sexta-feira, 3 de abril de 2015

1743-A Fé a serviço da Ciência


A contribuição dos médiuns

Uma vez que as realidades material e espiritual se interpenetram, mas são regidas por princípios próprios, é necessário que algumas criaturas (os médiuns) representem o papel de ponte entre essas duas realidades para que ocorra a comunicação benéfica aos habitantes de ambas as dimensões.

Para ser bom médium é sobretudo necessária a introjeção do Amor Universal, sem orgulho, sem egoísmo, sem vaidade e com cuidados relativos à alimentação para que a energia doada não se torne excessivamente tóxica. Assim, os encarnados encarregados das tarefas mediúnicas se transformam em veículos fiéis para a comunicação entre os dois mundos.

Nada pretendendo a não ser o Bem, colocam-se na posição mental de intermediários sintonizados com as correntes do Bem, sendo orientados por espíritos bem intencionados e até por espíritos superiores, que confiam na sua firmeza de propósitos de auxiliar os que necessitam.

Todo ser humano é dotado de ectoplasma, ou seja, uma forma de energia que é ínsita a cada espírito, a qual pode servir para beneficiar tanto física quanto moralmente os necessitados de ajuda. Doando ectoplasma em favor dos semelhantes, essa energia é direcionada pelos espíritos médicos de forma adequada, visando sua cura ou minoração dos males do corpo e da moralidade.

O ideal de servir é o dado mais importante para alguém ser um médium de confiança do mundo espiritual. Se tiver conhecimentos teóricos do assunto, melhor ainda, mas o requisito da bondade é o mais importante. Renunciar a um pouco da própria vitalidade exige capacidade de pensar no bem-estar alheio, mas sempre quem ganha mais é o doador, porque “é dando que se recebe”, conforme afirmou Francisco de Assis.

A vida pessoal do médium pode ser (e costuma ser) referta de agruras, mas isso faz parte da sua própria programação espiritual, porque a maioria das mordomias leva ao desregramento, enquanto que as agruras obrigam à ponderação e induzem à compreensão dos sofrimentos alheios. Pacientem-se, portanto, os médiuns com seus próprios sofrimentos e agradeçam a Deus por ter de carregá-los, conforme exemplificava Francisco Cândido Xavier, um dos mais fiéis médiuns que a humanidade terrena teve o privilégio de conhecer.

Os operários das atividades espirituais em favor da cura o são em 100% dos casos voluntários. Mais do que isso, pagam para trabalhar, pois, não raro, são também os mantenedores de suas instituições. Esse é um ilibado atestado da excelência dos serviços: gratuitos, realizados por trabalhadores que se doam e nada recebem, pagam para ali estar. Beneficiam-se? Com certeza, mas esse não é o foco. Sabem que muitas vezes foram escalados para tais serviços em conta de sua evolução espiritual ainda que se dê como resgate de vidas passadas. Desta forma ou de qualquer outra, são pessoas que fazem uma grande diferença na egrégora planetária.

Os homens de ciências

A Ciência terrena adota como referencial a “análise”, separando em partes o que julga ser elemento do Todo, como se cada uma das partes fosse um ente diferente dos demais. Decorre desse padrão o ato de não levar em conta as realidades do espírito e de Deus: não consegue enxergar o verdadeiro Todo e, portanto, não pode, por enquanto, realizar o trabalho de “síntese”, o que, realmente, seria o grande papel dela, a ciência.

Jesus, na Sua Piedade Infinita, como enviado de Deus, autorizado pelo Pai a representá-l’O perante a humanidade do planeta Terra, ditou “A Grande Síntese” (aqui anotada pelo apóstolo Pedro reencarnado), onde expõe o mecanismo de funcionamento do Universo, desde o micro ao macrocosmo, incluindo, evidentemente, os seres humanos na sua trajetória evolutiva.

A Ciência materialista não leva em conta essa Revelação e até hoje procura decompor o Todo, que lhe é inacessível, por enquanto, perde-se no dédalo das teorias, que são lançadas e caem no esquecimento em pouco tempo.

Einstein, mesmo acreditando numa Divindade um tanto diferente da herdada de Moisés, apesar de tomar conhecimento da informação de Jesus, através do texto referido, de Ubaldi, preferiu confiar na sua cerebralidade, quando poderia ter ido além e se ajoelhado diante do Autor da Vida, como verdadeiro crente, exemplificando para todos sua fé, como lhe competia.

Assim têm procedido muitos sábios que encarnaram na Terra: ficam no meio do caminho, com receio de se confessarem publicamente e se tornarem arautos da Fé na força que vem de Deus, seja através da Ciência, da Filosofia, da Arte e até da religiosidade, que a maioria faz se transformar em corrente política para combater as outras formas de crer em Deus.

Allan Kardec e Amélie Boudet, entre outros pouco numerosos, representaram uma exceção a esse desvio rotineiro na realidade terrena, o primeiro dando sua contribuição nas áreas da Filosofia e da Ciência e a segunda da Arte, ambos direcionando seus esforços para iluminarem os departamentos da Cultura terrena com as luzes da Religião. Não da Religião sectária, mas a das Leis de Deus, que não separa um irmão do outro.

Na comissão técnica que estudou o Genoma tivemos um insólito momento em que concluído o mapa do DNA, alguém em regozijo teria anunciado: vencemos. Em seguida o coordenador chamou a atenção para o fato de que o DNA é apenas o mapa da vida humana, que faltava o crédito merecido ao autor do mapa, diga-se, o Autor da Vida. Esse trecho da notícia foi omitido e só aparece no relatório que se encontra arquivado na sede do projeto. De qualquer forma, mesmo com vergonha de se anunciarem crentes na existência de um Ente Maior, de uma Inteligência Superior, serve o registro para deixar assinalado que os homens de ciência foram até onde lhes é possível ir. Daí em frente, ainda é cedo para os aprendizes se aprofundarem. Eles seriam um risco para a vida caso autorizados a tarefas mais nobres para a vida.

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