas maiores, como se fossem sistemas, vão abrigando dentro de si máquinas menores. A grande máquina humana tem em si outras máquinas, como já citamos: coração, rins, etc. O Universo macro também. Neste mesmo Universo habita outro universo, chamado homem – ser humano – completamente energético. E nele, pelo menos, sete centros que controlam a “máquina” humana, que prefiro chamar de sistema.

É fundamental entender os temas que virão e, principalmente, para entender e colocar em prática as técnicas de autoconhecimento e mudança interior para melhor.

Nosso corpo possui determinados centros de controle que são responsáveis por exercer determinadas funções físicas e psicológicas.
São sete os centros principais que controlam o sistema humano, sendo dois centros superiores, dois intermediários e três inferiores.

O ser humano tem espantosas possibilidades de desenvolvimento interior, a ponto de conseguir ter uma ordem perfeita dentro de si, com todos os demais cinco centros perfeitamente equilibrados e harmoniosamente “conectados” aos outros dois centros superiores.


Um ser humano assim tem total domínio de si mesmo, é senhor dos seus processos psicológicos e das suas emoções.

Os outros cinco centros são indispensáveis à nossa existência como auxiliares de nosso desenvolvimento e evolução.


Cada centro trabalha com o tipo de energia que lhe corresponde e o uso excessivo de qualquer um dos centros, que é o que podemos chamar de abuso, esgota ou empanturra uma pessoa, podendo mesmo levá-la a um colapso das suas funções. Atrofiados estes centros, ocorre um tipo de colapso. Superdimensionados estes centros, temos outro tipo de colapso.


Tomemos como exemplo o nosso estômago: vazio nos debilita; cheio demais nos congestiona.

Os sete centros

Os centros superiores:

Centro intelectual: localizado no cérebro, este centro trabalha com a Energia Mental, e é responsável pelos processos relacionados ao raciocínio, à análise, a telepatia, a intuição, a mediunidade, etc. Quando uma pessoa está estudando ou raciocinando para resolver um problema, está utilizando energia do centro intelectual, conhecida como Energia da Mente. Nas pessoas espiritualizadas é uma Energia em relativa associação com a Consciência, que é a memória da alma. Neste caso, acabamos de falar do Chakra Coronário, localizado no topo da cabeça.

Centro sexual: localizado no final da coluna vertebral, entre o ânus e os órgãos sexuais. Trabalha com a Energia Sexual, que é a energia mais poderosa de todas. Tão poderosa que é a única energia em toda a natureza que tem o poder de criar a vida, conhecida como Energia Kundalini. Quando usada para o bem, irradia-se para o Universo através da Energia Mental. Quando usada para o mal, irradia-se para o Chakra Sacro e pode transformar-se em mania sexual. A Energia Kundalini não se faz poderosa apenas na reprodução, que é um dos seus fatores. Ela também direciona a mente humana para os êxtases, sendo o êxtase sexual o primeiro degrau. Nas pessoas comuns, limitadas, conduzidas por costumes, hábitos, rotinas, devido à sua condição psicológica e espiritual limitada, os dois centros superiores estão como que “desconectados” do processo maior do ser humano. Quando conectados os dois, temos a genialidade. Acabamos de falar do Chakra Fundamental, já localizado no corpo.

Intermediários: 

Centro motor: localizado na parte superior da coluna vertebral (base do crânio), este centro controla os movimentos que fazemos. Os músicos, os atletas e todos quantos fazem das mãos e dos pés movimentos de alta precisão, aprimoram a chamada Energia Física. Nesta região do corpo também fica a central controladora dos hormônios, das dosagens hormonais que respondem pelo nosso bem-estar ou mal-estar. Uma lesão, por exemplo, na coluna pode comprometer seriamente o controle dos movimentos dos membros e do corpo. Acabamos de falar do Chakra Frontal que ocupa seu lugar na testa como se fosse um terceiro olho formando um triângulo em pé. 

Centro emocional: é um centro de controle dos sentimentos e emoções que, quando pelo viés do Amor, aciona a Energia Kardias, a segunda mais potente, que se irradia para os chakras Laríngeo e Frontal, inundando procedimentos de amorosidade. Quando, porém, é usada pelo viés do desamor ou quando tomado por susto ou ameaça, inunda o chakra Plexo Solar, seu vizinho (região do umbigo), que é quando sentimos “frio na barriga” ou “dor na boca do estômago”. Acabamos de falar do Chakra Cardíaco, localizado junto ao coração.

Centro restaurador: é um centro destinado a servir tanto aos dois centros superiores, como aos dois centros inferiores, tal é o seu poder de inundar com ectoplasma quando acionado e não apenas quanto ao próprio corpo, pois serve também, através do Sacro, como doador em favor de outra ou outras pessoas. Acabamos de falar do Chakra Plexo Solar, localizado junto ao estômago.   

Inferiores: 

Centro instintivo: este centro não tem uma localização definida, pois controla os instintos naturais do ser humano como o instinto de sobrevivência, instinto materno, instinto sexual, etc. e, como se vê, percorre e inunda outros centros. É mais provável que sua localização seja paralela ao centro restaurador e sua energia se chama Energia Ectoplasmática. Acabamos de falar do Chakra Sacro, possivelmente abaixo do fígado.

Centro Egóico: este centro também não tem uma localização muito específica, eis que inunda o centro emocional, o centro intelectual, o do instinto, o sexual e o mental e serve como instrumento para a fala. É pela fala que nos tornamos inconvenientes para a vida. O silêncio é de ouro, a palavra é de prata. O silêncio edifica, a palavra mata.

Esses dois centros inferiores devem ser trabalhados para se anularem completamente e serem absorvidos o Instintivo pelo Restaurador e o Egóico pelo Emocional. Com isso, nossa fala passa a ser terapêutica e nosso ego amoroso.

Infelizmente devido aos nossos já conhecidos defeitos psicológicos, também chamados de ego e superego, ao serem usados em suas funções originais eles atrapalham os demais centros o que causa o mau funcionamento físico, emocional e psicológico.

Ao se direcionarem para o bem, para a comunidade, para o coletivo, estes centros inferiores são sugados e desaparecem.

As enfermidades de todo tipo têm origem na sua excessiva influência sobre os órgãos do corpo. A criminalidade tem origem aí, os chamados maníacos sexuais se fazem com a deturpação da elevada função do prazer apenas carnal.


O ego atua nos demais centros a cada instante, abusando da energia destes centros, controlando e desgastando os sistemas humanos.

O mais incrível de tudo é que ninguém sequer suspeita do que está ocorrendo em si mesmo, em seu próprio mundo interior, físico e psicológico. Apenas sofre as consequências sem saber as causas.
Mas a partir de agora isso pode começar a mudar.

Existe em nós um sentido que está atrofiado pelo desuso. Trata-se da Auto-observação. Com esse sentido podemos perceber a atuação dos defeitos psicológicos em cada centro e, percebendo isto, podemos eliminá-los através do que chamamos morte psicológica, também conhecida como morte mística ou ainda morrer psicológico.

Os temas da Auto-observação e da Morte psicológica serão explicados em detalhes em próximas postagens, e são imprescindíveis para o autoconhecimento e para a mudança interior.


Toda energia pode ser usada para o bem e para o mal. Quando uma pessoa descobre para o que está usando sua energia, tem início o processo evolutivo melhorador, que tem início na auto-observação.

Até a próxima semana.

sábado, 19 de dezembro de 2015

1825-Roma investiu no diabo


Como chegamos ao demônio

Introdução

Estamos em 2015, percorridos, já, 15% do século XXI, apontado como a era da tecnologia, da razão e da ampla circulação de conhecimento, da descoberta de outros planetas capazes de abrigar vida como a que temos aqui na Terra, com a ciência praticamente se curvando às evidências da existência de um Inteligência Superior responsável pelo que entendemos por Leis Universais onde cabem a Matemática, a Física, a Geometria, as Astronomia, a Química e muitas outras ciências descobertas pelo homem. Não inventadas, descobertas.

