sexta-feira, 6 de março de 2015

1715-O dífícil caminho do amor


Cuidado ao apontar o dedo

O famoso dedo apontado na direção do outro e por vezes em riste, é a arma dos pré-julgadores. Esquecem-se que ao apontar um dedo na direção de alguém, automaticamente ficam com outros três dedos apontados para o próprio peito. E é no peito que bate para indicar o “mea culpa”.

Juízo de Valor – Não existe certo ou errado. Cada um tem seu ritmo, seu tempo, sua saga. Errar é o caminho mais curto para aprender. Julgar ou prejulgar a partir de um ponto de vista pessoal é o caminho mais curto para a injustiça. Nenhum magistrado julga uma causa por seu próprio juízo; houve as partes e decide, aí sim a seu juízo se este ou aquele tem a razão. Todo ser humano metido a juiz, traz em seu bojo um peso cultural herdado que conduz à culpa. Julga os outros por aquilo que gostaria de aplicar a si mesmo. Tudo no reino das coisas sagradas é complementar e tendente à perfeição. Também assim deve ser o nosso entendimento do universo, do próximo, da vida.

Automatismos e Complexos
– Há uma área que governo atitudes, palavras, ações tidas como impensadas, normalmente confundidas com sentimentos. Não são sentimentos, pois estes, primeiro são sentidos e, em seguida, reelaborados sob a forma de emoção. Os impulsos correm muito muito no terreno do instinto do que dos sentimentos/emoções. Espíritos experientes, com muitos milênios de vida carnal são reflexivos, serenos, ponderados, portanto, não impulsivos, não compulsivos. Há que pensar que automatismos e complexos emocionais que não guardam relação com a nossa intenção mais sincera. Brotam de nossa inexperiência. Então o inexperiente não dirige o avião, deixa-o para o experiente. Se não o fizer, corre o risco da queda.

Amor Próprio (ou Auto Amor) e Aprendizado
– Dentro do processo reeducacional do ser, a primeira lição é amar a si mesmo. Sem isso não há o que dar ou oferecer. Ninguém dá o que não tem. Devemos ter bons olhos para nós, sem imediatismo, já que tal olhar será construído com pequenas vitórias que somadas contribuirão para uma melhora ao final de todo o processo. Há uma bonita música que canta: “se por amor eu vim ao mundo, um mundo de amor eu quero”. Sim, todo ser nasce de um processo de amor, ainda que seja fruto de um estupro. O ato humano complementa o ato de amor da natureza. Os humanos podem fazer mal feito, mas a natureza faz bem feito, faz por amor.

Domínio de Si ou Self Control
– Nascer, crescer, aprender, evoluir, contribuir para a vida é inerente a tudo que nasce, cresce, amadurece e sucumbe. Pergunte a uma árvore o que ela veio fazer e terá a resposta que abrange a todos viventes. É, pois, necessário reeducar nossos sentimentos a partir de novos parâmetros, cujo guia pode ser o doce Evangelho do Mestre Jesus. Assim fazendo, vamos readquirir ao longo deste processo de auto encontro um maior domínio de nós. Vencer a si mesmo, eis a grande meta de uma existência após a outra.

Aceitação
– Somente podemos modificar o que por desconforto reconhecemos e posteriormente aceitamos. Não há reforma ou modificação do que rechaçamos em nós. Não querer ver não significará “não existir”. Assim, aceitar as nossas imperfeições e erros é fundamental nesta reconstrução na procura da nossa essência. O problema é o ponto cego, aquele ponto visto por todos os demais menos por nós. Para isso existem os terapeutas e pedir-lhes ajuda para descobrir os nossos pontos cegos é um ato divino.

Renovação do Sistema de Crenças – Renovar valores e pensamentos antiquados é uma necessidade para aquele que deseja basear sua nova vida em novas bases. Faz parte das descobertas relacionadas com o ponto cego. Para tanto, é indispensável uma investigação clara, consistente e determinada, com o fito de apurar as verdades filosóficas das verdades ilusórias, onde também pode atuar o terapeuta. Neste quadro igualmente se encaixam preconceitos e educações formais, baseadas na facilitação da vida desde a infância.

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