quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

1672-Xamanismo, a Arte do Êxtase


 

Qual é a Diferença no Sistema Urbano do Xamanismo?

 

Depois de analisar o xamanismo destas duas correntes que resultaram nas religiões brasileiras, é inevitável pensar que se o xamanismo é tão bom, por que não produziu uma cidade, a roda, a escrita no papel, ou outras invenções? 

Observamos que a mudança para o sistema urbano se deu num momento em que o governo do Brasil estava passando por muitas alterações políticas, pois saía do sistema Imperial para a República, o que favoreceu novas culturas no país. Estas duas religiões que nasciam, muito ajudaram no desenvolvimento dos lugares em que se instalaram, com formação de cidades, com trabalhos sociais e culturais.

 

Notamos que o nativo tem somente compromisso com o seu ato criativo no campo espiritual, tanto que Orlando Vilas Boas, conhecido sertanista, declarou que o nativo vive no mundo espiritual, enquanto que somente estas realidades são realidades palpáveis de fato.

 

O xamanismo urbano trouxe algo novo: o Compromisso com o mundo da matéria, tentando transferir o conhecimento do mundo astral para beneficiar o mundo material, diversificando o que foi fragmentado. Foi o COMPROMISSO auto assumido de uma ideia que fez a diferença, os fundadores das duas religiões tiveram o compromisso espiritual e social de fundir culturas, preservando a que estava em perigo de extinção, dando modernidade às pessoas para trazê-las até os nossos dias, melhorando o esquema mental das pessoas que os cercavam, usando um critério simples – se foi bom para mim, deve ser também para os demais.

 

Hoje os novos xamãs sentem que já é hora de assumir novos compromissos, rever conceitos, e aprender a usar uma nova linguagem para contar velhas histórias. O xamã sabe mais coisas hoje que ontem, já desmistificou crenças antigas, apesar de saber que em outra época elas foram necessárias, pois esta era a única maneira de dizer coisas complicadas sobre as auto programações mentais. Sabe também que DESTINO chama-se DNA, como sabe sobre a capacidade inteligente das células.

 

Hoje o xamã atende a uma chamada telefônica pelo celular encantado com a nova invenção, tem computador, entra na internet, toma avião e dá palestras pelo mundo todo, não encontra dificuldades em achar um editor para seus livros, os editando até virtualmente, e é lido por todo mundo.

Quanto às Plantas de Poder, estou convencida de que todos os xamãs e pajés as utilizam até hoje, com exceção daqueles que não são xamãs de fato, mas usam técnicas do xamanismo mescladas com o espiritismo.

 

Conclusão


 

A ideia desta série é discutir as origens xamânicas das duas religiões brasileiras, que nos seus desdobramentos vêm recebendo inúmeras influências; e demonstrar a necessidade cultural da época em que surgiram, assim como a importância de um povo que entendo fazer parte da gênese do brasileiro.

 

Visando contribuir com o conhecimento sobre as origens do pensamento místico brasileiro, pesquisei na internet para ter os dados de datas sobre o primeiro centro de Umbanda registrado no Brasil no site Oficial da UMBANDA e o mesmo sobre o Daime de Mestre Irineu no site do CEFLURIS.
Quanto aos dados sobre xamanismo nativo, foram colhidos em conversas informais de amizade que fui fazendo ao longo da vida, como ficou demonstrado.

 

Sobre as origens do pensamento do xamanismo clássico, colhi dados no Livro do Dr. Lauro dos Santos Lima – “Flecha Dourada, o guerreiro do Arco-Íris”, da editora Nova Tribo Cultural.

 

Fim desta série.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário