quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

1679-A Ordem Rosa-Cruz



Outras visões

Segundo uma outra lenda menos conhecida, veiculada pelo historiador maçônico (a Maçonaria aproveita conteúdos místicos da Rosa-Cruz) E. J. Marconis de Negre - que, juntamente com seu pai, Gabriel M. Marconis é considerado o fundador do Rito Memphis-Misraim, da Maçonaria. Com base em conjecturas anteriores (1784) do estudioso rosa-cruz, Barão de Westerode, a Rosa-Cruz teria como origem uma sociedade secreta e altamente hierarquizada (ao contrário dos ideais da Fraternidade, expostos nos manifestos) do século XVIII na Europa central ou oriental, denominada "Gold und Rosenkreuzer" (Rosa Cruz de Ouro), que teria tentado, sem sucesso, submeter a Maçonaria ao seu poder.

Mas, sem esgotar o assunto, chegamos a uma outra versão: a Ordem Rosa-Cruz teria sido criada no ano 46 d.C., quando um sábio gnóstico de Alexandria, de nome Ormus, e seis discípulos seus, foram convertidos por Marcos, o evangelista, grego. Seu símbolo, dizia-se, era uma cruz vermelha encimada por uma rosa, daí a designação de Rosa Cruz. A Ordem teria nascido, portanto, da fusão do cristianismo primitivo com a mitologia egípcia. Rosenkreuz (seu sobrenome) teria sido, segundo essa versão, apenas um iniciado e, depois, Grande Mestre – ou revitalizador, e não o fundador.

De acordo com Maurice Magre (1877–1941), no seu livro Magicians, Seers, and Mystics, Rosenkreutz terá sido o último descendente da família Germelschausen, uma família alemã do século XIII. O seu castelo encontrava-se na Floresta da Turíngia, na fronteira de Hesse, e eles abraçavam as doutrinas Albingenses (aquele grupo que foi massacrado a pedido do Papa). Toda a família teria sido condenada à morte pelo Landgrave (título de nobreza do Sacro Império) Conrad da Turíngia, exceto o filho mais novo, com cinco anos de idade. Ele teria sido levado secretamente por um monge, adepto albigense da região conhecida como Languedoc, e colocado num mosteiro sob influência secreta dos albingenses (comunidade mística dissidente de Roma). Lá teria sido educado e viria a conhecer os outros quatro membros (irmãos) que mais tarde estariam a ele associados na fundação da Irmandade Rosacruz. A história de Magre deriva supostamente da tradição oral local.

A existência real de Christian Rosenkreuz divide certos grupos de rosacrucianos. Alguns a aceitam. Outros consideram Christian Rosenkreuz como um pseudônimo usado por personagens realmente históricos, dentre os quais um deles teria sido Francis Bacon, reencarnação de José, pai de Jesus e que reencarnou novamente como o mago Merlin (aquele que educou o Rei Artur) e agora é tido como Saint Germain.

A primeira informação conhecida publicamente acerca desta irmandade, encontra-se nos três documentos denominados "Manifestos Rosacruz", o primeiro dos quais (Fama Fraternitatis R. C., ou "Chamado da Fraternidade da Rosacruz") foi publicado em Kassel (Alemanha)) em 1614 - ainda que cópias manuscritas do mesmo já circulassem desde 1611. Os outros dois documentos já mencionados aqui nesta série (1615) publicado também em Kassel e (1616), publicado na então cidade independente de Estrasburgo (anexada à França, em 1681).

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