O que muito nos assusta é que ainda temos quem sabe metade da população planetária imaginando que a figura mítica do demônio tenha espaço na explicação do mundo ou no próprio imaginário das pessoas.

Não é de rir, é de chorar, que em milhares de templos ainda existam pregadores amedrontando seus ouvintes com a figura do diabo, satã, satanás, demônio e tantos outros nomes que são dados para a figura adversária de Deus. Como se Deus precisasse de adversário. Ora, pois, pois.  

Entretanto, uma recente pesquisa demonstrou que o número de exorcistas, clérigos responsáveis pela expulsão de demônios cresceu muito. São pessoas ligadas às mais diferentes correntes religiosas, credenciados por seus bispos e com um crescendo que nos assusta.

De fato, desde que o mundo é mundo, observamos que as culturas ocidentais e orientais elaboram formas de justificar as mazelas que nos afligem. Nesse esforço, a construção de uma figura maligna, acaba assumindo os valores morais e os comportamentos de menor prestígio em nossa cultura. Nas religiões cristã, judaica e islâmica, o mal encarna a figura de um indivíduo que se opõe a Deus e busca atormentar a vida de todos os seguidores de tais religiões.

Nisso, as pessoas encontram justificativas para os desvios comportamentais.

Como a missão deste blog é fazer o possível para emancipar espiritualmente as pessoas que nos leem, só nos cabe metralhar estas bobagens e libertar essas pessoas. Vamos, então, aos fatos.

A história do diabo

Para muitos especialistas, o desenvolvimento da figura diabólica é fruto de várias dualidades que permeiam o cotidiano do homem. O belo e o feio, a sorte e o azar, o certo e o errado, a vida e a morte, o batizado e o pagão, o cristão e o bárbaro, compõem jogos em que um lado assume significação positiva e o outro, necessariamente, uma posição completamente negativa.

Dessa forma, não se enganem aqueles que acreditam que o universo demoníaco seja um traço singular às três religiões anteriormente citadas.

No século VI a.C., o profeta persa Zoroastro realizou a descrição de um ser chamado Arimã. Segundo as suas palavras, Arimã era o “príncipe das trevas” e travava uma eterna luta contra Mazda, o “príncipe da luz”. Segundo historiadores, esse valor da religiosidade persa acabou sendo incorporado pelos hebreus durante o famoso Cativeiro da Babilônia. Naquele instante, a interação com a cultura estrangeira deu origem ao “satan”, termo que em sua tradução literal significa “acusador” ou “adversário”.

Em um primeiro momento, o demônio hebraico não assume a postura estritamente aterrorizante que reconhecemos no cristianismo. Em várias passagens do Velho Testamento, ele surge como uma espécie de colaborador que recebe a autoridade divina para punir ou testar os fiéis seguidores de Javé. O sofrimento de Jó, que perdeu todas as suas terras e ficou adoentado, exemplifica esse tipo de postura que o demônio assume inicialmente no texto bíblico.

Por volta do século II a.C. a figura do demônio aparece em alguns textos apócrifos da tradição religiosa judaica. Se assumir uma feição muito bem definida, os demônios são apresentados como seres malignos que desorientam os indivíduos e os levam a cometerem atos deploráveis. É nisso que os analistas se apegam para afirmar que a invenção do diabo funciona como o vício para as dependências. “Eu não quero, mas é mais forte do que eu”.

No final das contas, o lado mais sombrio do imaginário religioso judaico esteve concentrado em descrições sobre o fim dos tempos. A fama do diabo apareceu mais tarde, com o aparecimento da religião cristã.

Chegando aos textos do Novo Testamento, autores como São João e São Paulo dedicam linhas e mais linhas em terríveis batalhas em que o Diabo trava uma intensa guerra contra Deus. Nesse instante, de criaturas efêmeras e indefinidas, os demônios passam a fazer parte de uma legião de seres espirituais malignos chefiados por um líder supremo, chamado Satã ou Lúcifer. Em uma dessas batalhas, podemos destacar uma descrição em que Lúcifer e um terço dos anjos são expulsos dos céus.

No início do cristianismo vários cristãos acreditavam que o demônio assumia a feição dos gladiadores e leões que os trucidavam nas arenas romanas. Somente no século IV, um concílio na cidade de Toledo descreveu minuciosamente o Diabo como um ser composto por chifres, pele preta ou avermelhada, com rabo e portador de um tridente. A partir de então, os relatos sobre experiências demoníacas ganhavam força em uma nova leva de narrativas.

Assim, a figura do demônio assumia formas e logo seria portador de uma gênese individualizada. Em 1215, o Concílio de Latrão determinou que o Diabo e os demônios eram criaturas criadas por Deus que, por conta de suas opções particulares, preferiram se desviar da autoridade divina. Nesse contexto, ao mesmo tempo em que o inimigo se tornava claramente reconhecido, outras histórias falavam sobre pessoas que se entregavam ao temível lado obscuro.

Desse tempo em diante, acentuadamente o sexo passou a ser associado às tentações demoníacas a ponto de Freud concluir que todos os males humanos tinham raiz na repressão sexual.

Põe na conta dele

É isso mesmo. Tudo o que o mau caráter humano desencaminhado por falta de uma orientação espiritual condizente com o que é o Ser Divino Que Somos, repito, tudo o que se fazia na contramão das Leis Divinas, dava-se a culpa para Satã. Pura justificativa para não assumir seus próprios erros. E o pior: com a indulgência comprada junto as igrejas. Contribui para Deus e Deus te premiará, te resgatará.

De acordo com pesquisas mais recentes, também a disseminação dos cultos aos demônios surge, justamente, no efervescente século XIV, em companhia das indulgências vendidas. Em alguns países da Europa, a ordem dos Luciferinos pregava a ideia de que o escolhido de Deus era Lúcifer, por esse ter sido primordialmente designado como “o anjo de luz”. Na Itália, uma seita conhecida como “La Vecchia Religione” (A velha religião) organizava missas onde o pão consagrado era oferecido para os ratos e porcos.

Na Idade Moderna, o demônio era o maior acusado de conduzir as pessoas a praticar os atos heréticos combatidos pela Santa Inquisição. Manuais de exorcismo detalhavam ricamente as manifestações e formas de se expulsar o capeta, mediante pagamento. Em vários casos, reforçando o ideal de fragilidade da condição feminina, as freiras apareciam em público tomadas por demônios, pronunciando várias ofensas contra Deus e os homens santificados pela Igreja.

Após o Iluminismo, vemos que a preocupação com o demônio ganha uma ênfase menor mediante a disseminação das explicações científicas, principalmente no campo médico. No final do século XIX, a literatura romântica passou a incorporá-lo como um ser que representa a capacidade de o homem raciocinar livremente. Um dos mais conhecidos exemplos dessa outra significação aparece na obra “O Fausto”, escrito pelo alemão Johann Wolfgang Von Goethe.

No século passado, a relação entre o demônio e o poder de rotular padrões acabou sendo sistematicamente explorado na criação de boatos sobre artistas e celeridades do campo musical. Em meio à explosão dos meios de comunicação, a demonização de certos conjuntos musicais e artistas se transformaram em um caminho certo para a fama, seja ela positiva ou negativa. Afinal de contas, nada é mais avesso ao diabo que a própria banalização.

Atualmente, enfrentamos uma dicotomia. Enquanto a descrença no diabo acaba alimentando um interessante debate entre os pensadores da cultura no sentido de que ser mau alimenta a fama, de outro lado o desconhecimento de Deus faz acreditar que o diabo é algo fundamental para que a sociedade reforce os seus limites éticos e morais. Desconstruir uma imagem do mal pode levar as pessoas a simplesmente ignorarem os comportamentos hediondos e assim todo o batalhão que ganha dinheiro na esteira do hediondo ficaria sem mercado. No fim das contas, acreditar nas forças malignas não deixa de ser uma forma de reforço às qualidades positivas do indivíduo do bem. Pode haver controvérsia, mas assim é.

