sexta-feira, 27 de março de 2015

1736-A Fé a serviço da Ciência


O paciente e a sua participação

Olhem bem e ouçam bem senhores médicos e cientistas agnósticos e até ateus: se fizerem muita questão, podemos deixar Deus do lado de fora do laboratório ou centro médico. O que vocês vão ler não são coisas tiradas dos meandros de mentes condicionadas por crendices, também chamadas de carolas.

Das fontes de onde emanam as bases para que esta série tivesse sido organizada, são destacados dois requisitos a serem levados em conta para o alcance da cura: um “a disposição especial do psiquismo do doente”, traduzível na sua fé inabalável (fé apenas e não fé nisto ou naquilo) e, dois, “não se tratar o problema de casos como a amputação de membro ou órgão completo”.

Já temos experimentado ajudar pacientes que se negam acreditar nos próprios poderes e o resultado não foi bom. Já, em se tratando de pacientes racionalmente portadores de fé, o resultado é deslumbrante.

Há, porém, um limite para o poder mental dos seres humanos medianos, os quais não conseguem ultrapassá-lo nas suas condições intelecto-morais atuais. É o caso em que aparece a muleta: um santo, um poder externo.  De outro lado, há exceções conhecidas, casos de pessoas dotadas de poder mental excepcional, embora raridades no nosso meio terreno, mas já relatados com frequência.

Quem se interesse por conhecer esses casos de superpoderes mentais pode consultar as obras especializadas, na área científica, ou mesmo informar-se sobre a mediunidade, que representa uma realidade de contato entre os seres humanos encarnados e aqueles que estão vivendo no mundo espiritual. Há muito material na Internet, atualmente. Tirando-se as fantasias, vale conhecer.

Um número expressivo de médicos contemporâneos de Charcot reconheceu a possibilidade de cura pela fé em determinados casos de paralisia e convulsões, tumores e úlceras. Tempos depois, pelo menos no Ocidente, a classe médica se dividiu entre a crença e a descrença e talvez chegou a ser mínimo o número de profissionais da saúde que confiavam na autocura.

O orgulho não é mau só como causa de dor, é mau também porque gera a falta de fé (em Deus, numa energia, numa inteligência), além da supervalorização da Ciência, sem contar a mentalidade financista de grande parte desses profissionais, o que faz com que prefiram ver seus pacientes passando por grandes dificuldades a acreditar que possa haver cura fora das técnicas médicas consagradas pelas universidades e academias. Diga-se de passagem, as universidades e academias também deixam a desejar quando se limitam a ignorar tantas coisas fantásticas que ainda estão fora dos currículos de ensino.  

O conservadorismo, apesar de parecer o contrário, vigora também no meio científico, pois as academias tendem a se transformar em verdadeiros museus de conhecimentos já consagrados, mas fazem oposição aos inovadores, principalmente àqueles que procuram mostrar a realidade espiritual. Tal oposição já foi mais dura contra os que lhes retiram a autoridade ao mostrar a (outra) Verdade. Por isso todo idealista tem de pagar um pesado tributo de incompreensão e sacrifícios por trazer para a humanidade ideias mais avançadas. Mas, isso tende a mudar repentinamente. A cura pela fé representa a consagração do poder da mente humana, que Jesus demonstrou na prática, quando os doentes tinham a certeza do Poder de Deus e se submetiam a ele. Pode retirar Jesus e Deus desses textos. Nada mudará.

Aqueles que se julgam superiores pelo simples fato de serem cientistas, estão completamente enganados, pois são feitos da mesma essência dos demais seres, portanto, atrelados a preconceitos, limitações, falhas morais e toda uma gama de condicionamentos que, se eles não tiverem a humildade suficiente, contaminam toda sua forma de pensar, transformando-os em instrumentos da estagnação ao invés da contribuição ao progresso da humanidade. Somente as virtudes possibilitam a abertura mental para o conhecimento da Verdade, que é o que aprendemos chamar de Deus. Essa força que sustenta o Universo mostra possuir um fragmento seu instalado no íntimo da consciência humana e é essa potencial energia que parece ser acionada quando se fala que a fé entra em ação. Nesse caso, fé é o ato de acreditar que esta força pode fazer a diferença. Pode trocar o nome se o nome causa arrepios. Chame isso de autoconfiança, autonomia, poder íntimo, qualquer coisa que tenha um pouco a ver com o que aqui chamamos de fé.

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