segunda-feira, 30 de março de 2015

1739-A Fé a serviço da Ciência


Histéricos ou obsediados?

Numa sociedade de costas para a espiritualidade os histéricos são doentes mentais de fundo físico e devem ser tratados com poções químicas. Na sociedade que se dispõe olhar por cima dos muros de concreto, os sintomas histéricos podem estar associados à obsessão ou, como queiram, à mediunidade, e podem ser tratados por terapeutas da alma. E não se pode esquecer que obsessão, como se aprende, nem sempre é de fundo maligno.

Por falta das visões mais amplas, os pobres histéricos, que em séculos anteriores tinham sido lançados à fogueira ou exorcizados, em épocas recentes, e mais esclarecidas, estavam sujeitos à maldição do ridículo; seu estado era tido como indigno de observação clínica, como se fosse simulação e exagero (...) Na Idade Média, a descoberta de áreas anestésicas e não-hemorrágicas (sigmata Diaboli) era considerada “prova de feitiçaria". Distúrbios sensoriais podem:

Abranger os sentidos da visão, audição, paladar, tato e olfato;

Variar desde sensações peculiares até a hiperestesia, alfagesia, analgesia em partes do corpo ou anestesia total; 

Produzir zonas histerógenas que, quando tocadas, podem desencadear surto histérico; 

Causar grande sofrimento com dores agudas, para as quais nenhuma causa orgânica pode ser determinada. 

Os distúrbios motores podem incluir uma gama de manifestações, como paralisia total, tremores, tiques, contrações ou convulsões. Afonia, tosse, náusea, vômito, soluços são muitas vezes de origem histérica. Episódios de amnésia e sonambulismo são considerados reações de dissociação histérica.

Existe uma extremada necessidade de as clínicas psiquiátrica e psicológica abrirem-se para os estudos da obsessão sem nenhuma necessidade de admitir o espiritismo como fonte do estudo da obsessão. Os seus profissionais deveriam começar por entender que a telepatia (longe de ser um tema espírita) é um tema só não demonstrado cientificamente (o é na prática) porque esbarra, justamente, no preconceito da ciência em estudar o que os microscópios e cinescópios não capturam.

Na prática, hoje, se pode colocar dois sensitivos a muitos quilômetros de distância e organizar uma pauta de transmissões telepáticas absolutamente demonstrativas de que, no futuro, os celulares poderão ser substituídos pelas transmissões mentais. O que fazemos hoje é treinar e acostumar-nos com a transmissão de ideias através de ondas eletromagnéticas produzidas por aparelhos a partir de baterias com o concurso do elemento lítio. No futuro as transmissões serão também por ondas eletromagnéticas, porém em frequências ainda mais altas que as micro-ondas, em ondas alimentadas pela energia humana. O aparelho? A mente humana.

Pois bem, se telepaticamente é possível uma mente interagir com outra, essa interação também é possível na indução, fenômeno em que uma onda invade uma outra frequência e causa alteração nos conteúdos. Isso, do ponto de vista espiritual, tem nome de obsessão. A ciência vai chegar lá antes do que ela própria acredita.

Quanta gente obsediada vem sendo tratada com remédios narcóticos, em geral piorando a situação em que se encontram, pelo simples fato de que a obsessão não é considerada como hipótese dos distúrbios mentais do paciente tratado.

O que está faltando para a nossa medicina é ampliar seu campo de pesquisas e chegar à alma, como veremos na próxima postagem.    

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