Mitos e balelas sobre Satã

Ah, o capeta é tão incompreendido. E não que gostemos dele: por favor, não entendam errado (até porque ele não passa de uma metáfora), mas acontece que a imagem de Satã como o anjo caído Lúcifer, que nem era anjo, não é exatamente “oficial”. Nem é, muito menos um ser vermelho, com um tridente e chifres.

Na verdade, Satã seria um mero pecador que estaria destinado a sofrer no inferno eternamente, jogado num lago de fogo, e não reinar no submundo. Quem o trouxe para reinar entre os homens foram as igrejas. Para conhecer outros erros de concepção clássicos, confira conosco os maiores mitos sobre Satã. O primeiro: O Pentagrama.

Muito antes de estar relacionado com o ocultismo e o diabo, o pentagrama era um símbolo famoso entre alquimistas, e mesmo entre católicos era considerado sagrado, representando os 5 pontos onde Cristo teria sido ferido. Os Mórmons, por exemplo, consideram esse um símbolo sagrado e o utilizam largamente em sua arquitetura.

Entretanto, como aconteceu com a suástica nazista, que na verdade era um símbolo comum desde o Egito, o pentagrama foi associado ao desenho de um bode com chifres – supõe-se que pela primeira vez em 1897, no livro La Clef de La Magia Noire – e desde então foi associado a satanistas e bruxaria.

O segundo: a cabeça de bode também é bastante recente.

Apesar de haver citações aos ídolos em formato de bode, como em Levítico 17:7, a imagem é (novamente) uma distorção de Baphomet, deus da antiguidade que representa a virilidade, o qual um grupo de cultistas estaria adorando durante a Idade Média, causando a perseguição do Papa da época.

Entretanto, dos 231 cavaleiros templários acusados, que comporiam a ordem, apenas 12 admitiram (sob intensa tortura) reconhecer vagamente a imagem mitológica de Baphomet.

Já o nome Baphomet, em si, é uma adaptação feita pelo ocultista Eliphas Levi, que usou o nome e imagem dos deuses egípcios Banedbjedet e Amon.

O terceiro: os cristãos não se inspiraram em Pan para criar a imagem de Satã. Apesar das semelhanças serem inúmeras, das pernas de bode aos chifres, o filho do deus Hermes, Pan, não seria a inspiração para o Diabo, e sim para Jesus. Afinal, Pan era um deus do pastoreio e recebia rezas pedindo proteção contra ataques de lobos, podendo ser associado também ao “São Bartolomeu”, do cristianismo.

O quarto: o número dele não é 666.

O número, idolatrado, temido e reproduzido ao redor do mundo há séculos, não passa de um erro de tradução. Na verdade, o número do Anticristo é 616, e não 666.

Na verdade, também, ele é uma criptografia numerológica, ou seja, um código representado por um número, e o que 616 quer dizer é “Nero” – escuro, negro. Isso porque, nos tempos bíblicos, o temido imperador era considerado o próprio diabo encarnado, especialmente para os cristãos. Vem desta época o medo pela eleição de um papa negro.

Na escrita original do nome, em grego – Nero Kesar – sem vogais (NRWN QSR), o correspondente numerológico é 666. Entretanto, se traduzida em hebreu ou latim – as linguagens originais – é 616.

O quinto: Lúcifer e Satã não são a mesma coisa.

Na verdade, a única ocorrência do nome Lúcifer na Bíblia é em Isaías 14:12, que diz “Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações”!

Entretanto, de acordo com historiadores, a tradução do texto original em hebreu mostra que essa é uma metáfora para um rei da Babilônia que perseguia os Israelitas.

Entretanto, quando foi adotado pelos cristãos, o texto passou a se referir ao rei como um anjo, que teria caído do céu literalmente, e não apenas de seu trono, como o texto original dizia. É possível verificar os registros históricos do rei Helal, que, traduzido, significa “estrela da manhã” (Vênus), o mesmo que “Lúcifer” (como Vênus era chamada pelos romanos), comprovando a informação. Até então, Lúcifer não tinha nenhuma associação com o “capeta”, que também não é citado na Bíblia.

O sexto: a Igreja de Satã não cultua Satã.

Imagens populares para satanistas envolvem sacrifícios de animais e até humanos, beber o sangue de vítimas, realizar orgias e outros tipos de atos sexuais considerados tabus e magia negra, coisas que, de acordo com a Igreja de Satã, não fazem parte dos costumes de seus membros.

De acordo com o site oficial da “religião”, Satã é visto para eles como uma figura ficcional, que representa os prazeres e desejos carnais e a capacidade de conquistá-los no reino terreno, ou seja, uma figura para o materialismo, e não necessariamente para a maldade. “Satanismo não é feito para bobos, ele requer estudo, e não fé”.

O sétimo: a cruz invertida é um símbolo de respeito.

Na verdade, a cruz invertida não representa um escárnio da crucificação ou seu inverso. A cruz normal representa a humildade, já que São Pedro foi crucificado em Roma e pediu para ser colocado de cabeça para baixo, pois não merecia ser comparado a Jesus.

É por isso que há uma grande cruz invertida no trono e em vários objetos do Papa, representando a humildade, e não uma ligação estranhamente óbvia com o satanismo.

O oitavo; os demônios não seriam tão maus.

De acordo com o livro de invocação de demônios Goetia: A Chave Menor de Salomão (ou Lemegeton), o templo do Rei Salomão teria sido o mais inteligente e culto dos governantes, e conseguia se comunicar com homens, anjos e demônios com a mesma facilidade. Tanto que mandou os demônios mergulharem no mar e o mar ganhou o nome de Mar Vermelho.

O seu palácio teria sido construído com a ajuda de demônios, em especial um chamado Asmodeus, que, com mais 71 outros comparsas infernais seriam os responsáveis pela construção do templo do rei.

Entre eles, Buer, que ensina propriedades de cura e medicinais baseadas em ervas; Eligos, que aparece como um cavaleiro e pode revelar o futuro; e até Naberius, que é capaz de ensinar a arte da retórica e devolver posições de prestígio perdidas. Não parecem tão maus assim, não é verdade?

O Nono: não é o destino de Satã reinar no inferno.

Quando ele é chamado de “príncipe da escuridão” ou “príncipe do inferno” ou “príncipe das trevas”, o nome faz referência ao episódio fatídico no qual Cristo retornará e “destruirá” Satã. Entretanto, isso não significa matá-lo, e sim purificá-lo e levá-lo ao juízo, ou seja, ele sofreria no inferno, não como comandante. Seu destino, de acordo com a Bíblia, seria ser jogado num lago de fogo do inferno, não passando de outra alma amaldiçoada, como a de um humano pecador qualquer.

Penso que basta tudo isso para esclarecer um pouco mais, jogar alguma luz sobre a escuridão que encobre a figura mitológica do diabo assustando as pessoas.

Daemon - espírito protetor

A palavra “demônio” deriva de Daemon ou daimon (grego δαίμων, transliteração daímon, tradução "divindade", "espírito"), é um tipo de ser que em muito se assemelha aos gênios da mitologia árabe.

Etimologia da palavra: do Latin daemon ( “genius, lar, guardian spirit ” ), from Ancient Greek δαίμων ( daímōn , “dispenser, god, protective spirit”) De Latina daemon (gênio, lar, espírito guardião"), do grego δαίμων (daimon, dispenser, deus, espírito protetor").

A palavra daimon se originou com os gregos na Antiguidade; no entanto, ao longo da História, surgiram diversas descrições para esses seres. O nome em latim é dæmon, que veio a dar (por interesse de alguém (?) o vocábulo em português demônio e bíblico também.

