quinta-feira, 2 de abril de 2015

1742-A Fé a serviço da Ciência


O trabalho dos espíritos médicos

Jesus suscitou a cura de inúmeros doentes do corpo e da moralidade, conforme narram os relatos evangélicos, ensinando a prática do Bem para que dignificados corpo, mente e alma, todo o conjunto vibre dentro da proposta divina. Todavia, sempre esclarecia: “a tua fé te curou”.  Nunca atribuiu a Ele próprio o mérito pelas curas, mas à fé dos próprios sofredores ou necessitados, melhor dizendo, dos desviados na rota da proposta divina.

Por que isso?

Porque realmente é assim que acontece, tanto que muitos não são curados, porque sua fé é insuficiente. Alguém poderia dizer temerariamente: “Deus não quis”. Vamos tecer uma parábola: o rio em seu estado natural sempre tem peixe; para obtê-los, temos de pescar. Certo? Então o estúpido se encontra na margem do rio quase morto de fome, vai morrer se não se alimentar, não se põe a pescar e sua morte, nesse caso, poderá ser atribuída à vontade de Deus? Somente aqueles que fazem a vontade de Deus; somente aqueles que se entregam totalmente a Deus, retirando de seus raciocínios (temerários) a dúvida sobre a vida, são os que têm fé, realmente. Os que duvidam do Poder de Deus não recebem aquilo que procuram, não abrem as asas para voar com medo de cair, não pescam para alimentar-se, não cortam as amarras que os mantêm prisioneiros, porque estão imaturos espiritualmente. 

O “merecimento”, a “graça”, o “benefício”, representa apenas a confiança inabalável no Poder que vem de Deus. Aqueles que titubeiam como titubearam os apóstolos naquele episódio em que Jesus caminhou sobre as águas, estes afundam aparentemente porque não há obras que justifiquem o “milagre” pretendido. Por isso, uns ficam curados do corpo tão logo se curem da moralidade; outros insistem em não transformar-se no caminho do bem e, indignos de si mesmos, não detonam a força interior que promove os milagres.

Os médicos espirituais são apenas suscitadores, incentivadores das curas do corpo e da moralidade, mas os verdadeiros responsáveis por elas são os próprios doentes desviados da Ética que, pela sua fé individual e intransferível, retomam a senda da dignidade perante Deus.

Sobre “a tua fé te curou”, Jesus não enunciaria uma frase aleatoriamente, mas sim reproduziria o conteúdo de uma das Leis de Deus. Ter fé é o primeiro passo para auto-superar-se. Os médicos espirituais trabalham para minimizar os sofrimentos dos seus irmãos e irmãs em humanidade, mas dependem da iniciativa dos próprios necessitados. Não têm condições de dar fé a quem não a tem, mas apenas tentar aumentar o volume da chama que crepita no coração de cada um. Não se deve pretender deles a realização de “milagres” no sentido de fazerem brotar do nada alguma coisa, pois eles também são seres humanos e somente Deus pode realizar prodígios que a mente dos seres terrenos não está apta ainda a compreender.

Quanto aos doentes, ajudem-se, tendo fé inabalável no poder que vem de Deus, para serem ajudados. Os médicos querem servir, mas são apenas intermediários do Bem, mas não os autores do Bem. A contribuição dos médiuns intermediários será analisada na próxima postagem. 

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