sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

1673-Uma Terapia de Inspiração Xamânica - a Roda da Cura


 

Introdução

 

Depois de analisar o xamanismo em duas correntes, que resultaram em duas religiões genuinamente brasileiras, vamos lidar com uma medicina genuinamente da terra. E universal. Como você teve, tem e terá a oportunidade de ler na série, cujas postagens foram do nº 1647 ao nº 1672, viu, verá, que Mestre Irineu, criador da segunda religião, poderia tê-la denominado “Caminho Profundo” (telúrico) ou quem sabe “Caminho Cósmico de Iniciação” (astral), alguma coisa semelhante à porta de entrada para a reestruturação mental e espiritual dos povos que foram alcançados pelo cristianismo trazido pela Igreja Católica e que de Cristo nada tem, além de contar (e muito superficialmente) a história daquele episódio espiritual ocorrido na Palestina.

 

Mestre Irineu foi um sábio da alma e fez a primeira ponte de passagem do Xamanismo das Selvas para o Xamanismo Urbano. Deu à sua religião o nome de SANTO DAIME, culto que entendemos ser o caminho mais curto entre o materialismo e o êxtase espiritual.

 

Gostaria muito que não se fizesse, como de fato não deve ser feita, nenhuma ilação ou comparação com o êxtase profano, burro e gerador de dependência e vício, em relação ao que se pratica com o consumo, repito, profano, pagão, das drogas, como o homem branco é exímio praticante. Fez isso com os fermentados, chegou aos destilados, evoluiu no ópio, na coca, numa série de químicos que vão matando aos milhares e, muito longe de trazer o Sagrado para a alma dos usuários ou de levar a alma dos usuários até o Sagrado, retira a vida, papel que nunca foi do Sagrado.

 

Não querendo exagerar na análise e nos conteúdos que serão apresentados, vamos separar os extremos da cultura materialista pregada pelo catolicismo e pelas religiões que vieram na sua esteira, e o ostensivo campo espiritual com que o nativo tem (e somente assim tem) compromisso com o seu ato criativo no campo espiritual.

 

Não dá para tocar a roda do tempo para trás e nem reinventar mente do homem branco, muito menos ir lá atrás e torcer o jeito espiritualista dos nossos nativos. O que se faz, então? Pega-se o meio. Aproxima-se os extremos.

 

Foi assim que depois de 25 anos de pesquisas e experimentações do editor deste blog, nasceu a urbana e xamânica RODA DA CURA, hoje aplicada a pacientes do Centro de Apoio aos Pacientes com Câncer, de Ribeirão da Ilha, Florianópolis, Brasil, mas praticada na outra casa da mesma instituição, em Forquilhinhas, São José, Brasil, já há oito anos, com os melhores resultados que se poderiam esperar.

 

Nas postagens seguintes, os leitores conhecerão um resumo desta terapia, sua filosofia e seu rito.

 

Quer conhecer? Então vem.

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