quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

1706-O processo das nações colonizadas


 
Não se pode creditar tudo à espiritualidade

A condução da análise, nesta série, deixa transparecer que há uma conspiração do universo, as trocas de era, as energias comandando as tendências. É isso mesmo. Há, porém, um detalhe, que passa a ser enfocado através de uma seguinte metáfora.

Se você perguntar a um pescador se as fases da Lua interferem positiva e negativamente nas suas safras, ouvirá dele: SIM.

Pensemos então que uma era positiva seja sucedida por outra, negativa, e que seja nos tempos de baixa que as nações aprendem a se tornar mais competentes para superar as dificuldades, assim como o pescador precisa mostrar sua competência para pescar, matar a fome, mesmo que a fase da Lua não lhe seja desfavorável. Vale para todo um povo ou nação.

Então, vamos além. Tomemos a hipótese de que a fase boa da Lua chegou, mas o pescador não armou a rede, não jogou o anzol à água. O peixe não pula para dentro do seu bornal. Com a nação dá-se o mesmo.

Este é o aspecto ligado à vontade do povo, à decisão do povo, à qualidade de seus líderes, à escolha de seus líderes. Sempre se soube que cada povo tem o governo que merece. Uma má escolha pelo povo ou uma não reação do povo para afastar uma má liderança, a sua conformação, a sua resignação, a sua covardia, a sua falta de vontade, a sua inapetência atua com o mesmo resultado que teria o pescador que não pescou quando a condição era favorável.

Não se pode creditar tudo à espiritualidade em nenhuma situação sobre os temas que enfoca este blog, seja para obter uma graça individual, seja para mudar os destinos coletivos de uma nação. “Ajuda-te que o universo te ajudará”, é um ditado popular cheio de virtude. Nenhum apostador da megasena será premiado se não apostar. Nenhum agricultor fará colheita se não plantar.

Parece ficar clara, pois, a reação de um povo, no caso, do povo latino-americano, se quiser mudar seu destino e aproveitar os bons fluidos da nova e boa era que já começou e vai perdurar pelos próximos 500 e poucos anos.

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