quarta-feira, 4 de março de 2015

1713-O difícil caminho do amor


Introdução

Num sentido amplo o ser humano deixa a desejar; as suas notas baixas o deixam muito distante do ideal que se entende como meta e nem mesmo mereceria ser qualificado como humano. Muito menos como animal pois, se sabe, os animais nem perto chegam de algumas facetas da índole de muitos humanos.

Não há como ignorar que lá no íntimo dos piores facínoras, ainda que em pequenas doses, reside o amor, persevera o amor, manifesta-se o amor, acontece o amor. O facínora sente amor, ama do seu jeito, mas, no geral extravasa o sentido oposto. Por que o amor não ganha esta batalha?

A criança percebe que é amada, sente-se feliz com o carinho e os cuidados daqueles que a amam e protesta veementemente quando percebe-se abandonada, mal atendida, desprezada. Em que fase do ser o amor cede aos sentimentos piores ou é por eles ofuscado, como inveja, ciúme, raiva, ira, orgulho, que são os menos graves?

A resposta não é simples porque não é genérica. Cada caso é um caso. Tem-se como certo que tanto o amor quanto o desamor vêm com o ser humano, fruto de suas experiências ao longo das reencarnações e são as relações iniciais com aqueles que nos cercam que determinarão qual dos dois prevalecerá. Vale lembrar a metáfora dos dois lobos, o bom e o mau, que convivem no íntimo do ser humano. Tornar-se-á vitorioso aquele que for alimentado. Morrerá de inanição aquele que ficar sem realimentação.

Vale lembrar também a parábola crística da porta estreita. A porta larga admite tudo. A porta estreita é seletiva. Por ela só passa o que for fino, leve, maleável, verdadeiro, útil, bom.

Por isso, é difícil o caminho do amor. O amor é uma porta estreita que se abre por dentro.

Esta série pretende abordar o amor e, se possível chegar mais perto das razões pelas quais o ser humano desama.

Você tem interesse nisso? Então vem.

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