Originalmente são deuses de determinadas entidades da natureza, como a Loucura, a Ira, a Tristeza, etc. Xenócrates associava os deuses ao triângulo equilátero, os homens ao escaleno, e os daimons ao isósceles.

Seu temperamento liga-se ao elemento natural ou vontade divina que o origina. Não se fala em “bem” ou “mal”. Um mesmo daimon pode apresentar-se "bom" ou "mau" conforme as circunstâncias do relacionamento que estabelece com aquele ou aquilo que está sujeito à sua influência.

Eudaimonia = felicidade

É isso mesmo que você lê. Eudaimonia ou aportuguesadamente eudemonia, e também entendido como eudemonismo é a junção do termo "eu" ('bom') e “daimõn” ("espírito"), que se traduz por felicidade.

Trata-se de um dos conceitos centrais na ética e na filosofia política de Aristóteles, juntamente com “areté” (geralmente traduzido como “virtude” ou "excelência") e “phronesis” (frequentemente traduzido como "sabedoria prática"). Na obra de Aristóteles, a palavra 'eudaimonia' foi usada (com base na tradição grega mais antiga) como equivalente ao supremo bem humano - sendo o objetivo da filosofia prática - incluindo a ética e a filosofia política – que define o que é esse bem e como pode ser alcançado.

As relações entre virtude de caráter (ethikē aretē) e a felicidade (eudaimonia) constituem uma das principais questões da ética, entre os filósofos da Grécia Antiga, havendo muita controvérsia sobre o tema. Em consequência, há também diversas formas eudemonismo. Dentre essas formas, duas das mais influentes são a de Aristóteles e a dos estoicos. Aristóteles considera a virtude e o seu exercício como o mais importante constituinte da eudaimonia, mas reconhece também a importância dos bens externos, como a saúde, a riqueza e a beleza. Já os estoicos consideram a virtude necessária e suficiente para a eudaimonia e, portanto, negam a necessidade de bens externos.

No plano teleológico, os gregos falavam de eudaimones (eu significando "bom", "favorável") e kakodaimones (kakos significando "mau"). Por isso, a palavra grega que designa o fenômeno da felicidade é Eudaimonia. Ser feliz para os gregos é viver sob a influência de um bom daimon. Assim é a forma como Sócrates se refere a seu daimon.

O leitor, assim, pode aquilatar que jamais a palavra daimon esteve associada a demônio. E se o foi, demônio nunca foi o diabo que nos ensinaram. A igreja de Roma trabalhou esta barbaridade possivelmente para aumentar a importância dos “vendedores” de “felicidade”.

Que venha o daimon

O conceito original, entre os gregos, da palavra daimon ainda os conecta aos seguintes resultados: (i) aos elementos da natureza, surgidos em honra aos deuses primordiais. Assim, há daimons do fogo, da água, do mar, do ar, da terra, das florestas, etc. (ii) a espíritos que regem ou protegem um lugar, como uma cidade, fonte, estrada, etc. (iii) às afetações humanas, de corpo e de espírito, tendo sido estes daimones criados depois. Entre eles estão: Sono, Amor, Alegria, Discórdia, Medo, Morte, Força, Velhice, etc.

Na antiga Grécia os daimons eram ligados a Deusa anciã Hékate.

O termo "daemôn", do gênio pessoal, usado por Sócrates quando ao contrário de seus colegas sofistas não abriu escola assim como não cobrou dinheiro por seus ensinamentos. Ele dizia que apenas falava em nome do seu "daimôn", do seu gênio pessoal, o que perfeitamente pode ser entendido como uma espécie de mediunidade.

A palavra "daimon", da qual fizeram o termo demônio, não era, na Antiguidade, tomada à má parte, como nos tempos modernos. Não designava exclusivamente seres malfazejos, mas todos os Espíritos, em geral, dentre os quais se destacavam os Espíritos Superiores, chamados de DEUSES, e os menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que se comunicavam diretamente com os homens e os obsediavam

Bibliografia:

CHÂTELET, François "Uma História da Razão"

SPINELLI, Miguel. "O Daimónion de Sócrates/ The Daímon of Sócrates". In: Revista Hypnos, Antiguidade Clássica. São Paulo, n.16, 2006, p. 32-61 - acessível em http://revistas.pucsp.br/index.php/hypnos/article/view/4777/3327

sábado, 12 de dezembro de 2015

1824-Quem eram os macabeus?


Por que os judeus negaram Jesus

Todos sabemos que apesar de anunciada a sua chegada em repetidas profecias de veneráveis profetas judeus, Jesus não foi aceito como o Messias esperado. Outro não houve. Os judeus pararam de esperar. Então como se explica isso? Os profetas se equivocaram ou os judeus perderam o bonde divino?

Alguns numerosos analistas entendem que o tradicionalismo judaico estragou tudo, uma grave espécie de fundamentalismo religioso, muito apegado ao que poderia ser mudado, mas que assim deste modo, pela radicalização sistêmica, a mudança não vem, não veio e talvez não venha jamais.

Contudo, para muitos estudiosos, a era dos macabeus é como uma “caixa-preta” escondida entre o término da escrita dos últimos livros do Antigo Testamento e a vinda de Jesus Cristo. Um período de cerca de 200 anos. Se incluirmos aí o período das filosofias gregas, esse tempo aumenta para 500 anos.

Da mesma forma que certos detalhes são revelados quando a caixa-preta de um avião é analisada após um desastre, podemos obter certo entendimento fazendo uma análise detalhada da era dos macabeus — um período de transição e transformação para a nação judaica. E, nesse caso, o desastre foi a passagem do Mestre Jesus pela história judaica.

Falava-se muito em Sabedoria, algo assim como uma supra inteligência anunciada, uma Pistis Sophia e aí já estamos entrando na gnose, que prosperou naquela mesma região no mesmo período que, como sabemos, coincide também com o surgimento dos filósofos gregos.

Que tempos, hein! Que privilégio haver vivido nos anos 500 antes e anos 200 depois de Cristo.

Ao que tudo indica, os judeus, por não estarem nem em Alexandria, nem no Cairo, nem em Atenas ou Roma, aparentavam não pertencerem ao mundo mais evoluído da época. Mas, os macabeus, sim, deixaram traços de uma espiritualidade bem desenvolvida. E cadê os macabeus?

Vamos aos fatos a respeito dos macabeus?

Quem eram os macabeus?

Que influência exerceram os macabeus sobre o judaísmo antes da vinda do predito Messias? O reverenciado profeta judaico, Daniel, contemporâneo dos macabeus, aborda isso em Dan 9:24-26: “Setenta semanas foram fixadas a teu povo e à tua cidade santa para dar fim à prevaricação, selar os pecados e expiar a iniquidade, para instaurar uma justiça eterna, encerrar a visão e a profecia e ungir o Santo dos Santos. Sabe, pois, e compreende isto: desde a declaração do decreto sobre a restauração de Jerusalém até um chefe ungido, haverá sete semanas; depois, durante sessenta e duas semanas, ressurgirá, será reconstruída com praças e muralhas. Nos tempos de aflição, durante essas sessenta e duas semanas, um Ungido será suprimido e ninguém será a favor dele. A cidade e o santuário serão destruídos pelo povo de um chefe que virá. Seu fim chegará com uma invasão, e até o fim haverá guerra e devastação decretada”.

Além de anunciar a mudança de índole que Jesus traria, além de anunciar a negativa judaica a Jesus, coube ao profeta Daniel, em pleno tempo dos macabeus, também, ao lado de outros profetas, falar da imortalidade da alma, um assunto para o qual os judeus nunca deram atenção. Em todo o pentateuco, que são os cinco livros principais, que os judeus chamam de Torá, Moises não cita uma única vez a alma.

