quinta-feira, 26 de março de 2015

1735-A Fé a serviço da Ciência


Desarmem-se, a luta não é armada

Quem foi Jean-Martin Charcot? Foi um médico e cientista francês que alcançou fama no terreno da psiquiatria, na segunda metade do século XIX. Foi um dos maiores clínicos e professores de medicina da França e o fez juntamente com Guillaume Duchenne, fundador da moderna neurologia. Parece tudo haver começado a partir dele. Suas maiores contribuições para o conhecimento das doenças do cérebro foram o estudo da afasia (perda de memória), a descoberta do aneurisma cerebral e das causas de hemorragia cerebral. Durante as suas investigações,Charcot concluiu que a hipnose era um método que permitia tratar diversas perturbações psíquicas, em especial a histeria. Charcot é tão famoso quanto seus alunos: Sigmund Freud, Joseph Babinski, Pierre Janet e outros. A Síndrome de Tourette, por exemplo, foi batizada por Charcot em homenagem a um de seus alunos, Georges Gilles de la Tourette, assim com o Mal de Parkinson, descoberto sob sua coordenação, foi assim nomeado como homenagem a James Parkinson, seu aluno.

Nas suas buscas aprofundadas na intimidade cerebral dos pesquisados, Charcot descobriu a consciência e entendeu ser ela a memória do espírito. Vasculhou ciências outras que pudessem contribuir e teve certeza de que o Espiritismo de Kardec era uma grande contribuição à ciência.

E hoje, Charcot (espírito), não satisfeito com o que fez, já atua novamente entre nós.

Vamos chamar a atenção dos leitores, principalmente dos médicos, para que o debate sobre o assunto transcorra de forma amena, sem radicalismos. Radicalismo traduz amor próprio exagerado, muito mais do que a intenção de descobrir a Verdade, que deve prevalecer, embasada nos fatos, sem parcialidade ou superficialidade. Os fatos é que devem ser o argumento central da hipótese que se faz tese, que se faz teoria, que se faz fato consumado. Qualquer outro dado que não seja fato, feito, concreto, por mais que possa acirrar discussões ou dividir os debatedores; estes, se interessados verdadeiramente na verdade nunca devem ser tomados de radicalidade.

Quantas verdades consideradas fundadas caíram por terra em nossa trajetória científica? Quantas vezes os sisudos defensores de certas posições tiveram de curvar-se a outras visões sobre o mesmo assunto?

Nos debates costumam despontar a teimosia e o orgulho, sendo que, muitas vezes, o tema em discussão passa a ser secundário, como de fato se torna, porque cada um procura defender até absurdidades para não reconhecer que está sem razão.

Os autores das fontes que abastecem esta série e também o organizador do blog pedem a quem venha a questioná-las que proceda de forma cortês e que realmente debata com conhecimento de causa, primeiro estudando o assunto com isenção e profundidade, para depois entrar no debate.

Iremos procurar evitar o uso da palavra “milagre”. A expressão deve ser compreendida como toda forma de cura em que não se utilizam os meios tradicionais ou convencionais da Medicina. Mas, existem milhões de casos em que a cura ocorreu sem a intervenção de nenhum recurso médico ou farmacológico. O que dizer?

No seu livro, já citado, Charcot afirma que essas formas alternativas de cura fazem parte da “ordem natural das coisas”. Baseado na prática, na vivência do dia a dia, sem preconceito contra as curas pela fé nem de forma tendenciosa no sentido da sua admissibilidade, Charcot e sua equipe chegaram à conclusão da sua veracidade e possibilidade nas condições que são enumeradas a seguir. Portanto, não há nada que se estranhar se a expressão “milagre” é utilizada igualmente pelas correntes tradicionais do Cristianismo, porque a Ciência tem como objetivo a descoberta da Verdade, qualquer que seja ela, veja, mesmo que vinda do âmago de um milagre. Os cientistas devem observar e concluir, sem ter medo das palavras, por piores ou extraordinárias que elas sejam.

“O milagre terapêutico tem seu determinismo, e as leis que presidem sua gênese e sua evolução começam a ser, sobre mais de um ponto de vista, conhecidas suficientemente para que o conjunto de fatos que se engloba sob esse título se apresente com uma frequência assaz abundante para estar acessível à nossa apreciação”, afirma Charcot. Ocorrendo a conjugação dos requisitos para a cura pela fé, sua concretização é tão certa como uma regra matemática. Charcot viu a força do poder mental em ação e não duvidou de que fosse “determinante” quando tudo estava favorável à transformação da idealização dos pacientes em cura real.

A mente dos pacientes, muitas vezes, induzida pelo médico, que conheça técnicas avançadas de sugestão, hipnose ou outra, potencializa recursos para a autocura. Nada há que se estranhar, pois na atualidade a Ciência mais avançou e muitos fatos antes questionáveis aparentemente são admitidos como naturais pelos próprios cientistas materialistas.

As coisas vêm se tornando recorrentes desde os últimos 20 anos que as principais faculdades de medicina do planeta criaram cadeiras específicas para o estudo e ensino da fé como complemento da cura. Qualquer interessado pode buscar tais informações no Google.
Vamos à frente?

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