sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

1708-O processo das nações colonizadas


 
O que é o modelo bolivariano

O socialismo bolivariano busca inspiração no líder latino-americano Simon Bolívar. Simón José Antonio de la Santíssima Trinidad Bolívar y Palacios Ponte-Andrade y Blanco, foi um político e militar nascido em Caracas, em 1783, de origem aristocrática que, muito cedo, ficou órfão de pai e mãe e foi criado por familiares e orientadores intelectuais fora do núcleo familiar. Nisso se percebe uma predestinação.

Predestinado a liderar os povos latino-americanos, muito cedo se inclinou pela defesa do direito, das liberdades, da democracia e da autonomia dos povos, colocando-se à frente dos movimentos de independência de vários países do continente.

As distorções que podem estar incomodando Simon Bolívar no além túmulo, é o modelo ditatorial adotado por alguns governos ditos seguidores da democracia ou do socialismo bolivariano e a submissão dos interesses venezuelanos ao modelo cubano. Bolívar não era um ditador e não era um comunista. Alguns governos bolivarianos mantêm prisioneiros políticos e fazem a censura aos meios de comunicação. Praticam a corrupção que era denunciada e combatida por Bolívar.

Na organização do chamado Foro de São Paulo (FSP), fundado pela coalisão de governos bolivarianos, em 1990, num seminário internacional promovido pelo Partido dos Trabalhadores do Brasil, juntamente com o cubano Partido Comunista de Fidel Castro, ficam evidentes algumas ligações com organizações terroristas que certamente não caberiam no estilo político de Bolívar. Para o seminário foram convidados outros partidos e organizações de esquerda da América Latina e do Caribe para discutir alternativas às políticas neoliberais dominantes na América Latina e promover a integração econômica, política e cultural da região.

Segundo a organização, atualmente mais de 100 partidos e organizações políticas participam dos encontros. As posições políticas variam dentro de um largo espectro, que inclui partidos socialdemocratas, extrema-esquerda, organizações comunitárias, sindicais e sociais ligadas à esquerda católica, a grupos étnicos e ambientalistas, a organizações nacionalistas, partidos comunistas e, mesmo, grupos terroristas, como a FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Quando se fala em FARC, fala-se obrigatoriamente de tráfico de armas e de drogas, atividades que este grupo colombiano elegeu como fontes de renda para custear suas atividades clandestinas.

Pior do que isso, traz à tona práticas perigosas desses governos pouco ou nada democráticos, como revela o livro “A vida secreta de Fidel Castro”, escrito por seu guarda-costas com 17 anos de convivência com o líder máximo do comunismo americano. Está escrito lá: em 1989, depois de denunciada internacionalmente uma operação de tráfico de drogas ligado ao governo de Castro, coube ao próprio Fidel entregar seu principal general, condecorado como “herói da Pátria”, que foi levado ao paredão, chamado Arnaldo Ochoa. Pareceu um ato exemplar do líder cubano, mas, na verdade, ele sabia detalhes das operações e guardava em seu cofre o resultado delas, segundo Juan Reinaldo Sánchez, autor do livro citado. Ochoa foi traído por Castro.

“Se apenas um homem fosse necessário para sustentar o Estado, esse Estado não deveria existir; e ao fim não existiria.” Pode caber no caso de Cuba em que o país é o Estado.

“Juro por Deus, juro por meus pais e juro por minha honra que não descansarei enquanto viver até que tenha libertado a minha pátria.”

“Como amo a liberdade tenho sentimentos nobres e liberais; e se costumo ser severo, é somente com aqueles que pretendem destruir-nos.”

“Os legisladores precisam certamente de uma escola de moral.” Na maioria dos países ditos bolivarianos o legislativo foi substituído por conselhos populares integrados por membros do PC. Dilma Rousseff caminhou nesse sentido e foi barrada pelo Legislativo.

“Fugi do país onde um só exerce todos os poderes: é um país de escravos.”

“Todos os povos do mundo que lutaram pela liberdade exterminaram no final a seus tiranos.”

“Compadeçamo-nos mutuamente do povo que obedece e do homem que manda só.”

Todas essas frases entre aspas são de autoria de Simon Bolívar. Peço ao leitor que tente buscar alguma semelhança entre os governos bolivarianos da América do Sul e Central com o pensamento do grande libertador.

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