O judaísmo chassídico, de onde nos vem o chassidismo, judaísmo hassídico ou hassidismo (do hebraico חסידים, Chasidut para os sefardim; Chasidus para os asquenazes: "piedosos" ou "devotos") é um movimento surgido no interior do judaísmo ortodoxo que promove a espiritualidade, através da popularização e internalização do misticismo judaico, como um aspecto fundamental da fé judaica. Essa vertente não deixou de existir ao longo de praticamente toda a história judaica. E ressurgiu bem depois outra vez.

A verdade é que à época imediatamente anterior a Jesus ela existiu, mas foi sufocada pela truculência dos fariseus, defensores das tradições mais arraigadas, um verdadeiro e ativo fundamentalismo.

O renascimento do hassidismo

Dezoito séculos depois, no entanto, o uso do termo "chassidismo" ou "hassidismo", retorna e é aplicado à tendência desenvolvida, na primeira metade do século XVIII, na Europa Oriental, com o rabino Israel Ben Eliezer, mais conhecido como Baal Shem Tov, em reação ao judaísmo legalista ou talmúdico, mais intelectualizado. Mas isso é o retorno do pensamento que havia antes da vinda de Jesus.

Atribuem-se ao Baal Shem Tov o poder da cura e vários milagres, sobretudo no confronto com espíritos malignos, os quais ele teria vencido, usando como arma a fé e a alegria de viver. O rabino ia de aldeia em aldeia levando o alívio aos doentes e divulgando seus ensinamentos. Afinal reuniu seus seguidores em torno de um corpo doutrinário sistematizado, reconstituindo o hassidismo como uma disciplina de natureza religiosa.

O elemento central do hassidismo é a devekut, isto é, a união mística com Deus - uma metodologia espiritual que tem como meta libertar o ser humano dos reveses da vida terrena. Seus discípulos pregam que o Homem tem o poder de se desligar dos bens materiais e de tudo o que está relacionado ao mundo, por meio da prece meditativa, o daven, o qual pode conectar o indivíduo a Deus. O Baal Shem Tov admite a Shekhiná, ou seja, a presença divina em cada vida, como uma prova da compaixão divina pelo ser humano e por todas as suas criaturas.

Por outro lado, uma das lideranças mais significativas do hassidismo no século XIX, Menahem Mendel de Kotzk, representa a polaridade oposta, pois destaca a revolta diante das imperfeições do Homem e de seus sofrimentos. Sua ira o conduz ao conceito do tikun olam, a redenção do Cosmos.

O panenteísmo

As ideias opostas destes dois ícones do movimento hassídico imprimem nesta corrente a piedade alegre e compadecida, de um lado, e a busca implacável da justiça austera, do outro. O hassid, seguidor dessa esfera mística, está constantemente imbuído da presença do Criador, pois se encontra quase sempre em estado de meditação, a qual não traz em si apenas os típicos lamentos judeus, mas igualmente as melodias que se repetem por um longo tempo e a coreografia hassídica.

A comunidade judaica se beneficiou amplamente do hassidismo, uma vez que ele provocou uma reestruturação extrema da sociedade judaica, reforçando o senso comunitário com base no conceito de uma vivência mística na vida cotidiana. A doutrina hassídica é um tanto complexa, pois se fundamenta no panenteísmo, segundo o qual Deus é a existência de fato, a essência de tudo que há. Em sua versão mais radical, afirma que nada existe a não ser o Criador, e tudo o mais é ilusão.

Não se deve confundir o panenteísmo com o panteísmo, movimento que prega a imanência divina ao Universo e à natureza. Na concepção panenteísta, Deus se revela em cada evento universal, constituindo a realidade última, a única existência consistente. O mundo estaria encoberto por um manto que, uma vez removido, manifestaria tão somente a presença do Criador. Assim sendo, Ele está no interior de cada ser, mas também transcende a criatura, a qual nada mais seria que uma dissimulação do Ser Divino. Portanto, a Divindade atua como uma conexão entre todos os seres, os quais estão interligados em uma alteridade consagrada.

Desta forma, todos podem ser recuperados e alteados, aprimorados de tal forma que podem, assim, voltar ao seio divino. Cada indivíduo tem como papel principal na existência promover esse resgate do outro. Eis porque o hassid não acredita no mal e o vê apenas como uma máscara deturpada do que ainda não foi salvo.

Influência helenista
 
Vamos por partes olhando primeiro a influência do helenismo. Alexandre, o Grande, conquistou territórios desde a Grécia até a Índia (336-323 a.C.). Seu vasto império contribuiu para a expansão do helenismo — o idioma e a cultura da Grécia. Os oficiais e os soldados de Alexandre casaram-se com mulheres locais, causando uma fusão da cultura grega com as culturas dos povos conquistados. Depois da morte de Alexandre, seu império foi dividido entre seus generais. No início do segundo século a.C., Antíoco III, da dinastia greco-selêucida, na Síria, arrebatou Israel do controle dos Ptolomeus gregos do Egito. Que influência o governo helenista teve sobre os judeus em Israel? Um historiador escreve: “Visto que os judeus não podiam evitar o contato com seus vizinhos helenizados e muito menos com seus próprios irmãos no exterior, a absorção da cultura e do modo de pensar dos gregos foi inevitável. Não dava nem para respirar no período helenista sem absorver a cultura grega!”

Os judeus adotaram nomes gregos e — uns mais outros menos — adotaram também os costumes e a vestimenta gregos. O poder sutil da assimilação estava em ascensão.

Vamos olhar agora a corrupção. Os sacerdotes estavam entre os judeus mais suscetíveis à influência helenista. Muitos deles achavam que aceitar o helenismo significava permitir que o judaísmo acompanhasse a evolução dos tempos. Um desses judeus era Jasão (chamado Josué em hebraico), irmão do sumo sacerdote Onias III. Enquanto Onias estava em Antioquia, Jasão ofereceu um suborno às autoridades gregas. O que ele queria? Que o nomeassem sumo sacerdote em lugar de Onias. O governante greco-selêucida Antíoco Epifânio (175-164 a.C.) rapidamente aceitou a oferta. Os governantes gregos nunca haviam interferido no sumo sacerdócio judaico, mas Antíoco precisava de dinheiro para suas campanhas militares e também gostava da ideia de ter um líder judeu que promovesse a helenização de maneira mais ativa. A pedido de Jasão, Antíoco concedeu a Jerusalém o status de cidade grega (polis). E Jasão construiu um ginásio de esportes onde judeus jovens e até sacerdotes participavam de competições.

Traição chama traição

Olhemos como traição gera traição. Três anos depois, Menelau, que pode não ter sido da linhagem sacerdotal, ofereceu um suborno maior e, sentindo-se ameaçado, Jasão fugiu. Para pagar Antíoco, Menelau tirou grandes somas de dinheiro do tesouro do templo. Visto que Onias III (exilado em Antioquia) manifestou-se contra isso, Menelau providenciou que ele fosse assassinado.

Quando se espalhou um boato de que Antíoco havia morrido, Jasão voltou a Jerusalém com mil homens na tentativa de tirar o sumo sacerdócio de Menelau. Mas Antíoco não estava morto. Quando soube do que Jasão tinha feito e da agitação entre os judeus em desafio à sua política de helenização, Antíoco reagiu com muita dureza contra a facção de Jasão.

Mais reação. Em seu livro The Maccabees (Os Macabeus), Moshe Pearlman escreve: “Embora os registros não sejam específicos, parece que Antíoco concluiu que permitir aos judeus uma certa liberdade religiosa tinha sido um erro político. Em sua opinião, a recente rebelião em Jerusalém não se tinha originado de razões puramente religiosas, mas do sentimento pró-Egito existente na Judéia, e esses sentimentos políticos tinham se manifestado de forma perigosa exatamente porque, de todo o povo sob seu domínio, somente os judeus tinham procurado e conseguido obter uma ampla medida de separatismo religioso. Ele decidiu que isso iria acabar”.

