terça-feira, 20 de janeiro de 2015

1670-Xamanismo, a Arte do Êxtase


 

A Primeira Religião Tem Como Guia Espiritual o Ancestral da Raça Vermelha – Tupã

 

Com fortes características do Xamanismo Clássico, a UMBANDA veio da palavra "Aumbandan" ou “Aumbram”, que quer dizer Tradição de Saber – surgiu em 1889 sendo oficializada em 1903, trabalhando essencialmente com o transe espontâneo, um ano depois da libertação dos escravos no Brasil. Esta nova religião segurou a psiquê do povo, que hoje ressurge integrado na Cultura Brasileira, conhecida nos primórdios como BARATZIL, que significa Terra das Estrelas BARA = Terra – TZIL = Luz, em linguagem Nheengatu ou Língua Boa, TUPÃ = Tu quer dizer admiração, PÃ é uma pergunta, que tem o significado: O que é isso? Mas também quer dizer aquele que governa o mundo.

 

Correntes espirituais da raça vermelha conheceram a figura do PAI VELHO e da MÃE VELHA – também chamados pela população não iniciada de “pretos velhos”, como de fato se apresentam nas terreiras. Os CABOCLOS *ndash, tanto podem ser os nativos da raça vermelha, ou seja os ÍNDIOS e as CURUMINS, seres que estão no mundo ENCANTADO, sendo conhecidos como a “Linha de Caboclo”, como podem ser os mestiços tanto vermelho-branco, como negro-branco.

 

Nas correntes espirituais da raça negra conhecemos: – Oxalá – Ogum – Oxossi – Xangô – Yorimá – Yori – Yemanjá em que apenas os mestres espirituais da falange Yorimá têm a pele negra. Nas correntes espirituais da raça vermelha conhecemos os cavaleiros das savanas, promotores da limpeza do território da América do Sul representados pelos Charrua, da Pampa: oguns. Conhecemos os caçadores das florestas com seus arcos e flechas, garantidores da comida sagrada: oxóssis. Conhecemos os magos das pedreiras, com poderes de ler o passado e prever o futuro: xangôs. Conhecemos a rainha das águas doces, responsáveis pela saúde da raça: yaras, filhas de Yemenjá. Conhecemos as crianças, responsáveis pela alegria da taba e pela pureza dos pensamentos: os cunumis de Cosme e Damião. E na presidência dos trabalhos da grande aldeia espiritual, Nhamandu, o grande deus: Oxalá. 

 

O fenômeno do surgimento da Umbanda registra o famoso jogo de cintura brasileiro, pois, para não serem perseguidos e dizimados, os negros e os índios, evitando mais tormenta, criaram o sincretismo com os Santos da Igreja Católica, fazendo as festas no mesmo dia dos Santos.
Uniram posteriormente na Umbanda as correntes espirituais das raças BRANCA – NEGRA – VERMELHA e AMARELA, que foram, em ritmo acelerado, desfragmentando as mentalidades divididas pelo horror da guerra de domínio racial.

 

A união das culturas Branca, Vermelha e Negra, tem refletido a cultura do Brasil e das Américas, como guardiã das Boas Palavras, onde se canta em guarani, nagô e português.


Linguagem da AUM-BAN-DAN


A nominação preservada na linguagem religiosa permite pesquisarmos as suas origens. Na Umbanda vamos encontrar termos em Quíchua (língua dos Incas), Yorubá e Abanheenga, ou seja, Tupy-nambá arcaico.

A palavra referente à divindade suprema nas diferentes culturas raciais, recebeu nomes diferentes, sendo DEUS na raça branca – TUPAN na raça vermelha e ZAMBY na raça negra – todos os três usados igualmente na Umbanda.

 

Quando adolescente frequentava o Terreiro do Pai Ubirajara. Voltei naquela casa muitas vezes ao longo de minha vida, até quando ela fechou devido a passagem deste mundo do senhor Francisco, o dirigente. Foi lá que vi pela primeira vez o sincretismo religioso – tanto se rezava o Pai Nosso, como se cantava os pontos africanos e pontos de chamada dos índios, como também dava-se passes espíritas. Minha avó dizia que isso é coisa de brasileiro. Hoje entendo nosso povo miscigenado ou não só as raças, mas também o CONHECIMENTO espiritual.

 

Temos depoimentos de amigos nossos que freqüentam ambientes sagrados onde entidades espirituais em nomes de índios, negros, brancos, orientais e mestiços fazem a limpeza e a cura em nome da caridade.

 

Conhecemos outros Terreiros como os de Candomblé, com suas folhas sagradas; fomos às mesas brancas espíritas, e em todos os lugares pudemos notar o evidente apoio aos que sofrem e sentem-se desamparados pela sorte. Nossas respeitosas saudações a OXALÁ – senhor do Planeta Terra – e TUBAGUAÇUS – Senhores do Brasil.

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