domingo, 15 de fevereiro de 2015

1696-Vibração e afinação do instrumento humano


Quem sabia disso há 50 anos?

É meu caro leitor, minha cara leitora, a fila anda, não é, mesmo? Há 50 anos nada disso era ventilado entre nós. O que trouxe estes avanços de consciência foi a Era de Aquário.

Assim, já houve o tempo (paradigma) em que o mais importante era quem tinha um QF (Quociente de Força) para produzir com os braços, lutar com o corpo, vencer com a força física. Mais tarde um pouco passou a ser mais importante um bom QI (Quociente de Inteligência) para produzir pensando, planejando, projetando. Também já passou a época em que além do QI, também importava o QE (Quociente Emocional), pois era necessário produzir e encantar, dar um toque de arte. Tudo isso ficou para trás, não porque não sejam importantes; são importantes, mas não são suficientes.

Agora, o valor está naquele que agregou a todos os outros Quês o QS Quociente Spiritual, para produzir, pensar, encantar(-se) e ser feliz agora e sempre.

É aceito (novo paradigma) entre os grandes mestres que um Ser Humano harmônico não adoece, não se cansa, não se desmotiva, não se deprime. E para isso, é necessária uma vida simples e baseada em valores que se completam e se complementam no tripé: mente, corpo e espírito. E olha que o ser humano não nasce assim, pronto e acabado. No dizer de Gurdjeff, o ser humano se forma, se cria, se transforma no decorrer de sua existência como ser evolutivo. Por isso estamos aqui, para nos transformamos em verdadeiros seres humanos.

Um ser humano verdadeiro não se droga; um ser humano não tem vícios degradantes; um ser humano não mata; nem se mata; um ser humano não faz guerra; um ser humano não é mesquinho; um ser humano possui a auto-estima verdadeira e sincera. O verdadeiro e esperado ser humano (na concepção elevada), não mente, não inventa coisas que não serviriam a ninguém; não maquina o mal; tem de ser capaz de receber ele próprio, de bom grado, todas as suas criações.

A vida em desarmonia do tripé “mente, corpo e espírito” além de não nos conduzir à Essência do Eu, nos afasta do verdadeiro propósito da nossa humanidade. Centrados no Corpo, somos animais; centrados na Mente, somos humanos; centrados no Espírito, somos divinos.

O eu não é o ego. O ego é um script que vem de fora e que eu e você seguimos alienadamente sem questionar. Se ninguém quebrar esta tendência, vamos afundando e nem nos percebemos.


O ego é mental com perversão do instinto animal. Nele vivemos pra platéia, para as palmas, repetimos o chipanzé do circo em troca verdadeiramente de bananas ou o cavalo que ganha caramelo depois de ajoelhar-se na arena para que seu treinador receba os aplausos e o cachê. Só externo e estômago. E o íntimo?

Aqui entra o Eu. O Eu verdadeiro é a Essência da Alma. É o coração em harmonia com a razão. É cada um de nós saber qual o seu propósito nesta existência.

Muitos são os caminhos do equilíbrio, todos com seus valores. Busquemos o nosso. Afinal de contas, só encontramos o que procuramos. Seja uma flor ou uma pedra. E se dedicamos mais tempo ao fútil e ao absurdo, nossas descobertas se inscreverão como futilidades absurdas. Se você e eu não buscarmos o bem, o útil e o belo, nossas descobertas estarão fadadas ao registro do mal, do inútil e do escabroso. “Pedi e dar-se-vos-á”.

A cada um de nós, o poder divino que preside nossas vidas ofertar-nos-á régias colheitas segundo o que foi semeado. Saibamos, porém, que não será uma tarefa simples e fácil, pois no dizer da professora Lúcia D. Torres “crescer dói” e nós acrescentamos, “é mais fácil nada semear e deixar o espaço para que cresça o joio; por ser mais exuberante o viço do joio, somos levados ao comodismo divertido e irreverente das semeaduras daninhas”.

Fim da série.                

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