O estadista e erudito israelense Abba Eban resume o que aconteceu a seguir: “Numa rápida sucessão durante os anos 168 e 167 a.C. os judeus foram massacrados, o Templo foi saqueado e a prática da religião judaica foi proscrita. A circuncisão e a observância do sábado eram punidas com a morte. O insulto final veio em dezembro de 167, quando Antíoco ordenou a construção de um altar dedicado a Zeus, dentro do Templo judaico, e exigiu que, diante desse altar, os judeus sacrificassem carne suína — obviamente impura, de acordo com a lei judaica — ao deus dos gregos”.

Durante esse período, Menelau e outros judeus helenizados continuaram em suas posições, oficiando no templo agora profanado.

Embora muitos judeus aceitassem o helenismo, um novo grupo, autodenominado hassidins — os pios — incentivava a obediência mais estrita à Lei de Moisés. Revoltado com os sacerdotes helenizados, o povo cada vez mais tomava o lado dos hassidins. Estabeleceu-se uma era de martírio à medida que os judeus, em todo o país, eram forçados a escolher entre adotar os costumes e sacrifícios pagãos e a morte. Os livros apócrifos dos Macabeus relatam numerosos episódios de homens, mulheres e crianças que preferiram morrer a transigir.

Que tempos, hein?

E agora, Cristo como fica?

Estamos a 150 anos do maior baque acontecido na cultura judaica. Não um baque feroz com mortes e sacrifícios estranhos, mas um choque de amor. A morte os judeus haviam conhecido nas diversas peripécias que se abateram, invasões, guerras, escravidão, profanação de sua fé. Estava por chegar o Mestre do Amor, anunciando por Isaías, Ezequiel, Daniel e outros. No capítulo 53 de seu livro, Isaías extrapola tudo quando havia escrito e ao fazer censuras a Jerusalém, anuncia o reino do Messias que estava para vir 750 anos antes de isso acontecer. Ezequiel, 600 anos antes de Cristo, fala do novo pastor que reabilitaria Israel com a implantação da justiça. E fala, pela primeira vez, o tema que Jesus trouxe com muita clareza: a responsabilidade individual, o merecimento, introduzindo, assim, de leve a questão do amor. Daniel traz a ideia, ainda que veladamente, da expectativa do reino de Deus na terra, tema que, depois, Jesus abordou com profundidade ao anunciar que Deus é amor e seu reino também.

Jonas fala do perdão, chamando seu povo a converter-se, o que não ocorreu. Sofonias fala de uma era messiânica que restauraria a amizade do povo de Israel com Deus. E finalmente, Zacarias, descreve o reino pacífico do Messias esperado.

Posterior à vinda de Cristo, Paulo de Tarso, ao observar que os ensinamentos do Messias não seriam absorvidos pela maioria judaica, escreve aos hebreus (Epístola aos Hebreus) resgatando a longa história desse povo e concluindo que os heróis judaicos não obtiveram de Deus o cumprimento de todas as promessas e considera que os seguidores de Jesus é que seriam os verdadeiros beneficiados dessas promessas.

Por derradeiro se sabe que nem o macabeus e nem os judeus se tornaram adeptos da doutrina de Cristo. E pensando bem, também os romanos se desviaram dela.  
Até a próxima semana...

sábado, 5 de dezembro de 2015

1823-Filhos de espécies diferentes


 
Uma gênese diferente

Introdução

Não há dúvidas que sabemos muito pouco de nossa própria história humana e pior ainda quando se trata da realidade divina. O que existe são suposições e lendas.

Nunca acreditei na hipótese da direta da descendência humana do ancestral macaco. Não há como concordar com uma evolução tão brutal numa espécie, ainda mais tendo em vista que os macacos continuam macacos, não evoluíram. Algo aconteceu para que estas duas espécies se pareçam, mas uma não seja a continuidade da outra.

Não estou só na minha tese. Os evangélicos, pentecostais, e outros adversários da Teoria da Evolução das Espécies, também abominam a ideia estapafúrdia de que os humanos são “tetranetos” dos símios. Mas, eles, os bíblicos, leem as escrituras e ficam lá na simpleza com que ali se trata da origem humana. Uma explicação temerária, ilógica, porém, por se tratar de lendas, sempre carregam consigo um fundo real.

Este artigo deseja jogar lenha na fogueira para que as lavaredas se ergam e iluminem mais longe.

Não pensem os leitores que haja alguma tendência contestatória, adversária, protestante, fundamentalista. Nada disso. Corro atrás da verdade. Quero luzes.

Você vem com a gente?

Sem crucificar a ciência

Gente afinada com a evolução, adepta das descobertas científicas, também contesta: nós não viemos dos macacos. Os seres humanos são parentes deles, não seus descendentes. O homem também é parente do cavalo, do rato, do porco. E aí, qual é a verdade?

Já se publicou muita coisa sobre primatas lá do passado e atuais, mas as descobertas científicas não conseguem botar a mão no elo perdido que faria a ponte entre o animal e o homem.

Há um elo perdido? Claro que há.

Nesse tempo decorrido desde o advento do chamado homem ereto, aquele que se ergueu nas pernas e passou a usar as mãos para uma série de coisas, aí no meio algo contribuiu para o surgimento de um ser menos rústico, menos tosco, menos animal, mais hábil, então, sim, este o ancestral que a ciência não encontra e que mais coerentemente evoluiu sem tantos pelos pelo corpo, com o cérebro maior, glúteo facilitado para começar a falar, etc. etc.

Vamos à sua procura?

A revista Super Interessante afirma que temos com os macacos um ancestral em comum, que viveu na África há cerca de 7 milhões de anos. Mas, que o homem não é uma evolução do macaco, por que ainda existem chimpanzés andando por aí, não evoluíram.

Veja uma coisa racional. O cavalo evoluiu, a onça evoluiu, a galinha evoluiu. Não existe mais o cavalo, a onça, a galinha primitivos. O macaco evoluiu também, mas continua macaco, não virou gente.

Muita coisa vinda de Charles Darwin foi bem recebida e ficou valendo, está valendo. Darwin não terminou seu trabalho, envelheceu, morreu e ficou a pergunta sem explicação: por que só os primatas não continuaram a evoluir a ponto de todos eles terem se transformado em humanos? A resposta parece óbvia: é porque a genética deles é a deles e a genética dos humanos é a dos humanos. Podemos ser semelhantes, não iguais.

Essa é uma questão capciosa, que acaba confundindo e enganando muita gente. Quem adora lidar com isso são os criacionistas, aqueles que acreditam na criação divina - o homem moldado por Deus à sua imagem e semelhança. E nisso já arranjam um velho barbudo, que chamam de Jeová e o entronizam no céu como o Criador.

Mas há uma falha conceitual nessa pegadinha. Ela dá a entender que, segundo a Teoria da Evolução, o Homo sapiens evoluiu dos macacos atuais. Charles Darwin, entretanto, nunca disse ou escreveu isso. O que os evolucionistas afirmam é que tanto a macacada de hoje quanto os seres humanos têm um ancestral em comum.

E eles estão absolutamente corretos nessa afirmação

Segundo os estudos mais recentes, baseados em fósseis e análises de DNA, há cerca de 7 milhões de anos a África era habitada por um tipo de primata do qual descendem tanto o homem quanto os chimpanzés e bonobos (ou chimpanzés-pigmeus) atuais. A analogia mais adequada para entender essa história é pensar nas espécies como membros de uma família. Considerando que esse primata é o avô da família, os chimpanzés não são nossos "pais", mas nossos "primos".

Aí você pergunta: se fosse ressuscitado por alguma tecnologia mirabolante, estilo “Parque dos Dinossauros”, esse ancestral comum poderia ser considerado um macaco? Nem sim, nem não. Sob vários aspectos, ele lembraria um chimpanzé. Seria coberto de pelos, por exemplo, e provavelmente teria um cérebro relativamente pequeno. Por outro lado, alguns dos fósseis mais antigos da linhagem humana - como o Ardipithecus ramidus, de 4,4 milhões de anos - sugerem que esse vovô talvez não tivesse outras características dos macacos atuais, como o hábito de andar apoiado nos nós dos dedos.

