quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

1699-O processo das nações colonizadas


Introdução

Olá, leitores que moram na Latino-américa. Esta série quer examinar o processo desta região não só a partir da pesada narrativa histórico-política-social-econômica-militar, mas tentar interpretar tudo sob a visão espiritualista com foco no carma, no darma, nas experiências de espíritos chamados para desempenhar aqui seus papéis melhorando ou piorando esse desempenho. Há um lado espiritual em tudo. O blog quer incluir os libertadores da América, os aprisionadores da América, quem sabe até chegar ao simpático cardeal Bergoglio, que hoje ocupa a cadeira de Papa no topo da igreja que mais influenciou a formação espiritual dos latino-americanos. Os espíritos que encarnam numa das Américas estão levando adiante o seu processo. Vamos olhar com isso com carinho.
Já fomos chamados de habitantes do Terceiro Mundo, diante de uma realidade que colocava os países de ponta (EUA e URSS) em primeiro lugar (Primeiro Mundo), colocava em segundo lugar os países industrializados (Europa Oriental e Ocidental, Japão, Canadá, Austrália e Nova Zelândia – Segundo Mundo) e amontoava em terceiro lugar as nações pouco evoluídas, com regimes totalitários ou não e geralmente pobres e miseráveis, comparados a cidadãos de terceira classe (Terceiro Mundo). Toda a América Latina e toda a África, entre outros, estavam nesta classe. Será que não estão mais?
Mais tarde, para suavizar o termo chocante, mudaram a denominação para Países Em Desenvolvimento e mais recentemente para Países Emergentes.
Afinal, o que é desenvolvimento? Com base num método chamado IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, chega-se às medidas, aos índices, e descobre-se quem tem teto, comida, saúde, esgoto, energia, telefone, asfalto, etc., tudo numa visão exclusivamente ocidental e urbana sem nunca perguntar “sois felizes” e decreta-se: “aqui temos ou aqui não temos DESENVOLVIMENTO HUMANO”. E nem mesmo se questiona O QUE É SER HUMANO.
Só para ilustrar, conhecemos a questão (recente) CHARLIE HEBDO, centrada no jornal semanário francês que usa e abusa de charges ofensivas ao profeta Maomé e que sofreu um atentado perpetrado por terroristas islâmicos em defesa da honra da sua religião. Quem é menos humano, os chargistas ou os terroristas?
O que você faria se a revista Veja abrisse manchete de capa: “Jesus era gay”? E o faria com base em alguns fortes argumentos: para sua época, Jesus foi apresentado como cabeludo (os homens da época não o eram; foi apresentado como solteiro (os homens da época se casavam). Abrir-se uma discussão sobre um determinado tema e evoluir no conceito, é uma coisa; marcar posição fundamentalista, é atraso.
Na verdade, as nações chamadas terceiro-mundistas são as que estiveram por longo período como colônias das principais potências como Inglaterra, França, Alemanha, e das não tão potenciais porque empobreceram muito, como Portugal e Espanha. Pior para quem esteve sob o taco da bota dessas dominadoras que eram pobres na mente e ficaram pobres no cofre.

Como definir o colonialismo selvagem? Grosso modo, é a escravidão disfarçada. Como definir o Terceiro Mundo? Grosso modo, é o quintal pobre do planeta rico. Mais que quintal, é a mina, a lavoura, o curral, a floresta, o lixão, a mão de obra escrava ou quase. Isso veio assim até um determinado momento em que o Terceiro Mundo passou a ser um rico mercado para as manufaturas industriais. A matéria-prima vai daqui, recebe acabamento industrial lá fora e volta como manufatura para ser consumida aqui.

Como esta série se obriga a entrar em temas político-econômicos e, de certa forma, também, ideológicos, religiosos, quero deixar muitíssimo claro, antes de tudo, que o objetivo é a busca da maioridade espiritual, o que nos obriga a compreender o processo pelo qual estas nações têm de passar, estão passando, e nos convida compreender e trabalhar para sua evolução, o que nos impõe proporcionar condições a que os povos colonizados enxerguem a sua emancipação e queiram se emancipar. A emancipação não vem de fora. Os negros escravos do Brasil não foram libertados pelo decreto da princesa Isabel, eles conquistaram sua libertação. Infelizmente, os que pensam diferentemente, continuam escravos.

Mas, o processo de libertação teve percalços. Vou lhes contar uma breve história: em 1888 quando a princesa Isabel assinou o decreto acabando com a escravidão, os escravos compreenderam que morreriam de fome e acabaram voltando aos mesmos locais para oferecerem-se para trabalhar em troca de comida e cama. Triste realidade? Sim, certamente.

Teremos de passar pela carga brutal imposta pelos regimes ditatoriais, pela absurda rapina que nos foi imposta sobre as nossas riquezas? Essas nações dos últimos descobrimentos, mais tarde pela reação das esquerdas, pela tomada do poder da ultra direita em sucessivos golpes de estado, pela marcha democrática que ainda não se consolidou de um todo, têm de ver como fica seu futuro diante da ameaça comunista bolivariana.

Preparem-se, leitores, esta série é um dos mais provocantes desafios. Caminhemos juntos, aprendamos juntos, cresçamos juntos.

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