quarta-feira, 25 de março de 2015

1734-A Fé a serviço da Ciência


Postulados à luz de Charcot

Seguem-se as reflexões retiradas da cátedra de Charcot nas condições abordadas na Introdução.

Primeiro postulado - A cura pela fé deve ser objeto de pesquisa e reflexão sérias por parte de todos os profissionais da Medicina, porque, uma vez que o objetivo dessa Ciência é a cura, se a fé consegue curar os pacientes em muitas situações, principalmente quando a Medicina não consegue a solução, os médicos não devem rejeitar essa forma de curar como indigna de consideração. A postura apresentada por este médico e cientista é de lealdade à Verdade, pois a Ciência não deve ser tendenciosa, principalmente se, com uma postura acovardada ou retrógrada, prejudica terceiros, no caso, os doentes, que têm nos médicos um ponto de referência para se curarem de seus eventuais males. Quem é médico deve procurar a Verdade, seja ela qual for, sob pena de trair seu compromisso com a própria consciência e com o juramento da profissão. Se passar a ser desconsiderado pelos seus pares, pelo menos estará em paz com Deus e com sua própria consciência, o que é mais tranquilizador do que contemporizar com a inverdade. É preciso coragem para pesquisar a Verdade e, mais ainda, para afirmá-la e adotá-la.

Segundo postulado - O próprio Charcot experienciou, na sua clínica, essa forma de terapia, com sucesso, em muitos casos, que explicita na sua obra. Não se aventurou às custas dos pacientes, mas sim aprendeu técnicas seguras, que expôs no seu livro, para serem aplicadas com conhecimento de causa em benefício dos doentes em geral. Se tivesse partido de uma tese para iniciar sua exposição, poderia ser facilmente questionado, mas fez diferente: vivenciou vários casos de cura pela fé no dia a dia da sua profissão. Sua proposição não se trata de aventura, divagação, surrealismo, mas a pura e simples constatação do que aprendeu e praticou, com resultados concretos de cura.

Terceiro postulado - Tendo alcançado renome como cientista, ao expor para a classe médica e para os leitores em geral estas informações, foi criticado por muitos, ridicularizado por outros tantos, mas preferiu afirmar a Verdade, claramente: se a cura pela fé é uma realidade, como médico, deveria continuar a aplicar esse método, pois, acima da sua posição de destaque nos meios científico e profissional, levava em conta o interesse dos pacientes, que, naturalmente, queriam sarar, não importando os meios utilizados para tanto. Assim devem proceder os médicos: colocar em primeiro lugar o interesse dos pacientes de se verem curados.

Outro importante personagem que penetrou fundo no mundo dos espíritos, chegou a conversar com eles, mas precisou desconversar com a sociedade, foi Carl Gustav Jung. Bem depois da época de Charcot, nem assim ainda se pôde abrir com naturalidade e franqueza certos temas do maior interesse da coletividade. Certos setores corporativistas, fanáticos, soberbos, autoritários, eram e são muros ainda intransponíveis para a abertura das mentes.

Então, a priori, me parece perfeitamente defensável mergulhar nas teses de Charcot. É o que levaremos adiante nesta série, se for do seu interesse. Continue conosco.

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