Além de tudo isso, há outro motivo pelo qual a pergunta dos criacionistas está conceitualmente equivocada. Ela supõe que todo macaco "gostaria" de ter seguido o caminho evolutivo do homem. Mas o fato é que cada linhagem de primata tem sua própria história de evolução. De acordo com arqueólogos e antropólogos, foi só nos últimos 10 mil anos - com o advento da agricultura e o surgimento das grandes civilizações - que a "solução" representada pelo Homo sapiens realmente se mostrou mais bem-sucedida que as outras espécies.

Andamos sobre lendas

Não é que as lendas sejam nocivas ou mentirosas. Mas, lenda é lenda, história é história.

Há uma história, estória ou lenda sobre a mulher de Adão, antes da Eva, que foi a segunda. Este pedaço do que, na Bíblia, seria a história da humanidade, foi censurado. Segundo esta estória ou lenda, a primeira companheira de Adão foi uma deusa chamada Lilith — depois cognominada "monstro da noite" pelos antigos hebreus, que queriam uma estória bem redondinha para o primeiro judeu do cosmos. Esta mulher brigou com Deus e por isso foi transformada em demônio. Uma coisa meio parecida com o que houve com Lúcifer. Na verdade, o castigo maior que a impuseram os sacerdotes foi excluí-la dos relatos bíblicos da criação do mundo.

Lilith, versão hebraica de uma divindade babilônica, sinônimo de "face escura da Lua", não se dava bem com Adão. Certo dia, cansada de desavenças, Lilith abandonou o marido e foi para o mar Vermelho, onde passou a viver entre demônios, com quem teve vários filhos.

Pois bem, quando Caim assassina Abel e abandona o clã do pai, a Bíblia diz que encontrou mulheres com as quais se amasiou e viveu procriando filhos.

Só esta citação bíblica (Gen 4;16-17) derruba o argumento de que Deus criou apenas Adão e depois de sua costela tirou Eva. Haviam outros humanos na face do planeta. Ou não eram humanos?

Uma história cósmica

Para ler o que vai escrito, antes de tudo, temos de pensar que a Terra não é o único planeta habitado e nem o mais desenvolvido.

É uma história alucinante de que há 300 mil anos nosso planeta foi visitado por extraterrestres interessados em ouro, componente indispensável para a vida no seu planeta. Não havia a raça humana aqui. Foram parar na África, onde, segundo suas prospecções, havia ouro. Sofreram muito para cavar e obter as pepitas enquanto eram observados à distância pelos primatas.

Seus cientistas tiveram a ideia de fazer uma adaptação genética e utilizar os primatas como peões para o serviço bruto. Deu certo. Assim como cavalos, bois e jumentos nos ajudam em serviços domésticos, alguns primatas se prestaram principalmente para retirar os rejeitos de dentro das galerias.

E agora mais um lance alucinante. Como não haviam mulheres, os mineiros extraterrestres passaram a olhar para as macacas geneticamente modificadas e não deu outra: foram usadas sexualmente.

Respira fundo. Vai tomar um copo d’água e volta para ler o que segue.

Esses seres miscigenados com a genética dos machos extraterrestres e das fêmeas primatas, seria o ancestral que a ciência não encontra.

Parece loucura? Não. Sobre quase isso Fritjof Capra também escreveu.

Esta tese foi defendida num congresso de ufologia na África do Sul há alguns meses por Michael Tellinger e por Laura Eisenhower – tetraneta do ex-presidente norte-americano que, como estudiosos do cosmos estão defendendo também outras teses para explicar o fenômeno El Ñiño e outros desregramentos do planeta. Continue lendo.

E não estão sozinhos

A tese apresentada na África do Sul não é uma voz isolada entre os estudiosos do homem e do cosmos. Zecharia Sitchin, arqueólogo, tradutor e autor de livros, também defende uma versão da teoria dos astronautas antigos para explicar a origem da humanidade terrestre. Ele atribui a criação da antiga cultura suméria aos “anunnakis” (ou “nefilim”), uma raça extraterrestre nativa de um planeta chamado Nibiru, que se encontraria nos confins do Sistema Solar. Ele afirma que a mitologia suméria é a evidência disto, embora suas especulações sejam descartadas por alguns historiadores ortodoxos, que discordam de sua tradução dos textos antigos e de sua interpretação dos mesmos.

O conhecido estudioso Fritjof Kapra, como já referimos, no livro “A Teia da Vida” defende uma tese muito próxima da dos buscadores de ouro. Diz que a partir de um ponto da história genética dos primatas, seus filhos passaram a nascer com menos pelos e com mais habilidade, sem, contudo, estabelecer a causa que, evidentemente, não foi aleatória. Ponto para os procuradores de ouro.

Outros cruzamentos semelhantes

A genética animal conhece muito mais do que nós, não geneticistas, podemos imaginar.

Há mais de dois séculos numa situação muito semelhante às necessidades dos “anunnakis”, os mineradores de Minas Gerais descobriram que na Argentina (província de Entre Rios) os criadores de muares estavam obtendo um estupendo resultado mediante o cruzamento de asininos e equinos, duas raças distintas, obtendo o que ficou conhecido por mula, maior, mais resistente que o cavalo e com maior capacidade que o jegue.

Por ironia do destino esses animais foram vendidos aos mineradores e serviram, justamente, para retirar a larva de dentro da mina acondicionada em seus lombos, o que antes era feito pelos escravos com mais lentidão e mais sofrimento. Ponto para os cruzadores de raças.

Mas, a mula não é a única experiência genética. O chester, ave que os brasileiros apreciam por ser uma alternativa ao peru, é um animal resultante de cruza genética. Os suínos de pelagem clara e rala também vieram de uma mutação provocada mediante cruzas. Tudo a ver com aquilo que se pode imaginar ter havido quando os habitantes do espaço passaram a gerar filhos geneticamente modificados no ventre das fêmeas primatas.

E assim surgiram os semideuses

É uma coisa imprecisa, antiga, recorrente. Os deuses vinham dos céus. A Bíblia está cheia dessas estórias, sendo as mais comuns aquelas que carros de fogo levaram pessoas para o espaço. Elias foi um deles. E o que seriam os semideuses? Os filhos dos deuses com a fêmeas terráqueas.

Jesus, segundo a Bíblia, talvez possa ser filho de Deus com Maria.

Quer pesquisar mais?

Aí vão mais dicas caso você se interesse pelo tema:

Segundo a mitologia greco-romana os deuses às vezes descem à Terra para "namorar" com seres humanos, pois os gregos cultuavam o corpo perfeito, mas tão perfeito que seduziria até os próprios deuses. Outra explicação era que quanto mais "humanos" os deuses fossem mais reais eles seriam, ou seja, os gregos e os romanos são os verdadeiros propulsores do humanismo, claro, ao seu modo, reprimindo a mulher e fazendo guerras.

Os mais famosos heróis gregos são o Hércules, filho de Zeus e Alcmena, considerado o mais célebre de todos os heróis, um símbolo do homem em luta contra as forças da Natureza. Possuía também uma força notável, quase sobre-humana. Outros semideuses também são muito famosos como Perseu, filho de Zeus - responsável pela morte de medusa, a górgona - Aquiles, da Nereida Tátis, que quando foi mergulhado (com exceção ao calcanhar) no rio Estige, tornou invulnerável, Teseu, filho de Poseidon, que matou o Minotauro e conseguiu escapar do labirinto de Dédalo. Pode considerar também Helena de Troia, filha de Zeus e também considerada a mais bela na mitologia grega, até mesmo mais que Afrodite.

