domingo, 1 de fevereiro de 2015

1682-A Ordem Rosa-Cruz


O que fica visível para os profanos

A palavra “profano” se tornou deplorável por conta das explorações maldosas. Na verdade, ela quer dizer “por fora”, isto é, aquele que não penetrou nos sagrados mistérios de qualquer ordem, inclusive a de Roma, que também consagra seus sacerdotes, bispos, cardeais e papas em cerimônias que fazem inveja à Rosa Cruz e à Maçonaria.

O profano é o que está fora por desinteresse, por omissão ou falta de oportunidade, mas que pode se tornar um buscador que se apresenta, de qualquer modo, a qualquer meio que o conduza adiante, e se candidate a iniciado. Não é só comprar o bilhete e embarcar. Sua vida será investigada para ter certeza de que, se for merecedor da honra, poder ser chamado a cumprir os passos, percorrer as vias sacra e crucis até ser declarado membro ou adepto, ou iniciado.

Leia o que se tornou público sobre um enunciado Rosa Cruz: "Pois o que pressagiamos não está em grande, pois somos irmãos da Rosa Cruz; temos a Palavra Maçônica (senha) e a segunda visão, coisas por acontecer nós podemos prever acertadamente".

O texto se refere ao conhecimento esotérico que é tradicionalmente atribuído aos rosacruzes, mas que não se sabe por que está relacionado com a Maçonaria. Prossegue: “Coisas por vir, podemos predizer corretamente”.

Deixa entender que rosacruzes e maçons desenvolvem uma capacidade clarividente capaz de prever, como faziam os profetas e adivinhos.

O rosa-cruzismo pode ser compreendido para quem está do lado de fora (profano), de um ponto de vista mais amplo, como sendo parte da corrente de pensamento hermético-cristão, isto é, procurando compatibilizar as ciências místicas antigas e não tão antigas que foram eclipsadas pela cultura de dominância católica.

Nesse contexto, é clara a influência do “Corpus Hermeticum” (atribuído a Hermes Trismegistus), que após 1.000 anos de esquecimento, foi traduzido em 1460 por Marcílio Ficino, a figura central da Academia Platônica de Florença, para atender a uma encomenda de Cosme de Médici, dito o Velho, banqueiro e político do século XV, patriarca de uma oligarquia em Florença.

Nas Núpcias Químicas de Christian Rozenkreuz, é dito que “Hermes é a fonte primordial".

Verifica-se também a influência do pensamento de Paracelsus, citado na Fama Fraternitatis RC: "Teofrasto (Paracelso), por vocação, foi também um desses heróis. Apesar de não haver entrado em nossa Fraternidade, não obstante, ele leu diligentemente o Livro M", M de Mutus, Makrokosmos, Maçom, Magus, Mysticos ou Mathemátikós. É tão secreta a decifração deste M que os estudiosos profanos entendem que ele quer dizer uma dessas coisas, ou todas elas.

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