segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

1655-Xamanismo, a Arte do Êxtase


Um apóstolo de Cristo entre nós

Existem muitas controvérsias sobre o que é Xamanismo Clássico. Tentaremos resumir: ele é o que abandonou o uso de plantas de poder muito antes de Cabral chegar nestas terras.

Há dois mil anos atrás existiu um herói civilizador Tupi chamado Sumé, que recebeu muitos nomes: o primeiro deles foi Agnã (aquele que veio de fora); entre os Guarani é chamado de Nadrú-Mbaecuaá (Sábio Antigo); os Tupinambá o chamam de Uimé ou Sumé ou Zumé.

(Encontra-se em andamento uma pesquisa histórica destinada a investigar a possibilidade deste Sumé ou Tomé ter sido o apóstolo de Jesus, que foi enviado às Índias no início da evangelização cristã, partindo das premissas que à época os navegadores já faziam o percurso entre a Índia, África e as terras desconhecidas (América), chamadas pelos índios de “Terra Sem Males”)

Este personagem é reconhecido por 14 nações indígenas existentes no percurso da trilha conhecida pelo nome de “Caminho de Peaberu”, mas que em alguns trechos os nativos chamam de “Caminho de São Tomé”, o mesmo Sumé referido. Esse caminho ia do Litoral atlântico brasileiro até o altiplano peruano, construído com muita sabedoria, próprio para o percurso de pessoas e eventualmente de animais.

Entre outras coisas, esse personagem introduziu o Xamanismo Clássico nestes povos, isto é: aboliu o uso de Plantas de PODER e estimulou o povo a somente usar a força mental, os maracás e os tambores, pois as tribos por onde passava usavam plantas que eram extremamente prejudiciais à saúde, sem proveito prático para o dia-a-dia, algumas até venenosas.

O Mestre Sumé avisou sobre o "Grande Balanço", espécie de apocalipse, e que este realmente viria. O Grande Balanço ao qual ele se referia foi a chegada de uma nova civilização neste continente. Hoje notamos que ele tentou preparar o povo para esta virada quando ensinou a todos o poder mental e introduziu o Xamanismo Clássico. Mesmo assim não conseguiu ou não quis impedir o povo de empreender a caminhada à TERRA SEM MALES, que para os índios é entendido como um suicídio coletivo jamais visto antes. Eles fizeram o trajeto que compreende desde o Paraguai até o litoral brasileiro e entendem que vieram se oferecer à morte, prevista no seu apocalipse. Hoje em dia é feito um ritual Guarani para recordar este evento chamado de “A GRANDE CAMINHADA à Terra Sem Males”, que compreende desde a aldeia em Parelheiros até a aldeia de Mongaguá, conhecido como “O Caminho Sagrado da Serra do Mar”.

Tempos depois o anunciado “Balanço” finalmente chegou pelo mar, com muitas caravelas e naus, trazendo soldados, sacerdotes e marinheiros com uma Nova Ordem. No entanto os nativos que ficaram já sabiam que seriam subjugados, muitos se mataram e mais alguns continuam fazendo isso até hoje.

A crença do exterminador é comum em todos os povos, cristãos ou não; parece ser algo inconsciente na memória coletiva de toda a humanidade. Ou talvez esta crença persista porque alguém a profetizou um dia? Sempre há um fim mas sempre há um novo começo. Se é fim ou começo, depende do lado em que se está, mas o “Balanço” chegou para aquela gente.

Quem teria sido o profeta de pele clara, sábio, adorado pelos nativos, e vindo de fora, com tantos conhecimentos sobre expansão da percepção sensorial? À época, ao que se pode obter, eram os essênios os maiores conhecedores dessa qualidade humana. Quem eram os essênios? Maria de Nazaré, seu filho Jesus, João Batista, João Evangelista e Tomé estavam entre eles. Como vimos entre parêntesis, há uma possibilidade de que Sumé, na verdade, seja Tomé, exatamente o que você lê, o apóstolo de Jesus, aqui chegado em pequenas embarcações que as correntes marinhas fazem circular entre o Sul da Índia e o Litoral de Santa Catarina.

Nenhum comentário:

Postar um comentário