Mas verdadeiramente, estes semideuses não possuíam grandes poderes, mas eram às vezes agraciados com alguma habilidade sobre-humanas, vindas dos céus.

Semideuses africanos

Olha aí, vamos para a África, de onde nos vem a possibilidade de os gorilas terem emprestado suas fêmeas para dar origem aos humanos da Terra. Nas mitologias Yoruba, Olorum é o Deus e os Orixás são considerados semideuses por serem os ancestrais divinizados do povo yoruba. Assim como em outras religiões tradicionais africanas como a dos povos ewe-fon, a mitologia Fon também têm sua Deusa Mawu e o Deus Lissá e seus Vodun, semideuses ancestrais divinizados. Para os Bantus, na mitologia bantu, das nações Angola e Congo, o Deus é Nzambi e também tem os Nkisi, semideuses ancestrais divinizados. Essa concepção é tida na África e também no Brasil, porém em outros países costumam chamar o orixá, vodun ou nkisi de deuses, sendo incorreta essa denominação por estarem abaixo do Deus supremo de cada religião.

Deuses mestiços

O que se diz nas tradições de muitos povos? Semideuses ou Meio-Sangues são os filhos dos deuses com parceiros mortais. Eles normalmente se destacam por serem mais fortes e habilidosos que os humanos normais. Os Semideuses podem comer e tomar Néctar e Ambrosia, a comida dos deuses, porém, com moderação, têm poderes e habilidades relacionadas com o domínio dos seus pais divinos. Vai lendo isso e vai lembrando que na África surgiu uma raça mestiça mesclando o sangue dos deuses, na verdade, habitantes de outro planeta mais desenvolvido, com o sangue dos gorilas, que a ciência desconfia serem nossos ancestrais diretos.

Por exemplo: filhas (os) de Atena ou Minerva tem grande habilidade para estratégia (ex: Annabeth Chase e Malcolm); filhos de Apolo e Caçadoras de Artemis têm grande habilidade com arco e flecha (ex: Will Solace e Zoë Doce-Amarga; filhos de Ares ou Marte tem especialidade em lutas (ex: Clatrisse La Rue e Frank Zhang); filhos de Hades ou Plutão, sabem lidar com os mortos; ou mesmo com a riqueza (ex: Nico de Angelo e Hazel Levesque, respectivamente); filhos de Poseidon ou Netuno sabem lidar com água (ex: Tyson e Percy); filhos de Zeus ou Júpiter sabem lidar com os céus (ex: Jason e Thalia Grace); filhos de Deméter ou Ceres (ex: Miranda e Katie Gardiner) são excelentes com a agricultura ou flores; filhos de Hypnos são ótimos na cama dormindo; filhos de Hefesto lidam bem com as forjas; filhos de Dionísio ou Baco se dão bem com a vinhas; filhos de Hécate fazem magia; filhos de Afrodite usam sua beleza para encantar, etc.

Os sumérios eram mais que nossos ancestrais

Nos estudos de Zacharia Sitchin há relatos com fotos de monumentos sumérios retratando a criação de Adamu (Adão) como obra dos astronautas em visita à Terra; há representação da criação do Sistema Solar incluindo Nibiru, aquele planeta de onde vieram os Anunnaki; e lá também tem um desenho da dupla hélice (DNA), que nossos cientistas lutaram para chegar nela e só chegaram quase no fim do século XX. Os sumérios já lidavam com isso quatro anos antes de Cristo.

A análise dos textos sumérios traduzidos por Sitchin, conforme declarou em uma palestra dada quando da apresentação do seu último livro "Fim dos Dias", diz mais do que todas as nossas descobertas sobre a origem humana.

Zecharia Sitchin (nascido em 1922), atribui a criação da antiga cultura Suméria aos "Anunnaki", uma raça extraterrestre nativa de um planeta chamado Nibiru, que se encontraria nos confins do Sistema Solar. Com essa abordagem, fica explicado o nosso súbito aparecimento no planeta, unindo a evolução com a criação, e explicando as várias construções antigas inexplicáveis pela ciência atual, além de mais e mais coisas.

Um pouquinho sobre Sitchin

Zacharia Sitchin nascer no Azerbaijão, vizinho da região onde estava a Suméria da História. E diz conhecer a língua falada pelos sumérios, que foi a mesma antiga dos judeus, o aramaico, aqui já com outro nome. Começou a ficar famoso com a publicação do livro "O 12º Planeta", em 1976, e a partir daí tomou força o tema NI.BI.RU, retirado de uma única fonte: os antigos textos sumérios.

Com o seu trabalho, ficamos sabendo que muitas partes da Bíblia são cópias fragmentadas destes antigos textos que atribuíam a uma divindade ligada ao rei Hamurabi. Quase toda a Gênese judaica vem de lá. Só para dar alguns exemplos: o conhecido jardim do Éden chama-se E.DIN; Abraão é chamado de AB.RAM; o relato da destruição de Sodoma e Gomorra também está lá. Vale dizer, não são eventos judaicos, mas cópias vindas da Suméria.


Os seus livros traduzidos para o português são cada vez mais difíceis de se conseguir. Para quem tiver interesse destaco além do livro 'O 12º Planeta', o magnífico livro 'Gênesis Revisitado' é outro que merece ser lido por quem tenha interesse em desmascarar coisas que são ditas em nome de Deus como verdades imutáveis e ali são tornadas claras.


Zecharia Sitchin é um erudito, especialista na história e em arqueologia do Oriente Médio e do Antigo Testamento. Traduz a escrita cuneiforme da Mesopotâmia e outras linguagens antigas e ocupa o cargo de Consultor da Nasa, hoje radicado nos Estados Unidos. Pertencente a um pequeno número de estudiosos que conseguem ler as tábulas de argila encontradas na Mesopotâmia.

Segundo ele, seu interesse, começou ainda em seus dias de escola. Ele estava estudando a Bíblia (Antigo Testamento) em seu idioma original, o hebraico, quando finalmente a turma chegou ao capítulo 6 do Gênesis, a história do Dilúvio. O capítulo começa com vários versos enigmáticos, dizendo que no tempo pouco antes do Dilúvio, "havia gigantes sobre a Terra", e eles se casaram com as filhas do homem e tiveram filhos delas.

Então o pequeno Zecharia Sitchin levantou a mão e perguntou à professora por qual motivo aquela senhora dizia "gigantes" quando a palavra na Bíblia é Nefilim, que significa "aqueles que desceram", e não obviamente "gigantes". A começar pela idade do pequeno Sitchin já se pode perceber que tal genialidade não agradou a professora. Em vez de o elogiar por seu conhecimento de hebraico, ela o repreendeu, pois ela, como todas as pessoas, reagiu em protesto: “não se questiona a Bíblia!”

E Sitchin provou que sim, a Bíblia tem de ser questionada naquilo que ela nos desvia da verdade de nossas vidas.

A partir deste dia Sitchin começou uma busca incansável pela verdade que ele acreditava. E escreveu sobre isso.

Nascido em 1922 é autor de livros defendendo uma versão da teoria dos astronautas antigos para a origem da humanidade.

Além do que já escrevemos sobre ele, ele afirma que a mitologia suméria é a evidência de que fomos visitados por raças muito desenvolvidas.

Suas especulações são descartadas pela maioria dos cientistas. Alguns historiadores e arqueólogos convencionais discordam de sua tradução dos textos antigos e de sua interpretação da física.

Sitchin formou-se pela London School of Economics, da Universidade de Londres, graduando-se em história econômica. Foi jornalista e editor em Israel durante muitos anos, vivendo atualmente na cidade de New York, onde edita seus livros. Suas obras foram largamente traduzidas, inclusive para o braille. Adquiriu conhecimentos do hebraico antigo e moderno e outras línguas europeias e semíticas, do Velho Testamento e da história e arqueologia do Oriente Próximo.


Até a próxima postagem.